segunda-feira, 27 de maio de 2013

A SAGA DE UM CANDANGO

Este é o livro "A SAGA DE UM  CANDANGO", do meu amigo particular Vicente de Melo. Uma primazia de livro , escrito numa linguagem acessível e com um grande poder de hipnotização.Veja a seguir um trecho dessa primorosa obra de um autor que me orgulho de ter como amigo e de poder trabalhar com ele.
 

"...Horas depois, os portões do canteiro foram arrombados pelos caminhões de choque. Subitamente iniciou-se uma batalha cruel e desumana. Soldados coléricos e bem armados, sedentos de sangue, chegaram assomando e atirando contra os operários famélicos, desarmados e indefesos, que se esvaíam pelos solo poeirento, banhados de sangue..." 

(Trecho do romance "A saga de um candango", que conta a história da construção de Brasília) 

Esse é o meu novo livro (um belo romance). Por favor amigos e inimigos, divulguem e comprem. Adquirir pela www.editorabarauna.com.br. , Compartilhem.

Peçam pelo site         www.editorabarauna.com.br


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domingo, 26 de maio de 2013

AGROPECUÁRIA NO BRASIL

HISTÓRICO DA AGROPECUÁRIA BRASILEIRA

 A ocupação do nosso território iniciada durante o séc. XVI e apoiada na doação de terras por intermédio das sesmarias, na monocultura da cana-de-açúcar e no regime escravocrata foi responsável pela expansão do latifúndio, que concentra as terras e utiliza sistemas agrários nocivos, os quais ainda predominam em muitas áreas do Brasil.

É importante salientarmos que bem antes da expansão desse sistema monocultor, já havia se instalado, como uma primeira atividade econômica, a extração do pau-brasil, que se tornou a primeira grande agressão ao meio ambiente, através da destruição da vegetação litorânea, porém, coma a quase extinção dessa espécie vegetal (o pau-brasil) - não havendo neste período outro produto extrativo de valor comercial - teve início com a plantação da lavoura canavieira, que nesse período serviu de base  e sustentação para a economia do Brasil.



A Lavoura canavieira desempenhou um papel fundamental na organização da agricultura brasileira, fazendo surgir a grande propriedade rural, núcleo de futuras plantations, apoiadas por mão-de-obra escrava.

É de suma importância que possamos entender que o plantation foi um sistema de exploração colonial utilizado entre os séculos XV e XIX principalmente nas colônias europeias da América, tanto a portuguesa quanto em alguns locais das colônias espanholas e também nas colônias inglesas britânicas. Ele consiste em quatro características principais:

-latifúndios
-monocultura
-trabalho escravo
-exportação para a metrópole.

Através dos grandes latifúndios, com suas extensas terras, era possível produzir em grande escala um único produto, o que se denomina de monocultura. No Brasil, utilizou-se inicialmente a cana-de-açúcar, mas depois veio o algodão, o fumo e o café. Geralmente eram produtos tropicais que eram plantados nesses latifúndios.

Não podemos nos esquecer que toda essa exploração acabou promovendo a derrubada progressiva da vegetação original. Na fase inicial da ocupação do território nacional, a substituição da Floresta Atlântica por lavoura foi  realizada de maneira indiscriminada, fato em parte compreensível, face ao desconhecimento de métodos e técnicas que permitissem uma ocupação do solo mais racional, que previsse a preservação de áreas mais suscetíveis à degradação.



Por outro lado, nas áreas do sertão, onde as condições ambientais não eram favoráveis à expansão canavieira, desenvolveu-se a grande propriedade voltada para pecuária de corte (praticada em pastos naturais afastados do litoral) e também o abastecimento dos pequenos centros urbanos para o fornecimento de animais de tração para as regiões onde estavam os canaviais.

Paralelamente a expansão da cultura canavieira e da pecuária extensiva, desenvolveu-se uma agricultura de subsistência que visava o abastecimento das pessoas engajadas nos engenhos e fazendas de gado, situação que perdurou até o séc. XVIII, quando a mineração passou a ser a principal atividade do País e como conseguinte, absorvendo a maior parte da mão-de-obra, o que ocasionou o abandono de muitos engenhos de açúcar.

Outro ponto a ser destacado é a mineração, que acabou sendo  responsável pelo aumento de áreas voltadas para agricultura de subsistência e promoveu o aparecimento de propriedades de menores dimensões, dedicadas à produção de alimentos, com fins comerciais. Com a prática da mineração ficou sob a forma de garimpos, embora em áreas restritas e localizadas, acabou contribuindo para a interiorização da ocupação do Brasil e provocou grandes alterações  ambientais nas áreas onde se deu de forma mais intensa. 



Mas é no século XIX que nosso país vai vivenciar sua fase de grande expansão e ocupação do território, sobretudo na Região Sudeste, motivada pela difusão de novas terras. Assim, as propriedades se tornaram maiores e nesse período o capitalismo estava em grande ascensão. Nesse período, principalmente na segunda metade do século XIX, também desenvolveu-se o transporte ferroviário, acabando-se, assim, o isolamento das fazendas no interior do país.

No que se refere ao século  XX, as sucessivas crises de abastecimento surgidas em função do predomínio econômico do café e da cana-de-açúcar, voltados para o mercado externo, contribuíram para o aparecimento de pequenas e médias propriedades dedicadas ao cultivo de produtos alimentícios básicos.

Por outro lado, a aceleração no processo de urbanização do Brasil, junto com o desenvolvimento industrial a partir da década de 1930/1940, contribuíram para o surgimento de áreas agrícolas destinadas à produção de matérias-primas industriais, de produtos hortifrutigranjeiros e de uma pecuária leiteira desenvolvida em planaltos. A atividade pecuária foi responsável por grandes transformações verificadas nos usos e nos empregos de técnicas na agricultura, acelerando a ocupação do Brasil e ocasionando modificações na natureza.

De 1969 a 1999 ocorreu uma expansão na área cultivada, passou de 187 milhões para 250 milhões de hectares (34% a mais).



Atenção:

A agropecuária mais competitiva do mundo ocupa apenas 329.941.393 dos 851 milhões de hectares do Brasil — ou 38,8%.

Dentro desses quase 330 milhões de hectares, 98.479.628 (30%) são matas e florestas, que compõem as Áreas de Preservação Permanente e de Reserva Legal.

Portanto, sobram para a atividade agroindustrial 231.461.765 milhões de hectares — ou 27% do total.






A ESTRUTURA FUNDIÁRIA BRASILEIRA:

 

Imóveis rurais
Minifúndios – consiste em um  imóvel com área agricultável inferior ao Módulo Rural estabelecido para a região. Assim, se a região oferece boas condições naturais ou ambientais, o minifúndio será menor e na situação contrária, será maior porte.

Módulo Rural -  consiste em uma área variável de 2 a 120 hectares, sendo determinada em função da localização geográfica, do tipo de produção a que se destina e da capacidade da terra para produzir. O Módulo Rural é uma área que, em determinada posição geográfica, absorve a força de trabalho de uma família com quatro pessoas adultas, proporcionando-lhe um rendimento capaz de lhe assegurar a subsistência e o progresso socioeconômico durante um ano ou 1.000 jornadas de trabalho.

Empresas rurais -  consiste em um  imóvel explorado racionalmente, com um mínimo de 50% de sua área agricultável utilizada e que não exceda 600 módulos rurais.

Latifúndios por exploração – consiste em um imóvel que é mantido inexplorado em relação às possibilidades físicas, econômicas e sociais do meio em que está inserido, não ultrapassando uma área de até 600 módulos rurais, porém inadequadamente explorado ou mesmo subexplorado.

Latifúndios por dimensão - É todo o imóvel rural com área superior a 600 módulos rurais estabelecidos para a respectiva região.




 



PRINCIPAIS REGIÕES AGROPECUÁRIAS DO BRASIL:

De modo geral podemos entender que as atividades rurais no Brasil podem ser das mais lucrativas e devem ser encaradas como uma atividade econômica rentável e promissora. Os países centrais, mesmo tendo bases industriais, nunca deixaram de dar uma importância primordial ao setor agropecuário. Os Estados Unidos, maior nação industrial do mundo, também possuem o título de maior produtor agropecuário do planeta. O setor agropecuário americano, como na indústria, se utiliza das mais modernas tecnologias, o que gera grande aumento da produtividade e consequentemente da lucratividade.

Em nosso país, apesar das propriedades rurais movimentarem bilhões de dólares todos os anos e serem responsável, direta ou indiretamente, por mais da metade do PIB, os proprietários rurais não aproveitam totalmente o potencial de produção de suas terras e não consideram o fato de que poderiam obter um faturamento muito alto se trabalhassem na administração rural de suas fazendas. Veja a seguir o mapa mostrando as principais atividades agropecuárias brasileiras:



Nesse próximo mapa, você poderá observar como estão distribuídas as chamadas Zonas Modernizadas e as Zonas Menos Modernizadas do Brasil, e constatará que as regiões mais desenvolvidas estão concentradas mais no Centro Sul do país, e a Amazônia e o Nordeste, ainda estão muito atrasadas em relação a essa região . Veja a seguir esse mapa:



Nesse próximo mapa, você poderá ver a distribuição dos vários tipos de criações de animais em nosso país.

Os principais rebanhos brasileiros são os de bovinos, suínos, ovinos e caprinos. Observe o mapa com a distribuição geográfica dos principais rebanhos no Brasil:



Rebanho de bovinos – na pecuária de corte destacam-se as regiões dos Pampas Gaúchos, oeste paulista e Triângulo Mineiro. Pecuaristas de outras áreas de criação preocupam-se em melhorar a qualidade de seu rebanho. Na pecuária leiteira podemos destacar Minas Gerais (várias áreas de criação, especialmente o sul do Estado), São Paulo (Vale do Paraíba, São João da Boa Vista, Araras, Mococa) e Rio de Janeiro (Vale do Paraíba e norte do Estado);

Rebanho de suínos – apresenta significativos ganhos de qualidade e especialização (mais carne e menos gordura, melhor higienização nos locais de criação, cuidados veterinários, selecionamento dos animais) o que tem permitido a busca de um aumento nas exportações dessa carne;

Rebanho de ovinos – o Brasil não tem destaque mundial. A maior parte do rebanho é encontrada no Rio Grande do Sul;


Rebanho de caprinos – também sem grande destaque mundial é uma criação que está evoluindo qualitativamente. Boa parte do rebanho, rústico, pode ser encontrada na Região Nordeste.

Outros rebanhos  - podemos dar destaque ao rebanho de equinos, especialmente em Minas Gerais e bubalinos (Ilha de Marajó, Pantanal e Vale do Ribeira). O Brasil parece apresentar condições favoráveis para a criação de búfalos e pode se tornar um grande criador mundial. O Brasil tem um dos maiores rebanhos de asininos e muares e é um dos maiores criadores de aves no mundo.


GRANDES DESAFIOS NO SETOR RURAL BRASILEIRO:


MÃO-DE-OBRA:

Mão-de-obra mal remunerada e superexploração dos trabalhadores rurais com jornadas excessivas de trabalho; escravidão e semiescravidão, uso de mão-de-obra infantil etc.)

AVANÇO DA PECUÁRIA:


Avanço da pecuária extensiva: Veja o mapa a seguir a respeito dos dois temas citados anteriormente



AGRICULTURA FAMILIAR:

-Na verdade, de uma forma geral, a parcela da população urbana é pouco informada sobre o papel da agricultura familiar em suas vidas, quais nichos ela vem ocupando, principalmente no abastecimento interno, e qual a sua importância social. Entretanto, dados do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), indicam que 70% de alimentos consumidos no Brasil são provenientes da agricultura familiar, que participa de 9% do produto interno bruto (PIB) do país, ou seja, um terço do agronegócio brasileiro. Mesmo assim, especialistas acreditam que ainda existem muitos desafios a serem enfrentados para a preservação da agricultura familiar pelo país.

          -Um dos pontos mais nevrálgicos  ligados a agricultura familiar consiste na geração e distribuição de ocupação e renda em nosso país.         

         -Na Europa, por exemplo, a agricultura familiar é preservada inclusive na perspectiva cultural, e sua importância transcende fatores puramente econômicos, porem no Brasil, ainda ficamos no nesse reducionismo do lucro e da escala, mesmo porque essa agricultura do agronegócio está nos levando ao “suicídio” e “fagocitose”  pelo processo de devastação do espaço natural.

ÊXODO RURAL:

Outro ponto a ser discutido é o êxodo rural, que mudou a configuração demográfica do país em décadas passadas e ainda hoje é preocupante. Por questões econômicas, muitos jovens agricultores acabam por abandonar as propriedades e migram para as cidades. De modo geral, atualmente, a maior causa de evasão de jovens do campo é a baixa renda da produção familiar.

Se as condições de vida fossem melhores no campo, muito desses jovens não iriam se aventurar nas grandes cidades.Com a baixa qualidade de vida urbana, se na agricultura a renda fosse um pouco maior, existiriam condições de fixar muita gente no campo, e diminuir o êxodo rural.

IMPACTOS AMBIENTAIS:

Existem inúmeros impactos ambientais decorrentes das  atividades agropecuárias, como a contaminação química por defensivos agrícolas, desmatamento, perda de biodiversidade, efeito estufa, lixiviação , formação de voçorocas ,assoreamento dos rios etc.

Porém um dos mais complicados diz respeito a perda de solo, através da erosão. O processo erosivo provoca a degradação do solo, principalmente da sua camada orgânica, que também é a sua camada fértil, aumentando a necessidade de fertilização, o que pode acarretar em poluição dos lençóis freáticos.

A contaminação por agroquímicos também é uma constante nas propriedades agrícolas e produzem impactos sobre a saúde humana, poluindo as águas, o solo e o ar, prejudicando a flora e a fauna.

         Práticas inadequadas de manejo do solo podem levar a um processo de degradação ambiental. No que se refere a agricultura,a erosão é o arrastamento das partes constituintes do solo, através da ação da água ou do vento, colocando a terra transportada em locais onde não pode ser aproveitada pela agricultura, pela erosão o solo perde não só elementos nutritivos que possui, como também os constituintes do seu corpo, logo um terreno fértil em que a erosão atuar acentuadamente se tornará pobre e apresentará baixa produção agrícola.

É de suma importância que entendamos que os processos erosivos podem atingir tamanhas proporções que podem gerar terríveis consequências econômicas e sociais, como a destruição de patrimônios naturais, passivos ambientais, e enormes prejuízos econômicos aos cidadãos, à administração pública e às atividades de caráter privadas.

Na  agropecuária  intensiva ocorre à substituição da cobertura de vegetação natural de grandes áreas, e muitas vezes é feito o uso e o manejo inadequados do solo destas áreas antropizadas, e disso usualmente se origina o processo de degradação do solo e consequentemente dos recursos hídricos existentes.

No que se refere a pecuária, dentre os principais impactos ambientais, pode-se destacar  a(o):


–Eliminação e/ou redução da fauna e flora nativas, como consequência do desmatamento de áreas para o cultivo de pastagens;
-Aumento da degradação e perdas de nutrientes dos solos, em especial devido ao pisoteio intensivo e à utilização do fogo;
-Contaminação dos produtos de origem animal, devido ao uso inadequado de produtos veterinários para o tratamento de enfermidades dos animais e de agrotóxicos e fertilizantes químicos nas pastagens;
-Redução na capacidade de infiltração da água no solo devido à compactação;
-Degradação da vegetação e compactação dos solos, especialmente expressiva no caso de superpastoreio;
-Contaminação das fontes d’ água e assoreamento dos recursos hídricos.



CONFLITOS NO CAMPO







Os conflitos no campo perduram até os dias atuais, porém, com movimentos altamente organizados que possuem representatividade diante do poder público, no entanto a questão da Reforma Agrária está distante de uma resolução como percebemos nos constantes conflitos que marcam o atual cenário agrário nacional. As principais organizações  e movimentos rurais em nosso país são:
           


Contag


A Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura é uma entidade sindical de trabalhadores e trabalhadoras rurais, que foi fundada em 22 de dezembro de 1963, no Rio de Janeiro.


MST


O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra surgiu em 1984, como uma tentativa de discutir e mobilizar a população em torno da concretização da Reforma Agrária que desde então se confunde com a história do movimento no Brasil. O movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra é um movimento social de luta pela terra desde a década de 1980, e vem se tornando um fenômeno mundialmente conhecido. Dentro do Brasil, o movimento ficou conhecido por suas estratégias empregadas para possibilitar o acesso à terra de seus integrantes que geralmente se se organizam em acampamentos nas margens de rodovias, fazem manifestações em praças públicas, passeatas em grandes cidades, longas caminhadas do interior do país até a capital federal, ocupações de prédios públicos, bancos, e ainda a ocupação de áreas rurais públicas ou privadas.


CPT


A Comissão Pastoral da Terra surgiu em junho de 1975, durante o Encontro de Pastoral da Amazônia, convocado pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), e realizado em Goiânia (GO). Inicialmente a CPT desenvolveu junto aos trabalhadores e trabalhadoras da terra um serviço pastoral.


MLST

O Movimento de Libertação dos Sem Terra foi criado em 1997, ficando nacionalmente conhecido por pelo menos dois episódios: as invasões do Ministério da Fazenda, em abril de 2005, por cerca de 1.200 integrantes, que ocuparam por cerca de seis horas o edifício na capital federal e uma nova invasão ao Congresso Nacional em junho de 2006.


UDR


A União Democrática Ruralista é uma entidade de classe que se destina a reunir ruralistas e tem como princípio fundamental a preservação do direito de propriedade e a manutenção da ordem e respeito às leis do País. A UDR representa os interesses dos proprietários de terras rurais em nosso país tendo inúmeros representantes no Congresso, que fazem parte da chamada “Bancada ruralista”





Prof. Kléber



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segunda-feira, 13 de maio de 2013

TRANSPORTES NO BRASIL




-O termo transporte, de modo geral, significa : ação ou o efeito de levar pessoas ou bens de um lugar a outro.

-É notório que em um mundo cada vez mais globalizado, o sistema de transportes é vital para o comércio interno e externo, a fixação dos custos de bens e serviços, a composição dos preços, a regularização dos mercados etc.


-Até a primeira metade do século passado, nossa economia era baseada na exportação de produtos primários, e com isso o sistema de transportes
limitou-se aos transportes fluvial e ferroviário. A partir do governo JK, nosso país voltou-se ao transporte rodoviário, e com ele surgiram inúmeras mazelas.


- A partir da aceleração do processo industrial na segunda metade do século XX,principalmente a partir do governo JK,  a política concentrou os recursos no setor rodoviário, com prejuízo para as ferrovias, especialmente na área da indústria pesada e extração mineral.Como resultado, o setor rodoviário,o mais caro depois do aéreo,movimentava no final do século mais de sessenta por cento das cargas.


Nossa Matriz de Transportes 


Compare nossa matriz de transportes em 2004, com a matriz dos EUA no mesmo período:



CONSEQUÊNCIAS GERAIS DE NOSSA MATRIZ DE TRANSPORTES:

Transporte Rodoviário

- Devido a uma matriz de transporte predominantemente voltada ao rodoviarismo, nosso país vem acarretando grandes limitações para o crescimento e expansão de nossa economia.Essa deterioração está fundamentada nos investimentos insuficientes em infra-estrutura, pelo menos nas duas últimas décadas. Hoje, são necessárias providências imediatas, pois com o bom desempenho do mercado de cargas pesadas que país vem tendo, é notória a necessidade urgente de se investir no transporte aéreo, nas rodovias, ferrovias e hidrovias.



- Infelizmente o nosso a quadro atual da estrutura de transportes vem apresentado importantes limitações à expansão e ao crescimento econômico brasileiro, porém, essa situação não é atual, e a há vários anos o transporte de cargas brasileiro vem apresentando sintomas que apontam para graves problemas de deterioração, decorrentes da falta de investimentos, pelo menos nas duas últimas décadas. Os problemas estruturais comprometem a eficiência operacional, tornando-se um entrave ao desenvolvimento econômico e social do Brasil.


- Esse caos em nosso sistema de transporte acaba levando ao desperdício de bilhões de reais, devido aos acidentes, aos roubos de carga, á ineficiências operacionais e energéticas. Como pilares do caos, no setor de transporte, estão as enormes deficiências de regulação, as políticas governamentais de investimento e, também, a distorção da matriz de transporte, acarretando em significativa perda econômica e de competitividade e consequente reflexo no custo Brasil.


-É importante que destaquemos que o uso inadequado dos modais gerou uma enorme dependência do modal rodoviário, que acaba suprindo lacunas dos demais modais, porém apresenta um frota ultrapassada e as rodovias em condições precárias. A malha ferroviária existente, em boa parte construída no início do século passado, sofre resquícios de falhas no processo da recente privatização que a impede de impulsos maiores. A participação dos modais hidroviário e aéreo é praticamente inexistente. 

-Nunca podemos deixar de entender que o sistema de transporte é essencial para a movimentação da economia de um país. Sem este sistema os produtos não chegariam até seus consumidores, as indústrias não teriam acesso as matérias-primas e nem teriam condições de escoar sua produção. É um setor totalmente horizontalizado viabilizando todos os outros setores da economia.

-A situação brasileira atual da matriz de transportes de cargas acarreta perda de competitividade para as empresas nacionais, uma vez que a ineficiência dos modais gera um elevado Custo País, se tornando um fator limitante para o desenvolvimento regional e internacional do Brasil.

-A falta de um planejamento e de investimentos do setor de transporte nacional, implica numa incapacidade de acompanhar a demanda nacional podendo gerar um colapso deste sistema. Alguns fatores deste risco já podem ser percebidos como uma frota de caminhões e locomotivas antigas tendo uma idade média, respectivamente, de 19 e 25 anos, a grande maioria das rodovias em condições péssima, pouca disponibilidade de infra-estrutura ferroviária e o sistema aéreo e hidroviário tendo baixa participação.

-Uma das principais causas da ineficiência da matriz de transportes de carga brasileira está baseada no uso inadequado dos modais. Existe uma sobrecarga no transporte rodoviário, figura abaixo, em função dos baixos preços de frete, o que acaba servindo como uma barreira ao uso dos demais modais.


-As nossas primeiras rodovias  datam do século XIX, mas a ampliação da malha rodoviária ocorreu no governo Vargas, com a criação do Departamento Nacional de Estradas de Rodagem (DNER) em 1937.

-É importante destacarmos queno ano de 1973 passou a vigorar o Plano Nacional de Viação, que modificou e definiu o sistema rodoviário federal.

•    -As dificuldades econômicas do país a partir do final da década de 1970 causaram uma progressiva degradação da rede rodoviária. A construção de novas estradas foi praticamente paralisada ou se manteve apenas sectorialmente e em ritmo muito lento e a manutenção deixou de obedecer a requisitos elementares.


Transporte Ferroviário


-Nossas primeiras iniciativas nacionais, relativas à construção de ferrovias remontam ao ano de 1828, quando o Governo Imperial autorizou por Carta de Lei a construção e exploração de estradas em geral. O propósito era a interligação das diversas regiões do País.

-Até a chegada das ferrovias no Brasil, o transporte terrestre de mercadorias se processava no lombo dos burros em estradas carroçáveis.

-É importante salientar que em São Paulo, as estradas de ferro foram decorrência natural das exportações agrícolas.

-Por outro lado, nossas rodovias e ferrovias tem sofrido um processo atualmente de desestatização devido a dificuldade do governo em mantê-las e explorá-las devidamente.

-Nossas ferrovias estao mal distribuídas em nosso país, como podemos constatar no mapa anterior.

Transporte hidroviário


     -Nossas hidrovias, uma alternativa sempre lembrada dadas as condições privilegiadas da rede fluvial nacional, pouco se desenvolveram. A navegação fluvial nunca foi bem aproveitada para o transporte de cargas. Em 1994, a malha hidroviária participava com apenas 1% do transporte de cargas.

-Podemos destacar que entre os fatos de maior repercussão no transporte marítimo no século XX destacam-se:a substituição do carvão pelo petróleo como combustível, porém, nosso país faz pouco uso desse tipo de transporte  estando em terceiro lugar em nossa matriz.

-Um dos motivos para essa situação consiste na falta de abertura de canais e interligação com outros modais.Nosso litoral é de 9.198 km e possui uma rede hidroviária enorme e ainda não explora adequadamente o transporte marítimo.É importante lembrarmos que a modal aquaviária é fundamental para promover e integrar o país interna e externamente. 

-Por outro lado, nossos rios também poderiam ser mais explorados nessa modal,afinal,são oito bacias com 48 mil km de rios navegáveis, reunindo, pelo menos, 16 hidrovias e 20 portos fluviais.

-Por fim, o transporte marítimo tem grande importância na exportação de
alimentos, minérios e madeira por seu alto volume de transporte.

Transporte Dutoviário


-Podemos entender que transporte dutoviário define-se como o transporte de granéis, por gravidade ou pressão mecânica, através de dutos adequadamente projetados à finalidade a que se destinam.

-O sistema dutoviário é um dos mais importantes modais de transporte. Para que possamos ter uma ideia, nos Estados Unidos ele representa quase 17% da matriz de transportes medida em tkm (tonelada-quilômetro). 

-No Brasil, está concentrado em poucas empresas e tem pequena participação relativa na matriz logística de transporte. Na verdade, ainda são muitas discutidas as principais características desse modal no que se refere às suas vantagens, desvantagens, produtos transportados, investimentos, custos e perspectivas. 

-O modal dutoviário é considerado o mais consistente e frequente de todos os modais. Isso ocorre porque a variância no tempo de transporte é mínima (maior consistência) e as dutovias funcionam 24 horas por dia (frequência). 

-Por outro lado, é o modal que apresenta menor velocidade, menor capacidade (uma vez que é muito especializado, transporta pequena variedade de produtos) e menor disponibilidade, afinal, está presente em poucas regiões. 


Transporte Aeroviário

-A aviação em nosso país teve início com um vôo de Edmond Plauchut, a 22 de Outubro de 1911. O aviador, que fora mecânico de Santos Dumont em Paris, decolou da praça Mauá, voou sobre a avenida Central e caiu no mar, de uma altura de 80 metros, ao chegar à Ilha do Governador. Era então bem grande o  entusiasmo pela aviação.

-Devido a grande extensão do país e a precariedade de outros meios de transporte fizeram com que a aviação comercial tivesse uma expansão excepcional no Brasil. Em 1960, o país tinha a maior rede comercial do mundo em volume de tráfego depois dos Estados Unidos.Nossa aviação comercial iniciou-se em 1927.

-Atualmente o nosso pais

 -O transporte aéreo tem importância pelo fato do Brasil ser um país
extenso, há vôos que podem durar mais de 4 horas ao se viajar
para cidades distantes.