terça-feira, 14 de agosto de 2012

Perguntas feitas por uma aluna do curso Exatas(Pré Vestibular)





1) Hoje, qual região brasileira que mais recebe o intenso fluxo imigratório? A origem desse fluxo ainda é nordestina?

Aluna Exatas

O deslocamento populacional em nosso país sempre foi muito diversificado.No início da colonização ficou muito restrito ao litoral e com o passar do tempo foi ganhando novos espaços.Com as Entradas e Bandeiras , o interior do Centro Oeste e a o Norte dopais foram sendo ocupados. Mais tarde, com a chegada dos imigrantes europeus a partir da segunda metade do século XIX, o Sul e o Sudeste passaram a ter grandes fluxos migratórios. Ainda nesse período, com a economia da borracha em plena expansão, a Amazônia foi sendo ocupada .

Com a crise de 1929, nosso país acabou mudando o seu sistema econômico voltado , principalmente, a monocultura cafeeira, para uma economia mais urbana comercial e com o incentivo à indústria , no governo Vargas.De lá para cá, a região Sudeste passou a fazer uma grande atração aos trabalhadores de outros estados, com destaque aos nordestinos.

 Há décadas prevalece no território brasileiro o deslocamento populacional do Nordeste para o Sudeste, sendo que esse fluxo migratório se dirige principalmente para o Estado de São Paulo e com destaque a cidade de São Paulo e sua região metropolitana.A migração de nordestinos para São Paulo manteve-se em níveis semelhantes nos períodos de 1986-1991 e 1995-2000, verificando-se, inclusive, um aumento da participação relativa dos nordestinos no total de migrantes do estado: de 51,7%, entre 1986-1991, para 57,7%, entre 1995-2000.

Tomando pro base os dados do IBGE, os deslocamentos populacionais no Brasil, no período 1995/2000, totalizaram 5.196.093 pessoas, cifra que é 3,7% superior aos 5.012.251 observados entre 1986/1991. A região com mais migrantes é o Centro-Oeste, onde 35,8% da população é proveniente de outros estados. A região brasileira que apresenta menor número de migrantes é o Nordeste, com 7,6% da população originária de outras unidades da federação.

         Cerca de 65% desse total é composto por deslocamentos ocorridos entre as regiões brasileiras (migração inter-regional) e 35% no interior destas regiões (migração intra-regional).
         É importante salientarmos que apesar desses números apresentados pelo IBGE, as correntes migratórias brasileiras  estão se diversificando. Os movimentos populacionais estão mais intensos dentro do próprio estado ou da região de origem. Vários são os fatores que contribuem para esse novo quadro, onde podemos dar destaque a falta de oportunidades de emprego na região Sudeste, o que causa o retorno de parte dos migrantes às regiões de onde vieram, e o surgimento cada vez mais de novos pólos de desenvolvimento, o que acaba atraindo mão-de-obra de outras regiões.

         Segundos os dados do Pnad (Pesquisa Nacional por Amostras de Domicílios) divulgados em 2006, 40% da população brasileira (ou 74.935 milhões) não vive no município onde nasceu. Além disso, 16% (ou 29.892 milhões) da população não é natural do estado em que reside. 

         Nesses estudos, também foram constatados que no número total de migrantes  o Sudeste ainda é o destino preferido dos brasileiros (1.404.873), apesar da redução no volume de imigrantes (1,5%) e do aumento no volume de emigrantes (20,3%) em comparação com o período de 1986/1991. 

         De modo geral , desde o Censo/2000, que a região Centro-Oeste, embora tenha registrado uma variação negativa da imigração em apenas 0,3%, apresentou um aumento da emigração de quase 8%. Já as regiões Nordeste e Sul apresentaram comportamentos diferentes das demais regiões, principalmente o Sul, onde se registrou um aumento de quase 16% dos fluxos imigratórios, juntamente com uma redução de 25,7% do volume de emigrantes.

         O Nordeste apresentou  um crescimento expressivo do fluxo de imigrantes (a maioria proveniente do Sudeste), chegando a 35,5% no período de 1995/2000. Mas continua sendo a região que mais perde população para as demais.Por outro lado, a região também registrou a redução de 11,1% nos fluxos migratórios intra-regionais, movimento contrário ao observado nas trocas com as demais regiões do país, onde se observou um aumento de 35,5% no volume de imigrantes. Quase todos os estados nordestinos  obtiveram queda tanto nos fluxos de imigrantes quanto de emigrantes, com exceção do Ceará, onde houve um aumento de 5,4% no volume de imigrantes. Esses resultados indicam um esfriamento das trocas migratórias entre os estados do Nordeste e a intensificação das trocas com os demais estados brasileiros.


2) O Chile faz parte do NAFTA?

Aluna Exatas 

          O NAFTA (North American Free Trade Agreement : Acordo de Livre Comércio da América do Norte), foi assinado pelos líderes de: Canadá. México e EUA em 7 de outubro de 1992, porém somente entrou em vigor no dia 1º de janeiro de 1994 depois de um conturbado processo de confirmação por parte dos EUA, onde a xenofobia, o etnocentrismo e o preconceito de certos setores políticos oferecem formidáveis obstáculos.Consiste numa ZLC(Zona de Livre Comércio) na qual tarifas e certas outras barreiras ao comércio de bens e serviços e recursos financeiros serão gradualmente eliminadas em um período de 15 anos, mas espera-se que a maior parte das liberalizações ocorra nos primeiros cinco anos.



3) Qual a relação do Chile com o Canadá no NAFTA?

Aluna Exatas  

         O Chile sempre quis participar do NAFTA e as relações comerciais entre este país e o bloco econômico estão aumentando a cada ano. Existe uma razoável possibilidade do Chile ser um membro efetivo do NAFTA. Os EUA têm um grande desejo de expandir a atuação desse bloco econômico e superar a União Europeia, diante disso, o Chile foi convidado a fazer parte do Nafta em 1994.é importante que ressaltemos que apesar da vontade estadunidense de expandir o bloco, existem barreiras dentro do governo norte-americano e fora dele também. O Congresso norte-americano teme que com a entrada de outros países, os Estados Unidos se tornem “responsáveis” por eles em caso de uma crise, por exemplo.

Nenhum comentário:

Postar um comentário