segunda-feira, 6 de agosto de 2012


Em 6 de agosto de 2012 22:46, Emily Amaral escreveu:
Bom dia professor, tudo bem? É o seguinte, o Brasil vive sob o sistema capitalista, assim como os países mais desenvolvidos, só que o Brasil se sustenta a partir dos lucros privados, por exemplo, como o sistema público é de péssima qualidade, as pessoas investem no particular tanto o transporte, a saúde, educação, etc.... E isso faz o capital interno girar e aumentar o consumo, certo? Só que os países mais ricos, como os Estados Unidos, França, Inglaterra, Alemanha, etc investem do sistema público para que este funcione de maneira adequada e atenda às necessidades civis, então como esses países ricos podem sustentar-se no sistema capitalista de forma que haja grande capital de giro e alto consumo se o governo atende à demanda populacional adequadamente?

Obrigada professor!


Resposta :

Existem vários fatores que respondem a essa situação. Irei elencar as mais importantes:

I-Os governos desses países mais ricos procuram obter superávit primário, ou seja, arrecadam mais do que gastam, não ocorrendo grandes déficits públicos;
II-Além de arrecadarem , esses países gastam de forma mais transparente e responsável. Suas economias são mais sustentáveis;
III-A população desses países tem m ais acesso a educação e com isso cobram mais e são mais criteriosos na hora de escolherem seus líderes;
IV-Esses países diversificam mais suas economias e não ficam tão dependentes da exportação de produtos primários, como os países menos abastados.Normalmente, produzem produtos de maior valor agregado;
V-Também não devemos de destacar o papel do mercado consumidor desses países, que são uma das principais alavancas da economia;
VI-As menores desigualdades sociais e econômicas, também fazem parte desse quebra-cabeça.
É importante que não esqueçamos que mesmo assim, essas economias também estão sujeitas a crises, como podemos ver na Europa. Os países do chamado PIIGS(Portugal,Irlanda,Itália,Grécia e Espanha), não fizeram o dever de casa e através de erros administrativos e econômicos, somados a crise que veio dos EUA(imobiliária), também foram atingidos duramente.

Professor Kléber
 




 

 

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