sexta-feira, 31 de agosto de 2012

SOPA - PIPA - ACTA - CISPA




SOPA / PIPA  /ACTA/ CISPA 




         Estas siglas consistem em quatro projetos de lei, o Stop Online Piracy Act (pare com a pirataria on-line, em tradução livre), conhecido como Sopa, e "Protect IP Act" (ato para proteção da propriedade intelectual), chamado de Pipa ,o  Acordo Comercial Anticontrafação (em inglês Anti-Counterfeiting Trade Agreement) ACTA e o Cyber Intelligence Sharing and Protection Act CISPA(  Lei de proteção e compartilhamento de ciberinteligência), que estão no Congresso dos Estados Unidos, provocaram manifestações ou interrupções de serviços de sites importantes como Google, Wikipedia e Craigslist, de classificados, no mês de janeiro de 2012. 


         Ambos os projetos de lei visam combater a pirataria na internet e na falsificação de produtos.  O Congresso norte-americano anunciou o adiamento da votação do projeto do Pipa e deixou "em espera" o Sopa, segundo comunicados divulgados nesta sexta-feira (20).No Sopa, a proposta é ter penas de até 5 anos de prisão para os condenados por compartilhar conteúdo pirata por 10 ou mais vezes ao longo de 6 meses. Os sites como Google e Facebook, por exemplo, também poderiam ser punidos pela acusação de "permitir ou facilitar" a pirataria. A pena seria o encerramento dos serviços e banimento de provedores de internet, sistemas de pagamento e anunciantes em nível internacional.

Pela lei, qualquer site pode ser fechado apenas por ter conexão com outro site suspeito de pirataria a pedido do governo dos EUA ou dos geradores de conteúdo. Ferramentas de busca como o Google, por exemplo, teriam que remover dos resultados das pesquisas endereços que compartilhem conteúdo pirata, correndo o risco de punição.

Prof Kléber


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terça-feira, 14 de agosto de 2012

Perguntas feitas por uma aluna do curso Exatas(Pré Vestibular)





1) Hoje, qual região brasileira que mais recebe o intenso fluxo imigratório? A origem desse fluxo ainda é nordestina?

Aluna Exatas

O deslocamento populacional em nosso país sempre foi muito diversificado.No início da colonização ficou muito restrito ao litoral e com o passar do tempo foi ganhando novos espaços.Com as Entradas e Bandeiras , o interior do Centro Oeste e a o Norte dopais foram sendo ocupados. Mais tarde, com a chegada dos imigrantes europeus a partir da segunda metade do século XIX, o Sul e o Sudeste passaram a ter grandes fluxos migratórios. Ainda nesse período, com a economia da borracha em plena expansão, a Amazônia foi sendo ocupada .

Com a crise de 1929, nosso país acabou mudando o seu sistema econômico voltado , principalmente, a monocultura cafeeira, para uma economia mais urbana comercial e com o incentivo à indústria , no governo Vargas.De lá para cá, a região Sudeste passou a fazer uma grande atração aos trabalhadores de outros estados, com destaque aos nordestinos.

 Há décadas prevalece no território brasileiro o deslocamento populacional do Nordeste para o Sudeste, sendo que esse fluxo migratório se dirige principalmente para o Estado de São Paulo e com destaque a cidade de São Paulo e sua região metropolitana.A migração de nordestinos para São Paulo manteve-se em níveis semelhantes nos períodos de 1986-1991 e 1995-2000, verificando-se, inclusive, um aumento da participação relativa dos nordestinos no total de migrantes do estado: de 51,7%, entre 1986-1991, para 57,7%, entre 1995-2000.

Tomando pro base os dados do IBGE, os deslocamentos populacionais no Brasil, no período 1995/2000, totalizaram 5.196.093 pessoas, cifra que é 3,7% superior aos 5.012.251 observados entre 1986/1991. A região com mais migrantes é o Centro-Oeste, onde 35,8% da população é proveniente de outros estados. A região brasileira que apresenta menor número de migrantes é o Nordeste, com 7,6% da população originária de outras unidades da federação.

         Cerca de 65% desse total é composto por deslocamentos ocorridos entre as regiões brasileiras (migração inter-regional) e 35% no interior destas regiões (migração intra-regional).
         É importante salientarmos que apesar desses números apresentados pelo IBGE, as correntes migratórias brasileiras  estão se diversificando. Os movimentos populacionais estão mais intensos dentro do próprio estado ou da região de origem. Vários são os fatores que contribuem para esse novo quadro, onde podemos dar destaque a falta de oportunidades de emprego na região Sudeste, o que causa o retorno de parte dos migrantes às regiões de onde vieram, e o surgimento cada vez mais de novos pólos de desenvolvimento, o que acaba atraindo mão-de-obra de outras regiões.

         Segundos os dados do Pnad (Pesquisa Nacional por Amostras de Domicílios) divulgados em 2006, 40% da população brasileira (ou 74.935 milhões) não vive no município onde nasceu. Além disso, 16% (ou 29.892 milhões) da população não é natural do estado em que reside. 

         Nesses estudos, também foram constatados que no número total de migrantes  o Sudeste ainda é o destino preferido dos brasileiros (1.404.873), apesar da redução no volume de imigrantes (1,5%) e do aumento no volume de emigrantes (20,3%) em comparação com o período de 1986/1991. 

         De modo geral , desde o Censo/2000, que a região Centro-Oeste, embora tenha registrado uma variação negativa da imigração em apenas 0,3%, apresentou um aumento da emigração de quase 8%. Já as regiões Nordeste e Sul apresentaram comportamentos diferentes das demais regiões, principalmente o Sul, onde se registrou um aumento de quase 16% dos fluxos imigratórios, juntamente com uma redução de 25,7% do volume de emigrantes.

         O Nordeste apresentou  um crescimento expressivo do fluxo de imigrantes (a maioria proveniente do Sudeste), chegando a 35,5% no período de 1995/2000. Mas continua sendo a região que mais perde população para as demais.Por outro lado, a região também registrou a redução de 11,1% nos fluxos migratórios intra-regionais, movimento contrário ao observado nas trocas com as demais regiões do país, onde se observou um aumento de 35,5% no volume de imigrantes. Quase todos os estados nordestinos  obtiveram queda tanto nos fluxos de imigrantes quanto de emigrantes, com exceção do Ceará, onde houve um aumento de 5,4% no volume de imigrantes. Esses resultados indicam um esfriamento das trocas migratórias entre os estados do Nordeste e a intensificação das trocas com os demais estados brasileiros.


2) O Chile faz parte do NAFTA?

Aluna Exatas 

          O NAFTA (North American Free Trade Agreement : Acordo de Livre Comércio da América do Norte), foi assinado pelos líderes de: Canadá. México e EUA em 7 de outubro de 1992, porém somente entrou em vigor no dia 1º de janeiro de 1994 depois de um conturbado processo de confirmação por parte dos EUA, onde a xenofobia, o etnocentrismo e o preconceito de certos setores políticos oferecem formidáveis obstáculos.Consiste numa ZLC(Zona de Livre Comércio) na qual tarifas e certas outras barreiras ao comércio de bens e serviços e recursos financeiros serão gradualmente eliminadas em um período de 15 anos, mas espera-se que a maior parte das liberalizações ocorra nos primeiros cinco anos.



3) Qual a relação do Chile com o Canadá no NAFTA?

Aluna Exatas  

         O Chile sempre quis participar do NAFTA e as relações comerciais entre este país e o bloco econômico estão aumentando a cada ano. Existe uma razoável possibilidade do Chile ser um membro efetivo do NAFTA. Os EUA têm um grande desejo de expandir a atuação desse bloco econômico e superar a União Europeia, diante disso, o Chile foi convidado a fazer parte do Nafta em 1994.é importante que ressaltemos que apesar da vontade estadunidense de expandir o bloco, existem barreiras dentro do governo norte-americano e fora dele também. O Congresso norte-americano teme que com a entrada de outros países, os Estados Unidos se tornem “responsáveis” por eles em caso de uma crise, por exemplo.

REGIÕES ADMINISTRATIVAS DO DISTRITO FEDERAL - POPULAÇÃO




segunda-feira, 6 de agosto de 2012


Em 6 de agosto de 2012 22:46, Emily Amaral escreveu:
Bom dia professor, tudo bem? É o seguinte, o Brasil vive sob o sistema capitalista, assim como os países mais desenvolvidos, só que o Brasil se sustenta a partir dos lucros privados, por exemplo, como o sistema público é de péssima qualidade, as pessoas investem no particular tanto o transporte, a saúde, educação, etc.... E isso faz o capital interno girar e aumentar o consumo, certo? Só que os países mais ricos, como os Estados Unidos, França, Inglaterra, Alemanha, etc investem do sistema público para que este funcione de maneira adequada e atenda às necessidades civis, então como esses países ricos podem sustentar-se no sistema capitalista de forma que haja grande capital de giro e alto consumo se o governo atende à demanda populacional adequadamente?

Obrigada professor!


Resposta :

Existem vários fatores que respondem a essa situação. Irei elencar as mais importantes:

I-Os governos desses países mais ricos procuram obter superávit primário, ou seja, arrecadam mais do que gastam, não ocorrendo grandes déficits públicos;
II-Além de arrecadarem , esses países gastam de forma mais transparente e responsável. Suas economias são mais sustentáveis;
III-A população desses países tem m ais acesso a educação e com isso cobram mais e são mais criteriosos na hora de escolherem seus líderes;
IV-Esses países diversificam mais suas economias e não ficam tão dependentes da exportação de produtos primários, como os países menos abastados.Normalmente, produzem produtos de maior valor agregado;
V-Também não devemos de destacar o papel do mercado consumidor desses países, que são uma das principais alavancas da economia;
VI-As menores desigualdades sociais e econômicas, também fazem parte desse quebra-cabeça.
É importante que não esqueçamos que mesmo assim, essas economias também estão sujeitas a crises, como podemos ver na Europa. Os países do chamado PIIGS(Portugal,Irlanda,Itália,Grécia e Espanha), não fizeram o dever de casa e através de erros administrativos e econômicos, somados a crise que veio dos EUA(imobiliária), também foram atingidos duramente.

Professor Kléber