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quinta-feira, 25 de agosto de 2016

LEIAM ESSE INTERESSANTE ARTIGO A RESPEITO DAS CONSTELAÇÕES E OS SIGNOS DO ZODÍACO







quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

ONDAS GRAVITACIONAIS


Pela primeira vez um experimento vê ondas gravitacionais, um fenômeno previsto por Einstein  pela Teoria da Relatividade Geral, há cem anos. Esse abalo no espaço e no tempo foi provocado por colisão de buracos negros.

Através da observação da interação de dois buracos negros (objetos do universo com gravidade extremamente forte)  os pesquisadores registraram, pela primeira vez, as ondas de distorção provocadas pela força gravitacional  no espaço e no tempo ,que tinha sido prevista por Eisnten que afirmava em sua teoria da Relatividade Geral que a gravidade é uma força de atração que age distorcendo o espaço e o tempo -- espaço e tempo, em sua concepção são uma coisa só. Quando há uma interação de objetos muito maciços, para os quais a força da gravidade é muito grande, eles produzem ondas que se propagam no espaço.

 É importante salientarmos que as ondas gravitacionais estão para a gravidade assim como a luz, uma onda eletromagnética, está para o magnetismo e a eletricidade, forças capazes de gerar luminosidade. A detecção de ondas gravitacionais, porém, requer aparelhagem capaz de perceber oscilações muito mais sutis do que a luz. Os cientistas usaram o Ligo que consiste em dois enormes detectores de cerca de 4 km de extensão nos estados de Washington e Louisiana, nos EUA, operando conjuntamente.

O Ligo em si começou a funcionar em 2002, depois de outros experimentos iniciais, e sua sensibilidade vem sendo aprimorada desde então. Somente com um aprimoramento maior realizado em 2015 , porém, foi possível detectar um primeiro evento.

A colisão de buracos negros ocorreu a 1,3 bilhão de anos-luz e foi registrada pelo projeto e detectada em 14 de setembro de 2015. Cada um dos dois objetos pesava cerca de 30 vezes a massa do Sol, e os  buracos negros em colisão detectados pelo experimento são essencialmente estrelas mortas que implodiram dentro de sua própria força gravitacional. Esses objetos são escuros porque têm uma força de atração de gravidade tão grande que capturam até a luz.


FONTES: NASA/MIT / 1.globo.com/ciencia-




 Kléber Caverna



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quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

Mudanças na Tabela Geológica




Entenda:

As Eras geológicas são divididas em Períodos e estes em Épocas.



A primeira Era é o Pré Cambriano que é dividido, basicamente, pelos períodos
Arqueozóico e Protetozóico. Em seguida vem a segunda Era que é chamada de Paleozóico e tem vários períodos. A era seguinte é uma das minhas preferidas, o Mesozóico( era dos dinossauros e da deriva continental/tectônica das placas, que tem vários períodos interessantes, tais co o Jurássico e o Triássico) . Por fim, vem a Era Cenozóica. Essa é a era que estamos e é dividida pelos períodos Terciário e o Quaternário, aliás, é nesse momento que surge o homem.



A novidade é que ,segundo a visão de vários cientistas, devido às grandes
interferências humanas no planeta, os seres humanos colocaram a Terra em uma nova Era Geológica chamada de ANTROPOCENO que pode ter acontecido em meados do século passado e foi marcada pelo consumo em massa de materiais como alumínio, concreto, plástico e pelas consequências dos testes nucleares em todo o planeta, segundo a pesquisa publicada na revista "Science.


 A nova tese é sustentada nas mudanças ambientais causadas pela espécie humana e segundo os cientistas, essa nova era chamada de Antropoceno (do grego anthroppos, homem) é recente e teria surgido ao final do século XX, sendo que o termo surgiu na década de 1980, através do ecólogo norte-americano Eugene Stoermer, porém,  foi o holandês Paul Crutzen, vencedor do Prêmio Nobel de Química de 1995, quem popularizou essa vertente.



Atualmente, quem lidera a pesquisa que corre o mundo atualmente é o geólogo Colin Waters, cientista do Serviço Geológico Britânico que aponta o Antropoceno como ponto final do Holoceno, época cujo início foi há longos 11.700 anos.Para Colin, que neste estudo trabalha juntamente com pesquisadores de outras 21 instituições, a "era dos homens" começou a exibir a maior parte de seus sinais distintivos em 1950.



"Os depósitos antropogênicos recentes contêm novos tipos de rochas e minerais, refletindo uma rápida disseminação global de alumínio puro, concreto e plástico", afirma o estudo. "A queima de combustíveis fósseis disseminou fuligem, esferas de cinza inorgânica e partículas carbonáceas esféricas por todo o mundo", pontua.



Segundo Waters, essa passagem será visível na Terra por milhões de anos, mesmo que a humanidade já esteja extinta e esses materiais propensos à sobrevivência são chamados de tecnofósseis.


Para que possamos ter uma ideia, a identificação de épocas geológicas se dá por meio da deposição de camadas no solo, sendo que para os defensores do Antropoceno, esta fase já apresenta, nesse sentido, diferenças em relação ao Holoceno.




O trabalho também indica que o planeta caminha a passos largos para perder 75% de suas espécies nos próximos séculos.Tudo isso vem sendo causado pelo aumento da concentração de gases no efeito estufa, a mudança climática pela qual a Terra passa se registra não somente no gelo que se forma nas calotas polares, mas também na deposição de sedimentos, dizem os estudiosos. "As concentrações atmosféricas de gás carbônico e metano se distanciam do Holoceno começando por volta de 1850 e mais acentuadamente em 1950", relata a pesquisa.



Outro fato a ser destacado diz respeito a questão da análise dos sedimentos depositados, onde os pesquisadores, geólogos e cientistas,indicam outras causas para tais mudanças, tais como a forte urbanização, o desmatamento desenfreado e a construção de represas.Também deve-se ser levado em consideração o descontrolado avanço do aquecimento global,principalmente depois da Primeira Revolução Industrial e que no século XX acelerou de forma dramática.Segundo os cientistas, além da época geológica denominada Holoceno, também será encerrado o período geológico Quaternário - recorte de tempo datado de 2,6 milhões de anos atrás.


A comunidade científica que está estudando tais mudanças em nosso planeta acredita que essa nova era não mudará de forma radical a perspectiva da Ciência, que já tem noção da seriedade dos fenômenos provocados pela ação humana que se refletem negativamente no planeta, entretanto, para eles, a medida aumentaria a seriedade da abordagem do assunto na área da educação, uma vez que ficaria bem explicito o fato de que uma especia animal está tendo o poder de modificar até mesmo uma ERA GEOLÓGICA e com isso mudar os rumos de nosso planeta.



Kléber Caverna

segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

OS NOVOS “ARES” QUE SOPRAM NA AMÉRICA DO SUL




Nesse fim de ano de 2015, dois dos principais países da América do Sul foram às urnas em pleitos que sinalizam importantes mudanças nos cenários nacionais e regional.


ARGENTINA :
Em 22 de novembro, a Argentina elegeu o empresário Mauricio Macri como novo presidente, encerrando um período de 12 anos sob o comando dos Kirchner (primeiro Néstor e depois sua esposa Cristina).


BREVE HISTÓRICO:

         Néstor Kirchner foi eleito no ano de 2003 em meio à mais grave crise econômica da história argentina. Em seus quatro anos de mandato, Néstor adotou políticas sociais e conseguiu reorganizar as contas públicas, recolocando o país no caminho de crescimento. Com a popularidade em alta, Néstor não teve dificuldades para emplacar a candidatura de sua mulher, Cristina, eleita presidente em 2007.

Cristina Kirchner logo de imediato já entrou em choque com o Clarín, principal conglomerado de imprensa argentino, o que contribuiu para o desgaste de sua imagem. A partir do segundo mandato, iniciado após obter a reeleição em 2011, a economia voltou a se deteriorar, com o aumento da inflação e do endividamento. A Argentina também enfrentou uma onda de greves que foi minando a popularidade de Cristina.

Com todo esse cenário e com o descontentamento da população argentina, a mudança era inevitável e com os rumos atuais da economia ficou claro com o resultado das urnas, que daria a vitória ao oposicionista Mauricio Macri. Empresário bem-sucedido, Macri indica que adotará uma política econômica mais liberal, com maior abertura ao mercado e menos intervenções do Estado.



VENEZUELA:
A Venezuela realizou eleições legislativas no dia 6/12 que tiveram expressiva vitória da oposição. O resultado representa o primeiro revés eleitoral dos chavistas – grupo político-ideológico ligado ao ex-presidente Hugo Chávez, morto em 2013.

BREVE HISTÓRICO:
         Depois de décadas de golpes e governos corruptos, que privilegiaram as elites e acentuaram as desigualdades sociais, a Venezuela elegeu Hugo Chávez em 1998, que tinha em seu projeto de governo, batizado como “socialismo do século XXI”, uma forte presença do estado na economia  e assim,Chávez ampliou o controle estatal sobre o petróleo, lançou programas de reforma agrária e habitacional e conduziu uma diplomacia hostil aos Estados Unidos. Em seu governo, a Venezuela reduziu a pobreza e a desigualdade. No entanto, Chávez foi acusado de centralizar o poder e sufocar a oposição.

Logo após a morte de Hugo Chávez, em 2013,o seu aliado  Nicolas Maduro foi eleito presidente com um projeto de dar continuidade ao chavismo. Mas em seu governo a situação econômica piorou. A inflação disparou, e o país vive uma grave crise de desabastecimento. Para piorar, com a queda no preço do petróleo, principal item de exportação da Venezuela, o governo viu suas receitas minguarem. A polarização política se radicalizou, com a direita apoiada por setores da classe média exercendo forte pressão sobre o governo de Maduro.


         Com o agravamento desse cenário em 2015, Maduro e seu governo se desgastou e perdeu a maioria na Assembleia para a Mesa da Unidade Democrática (MUD) nas eleições de 6 de dezembro. Com isso, a oposição agora tem poder para mudar leis, aprovar reformas constitucionais e até convocar uma Assembleia Constituinte.



O QUE MUDA COM ESSE NOVO CONTEXTO NA ARGENTINA E NA VENEZUELA:





Até a década de oitenta do século passado, muitos países sul-americanos foram governados por ditaduras militares, como Brasil, Argentina, Uruguai, Chile e Paraguai. A transição para a democracia nos anos seguintes foi marcada pela adoção de políticas liberalizantes, sob influência dos Estados Unidos e de organizações como o Fundo Monetário Internacional. Medidas como desestatizações/privatizações e abertura dos mercados nacionais a empresas multinacionais atraíram investidores, mas essas ações não se traduziram em aumento do bem-estar e da riqueza. Nesse período, a desigualdade social na região, que já é uma das maiores do mundo, se acentuou.
Com a eleição de Hugo Chávez, na Venezuela, em 1998, acabou influenciando uma onda de esquerda na região, sinalizando o esgotamento deste receituário neoliberal que tinha ganho muita força na região , principalmente a partir do início da década de 1990. Nos anos seguintes, as eleições na América do Sul alteraram o panorama regional até a formação do seguinte quadro:

– Bloco bolivariano: sob influência da Venezuela, países como Bolívia e Equador elegeram governantes que conduziram políticas econômicas alinhadas com o chavismo. Esses governos eram tidos como “CHAVISTAS”.

– Esquerda moderada: outros países também elegeram governos de esquerda, ainda que alinhados com as estruturas do mercado mundial. Nessa situação podemos incluir o Uruguai, Argentina, Peru, Chile e Brasil.  Obs: o Chile chegou a ter um presidente neoliberal ( Sebastina Pineira) , porém nas últimas eleições a esquerda voltou ao poder com Michele Bachelet.

– Bloco conservador:  esse grupo de países era composto por Colômbia e Paraguai – com a posse de Macri, a Argentina deve fazer a transição para este grupo.

Agora a discussão é, se com a vitória da direita nas eleições da Argentina e da Venezuela, a América do Sul será influenciada por uma nova onda conservadora. Mas, apesar de o resultado das urnas refletir um desgaste dos governos de esquerda nesses dois países, ainda é muito cedo para generalizar e definir um veredito final.

É importante que destaquemos que se por um lado a Venezuela está em uma crise profunda, Bolívia e Equador vem mostrando bons resultados econômicos, o que credenciam os atuais governos a se sustentarem no poder. No caso do Uruguai que elegeu no ano passado seu terceiro governo consecutivo de esquerda e mantém certa estabilidade econômica, podemos fazer uma previsão de continuidade dos avanços do governo de Jose Pepe Mujica. Quanto ao o Brasil, há 13 anos sob o governo do PT, estamos vivendo uma forte recessão e uma grave crise política, com a presidente Dilma Rousseff sob forte pressão de impeachment.


 Todos esses cenários fazem com que a América do Sul seja um “caleidoscópio” de diferenças sociais, econômicas e políticas e por isso, é prematuro apontar que se trata de uma tendência regional, principalmente porque os países que integram esses blocos de esquerda não apresentam um desempenho econômico homogêneo.

Prof. Kléber Caverna


sexta-feira, 8 de maio de 2015

sexta-feira, 24 de abril de 2015

FELIZ   ANIVERSÁRIO   HUBBLE  !!!!!!!!    



Parece que foi outro dia quando o ônibus espacial Discovery levava o Telescópio Espacial Hubble, para fora da atmosfera terrestre, marcando o início de uma nova era na astronomia.De lá para cá , já se passaram 25 anos. Desde então, as imagens do Hubble participaram de algumas das maiores descobertas sobre o Universo. O Hubble com as câmeras e espelhos do telescópio ajudaram a localizar luas, buracos negros e novas galáxias, além de permitirem medições mais precisas sobre a idade do Universo e sobre o movimento das estrelas. A astronomia e a nossa visão do Universo com imagens espetaculares de galáxias distantes geradas por ele, celebra esta semana seu 25º aniversário no espaço. Esse telescópio  mudou a forma como a humanidade olha para o universo e vê seu lugar nele, abrimos uma janela pra o desconhecido.



            O Hubble mostrou-nos que o cosmos tem mudado ao longo do tempo; que as estrelas produzem todos os elementos necessários para a vida e para a formação de planetas", continuou em entrevista à AFP na sala de controle do Hubble. Desde que foi lançado em 24 de abril de 1990 pelo ônibus espacial Discovery, o Hubble orbita a Terra a 570 km de altitude.


Mas nem tudo foram “flores”. O telescópio teve seus contratempos na primeira infância, mas já estava em pleno funcionamento três anos após sua implantação. A concavidade de seu espelho principal tinha uma falha que provocou o envio de uma nave espacial para instalar um mecanismo de correção em uma operação muito delicada, realizada em 1993.



Depois deste percalço o Hubble, uma máquina do tempo real dedicada a explorar as profundezas do espaço, começou a transmitir impactantes imagens de supernovas, explosões cataclísmicas que marcam a morte de uma estrela e outros corpos celestes. Uma de suas mais famosas fotos mostra colunas gigantescas de gás e poeira interestelares a 6.500 anos-luz da Terra, na Nebulosa da Águia, que ganhou o nome de "Pilares da Criação".



Esse magnífico telescópio ampliou nossos horizontes e revelou além de buracos negros no coração de galáxias cuja existência até então a ciência conseguia apenas supor, inúmeros outros astros e nos deixou ainda mais fascinados com o quanto é infinito o Universo. Ele também fez um milhão de imagens de corpos celestes, alguns dos quais nos confins do cosmos, o que permitiu aos astrônomos calcular com mais precisão a idade do Universo: cerca de 13,8 bilhões de anos.



O Hubble é uma das mais brilhantes conquistas da humanidade e depois da chegada do homem a Lua, a nossa maior conquista na era espacial. Graças a todas essas imagens, de uma nitidez muito maior do que as obtidas pelos mais poderosos telescópios terrestres, os astrofísicos foram capazes de confirmar, em 1998, que a expansão do universo está se acelerando. Esta descoberta valeu o Prêmio Nobel de Física em 2011 a dois norte-americanos. Esta aceleração é resultado de uma misteriosa força chamada energia obscura, que constituiria cerca de 70% do Universo.



Hoje, graças ao Hubble, sabemos que o restante do cosmos é composto por 5% de matéria visível e 27% de matéria escura invisível, cuja presença se manifesta por seus efeitos gravitacionais sobre corpos celestes. Outras descobertas do Hubble incluem a detecção da primeira molécula orgânica na atmosfera de um planeta orbitando uma estrela distante em nossa galáxia, a Via Láctea. Além disso, o telescópio permitiu concluir que a formação de planetas é relativamente comum no Universo e que não somos a única porção do Universo a ter essa regalia.


Recentemente, o Hubble permitiu o avanço do conhecimento do sobre o sistema solar. A NASA anunciou há pouco tempo que o Hubble detectou um grande oceano subterrâneo de água salgada em Ganimedes, a maior lua de Júpiter - descoberta que fornece pistas para a busca de vida extraterrestre na nossa vizinhança. Realmente, o Hubble é a verdadeira estrela da astronomia, o telescópio  tem desempenhado um papel muito importante para incutir nos habitantes do nosso planeta um sentimento de admiração ao universo em que vivemos e existe uma grande expectativa de que  o Hubble ainda tenha muitos anos ainda pela frente. Deve coexistir com seu sucessor, o telescópio espacial infravermelho James Webb, que será lançado em 2018 e será cem vezes mais poderoso.

VIDA LONGA PARA O HUBBLE!!!!!!!!!!!!


                                                                                       Kléber Caverna




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sexta-feira, 6 de março de 2015

ENTENDA OS CONSTANTES TERREMOTOS EM MONTES CLAROS


Os terremotos que ocorrem com frequência em Montes Claros estão ligados a dinâmica interna da Terra, ou seja, o movimento das placas tectônicas – a superfície terrestre é “quebrada” em 52 pedaços, sendo 14 grandes placas –,porém,  há uma grande diferença entre o tremor que ocorreu no Chile recentemente o de Montes Claros, uma vez que são processos diferentes de formação dos abalos. 



O Chile está bem próximo ao encontro das placas Sulamericana e de Nazca e por ser uma região que se movimenta mais, ocorrem os maiores tremores. Por outro lado, Montes Claros, como o Brasil está no centro da placa tectônica, a cidade deu um certo “azar” de ser um ponto fraco, por onde sai a tensão que está presente em todo o bloco sulamericano.



            Na verdade esse tipo de tremor na cidade mineira é uma espécie de válvula de escape para a tensão que a placa Sulamericana sofre, sendo comum em vários pontos do país, e mesmo em nosso estado. 

Rachaduras no solo de Montes Claros

O local onde podem ocorrer esse tipo de sismo, de acordo com o professor, depende apenas de termos pontos fracos no subsolo, o que favorece a saída da força acumulada na placa. Já foram registrados abalos de baixa magnitude em cidades como Betim, Pedro Leopoldo, Bonsucesso e Macacos (Nova Lima).

Prof.Kléber Caverna em Viña del Mar - Chile ( local atingido pelo terremoto de 2010

          Essa foto tirei quando estive no Chile em 2012 e pude constatar os estragos feitos pelo terremoto  de 2010  de 8,8 graus de magnitude que provocou inúmeros estragos.
Localizado na América do Sul, o Chile é um país que possui extensão territorial de 756.945 quilômetros quadrados, onde residem 16.970.265 habitantes. O território chileno ocupa uma das áreas mais sísmicas do planeta, pois está em uma zona de instabilidade tectônica, ou seja, uma área de convergência entre as placas tectônicas de Nazca e a Sul-Americana. Conforme o Instituto de Geofísica da Universidade do Chile, o encontro dessas duas placas produz um terremoto de grande proporção a cada dez anos no país.

           É importante salientarmos que o Chile é muito vulnerável a terremotos  e  a ocorrência desse fenômeno no país é frequente. No dia 22 de maio de 1960, a cidade de Valdívia sofreu com o maior terremoto da história chilena, o sismo teve magnitude de 9,5 graus na escala Richter, deixando 1.655 pessoas mortas e mais de 2 milhões de desabrigados.

          No fatídico dia 27 de fevereiro de 2010, um terremoto de 8,8 graus atingiu o centro-sul do Chile, sendo o maior tremor no país desde 1960. Conforme o Instituto Geológico dos Estados Unidos, o terremoto teve seu hipocentro a 35 quilômetros abaixo do nível do mar, na região de Bio Bio, a cerca de 320 quilômetros de Santiago, capital do Chile, e a 91 quilômetros de Concepción, segunda cidade mais populosa do país. Em seguida, outros tremores foram registrados – de magnitudes que variaram entre 5,2 e 6,9 graus na escala Richter. O terremoto desencadeou um tsunami, que provocou ondas que invadiram até 300 metros de terra firme.

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O MAIOR TERREMOTO JÁ REGISTRADO ATÉ HOJE:

         Nos últimos 50 anos, milhares de pessoas foram vítimas de terremotos na América Latina, sendo que o tremor mais forte registrado nesse período, não apenas no continente como em todo o mundo, ocorreu no Chile em 22 de maio de 1960 e atingiu 9,5 graus na escala Richter.

 Tsuname que atingiu Valdívia

            A cidade de Valdívia, que fica a cerca de 740 quilômetros de Santiago, foi a mais atingida pelo abalo, que gerou um maremoto com ondas de até 10 metros. Mais de 2 mil pessoas morreram.
         Terremoto de 1960 em Valdívia

        As ondas do tsunami formado pelo tremor, apagaram do mapa cidades inteiras na costa chilena e fizeram vítimas também em outros países banhados pelo Pacífico como o Japão, as Filipinas e os Estados Unidos.


 Com relação ao Brasil e à Montes Claros, a boa notícia é que a possibilidade de termos tremores de grande magnitude, no futuro, no Brasil, é quase nula, uma vez que nosso país está no meio de uma placa tectônica, e a probabilidade de se ter algum evento significativo, como o do Chile, que foi 10 mil vezes maior que o de Montes Claros, é quase zero.



Prof. Kléber Caverna