terça-feira, 1 de novembro de 2016
sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016
ONDAS GRAVITACIONAIS
Pela primeira vez um experimento vê ondas
gravitacionais, um fenômeno previsto por Einstein pela Teoria da Relatividade Geral, há cem
anos.
Esse abalo no espaço e no tempo foi provocado por colisão
de buracos negros.
Através da
observação da interação de dois buracos negros (objetos do universo com
gravidade extremamente forte) os pesquisadores registraram, pela primeira
vez, as ondas de distorção provocadas pela força gravitacional no espaço
e no tempo ,que tinha sido prevista por Eisnten que afirmava em sua teoria da
Relatividade Geral que a gravidade é uma força de atração que age distorcendo o
espaço e o tempo -- espaço e tempo, em sua concepção são uma coisa só. Quando
há uma interação de objetos muito maciços, para os quais a força da gravidade é
muito grande, eles produzem ondas que se propagam no espaço.
É importante
salientarmos que as ondas gravitacionais estão para a gravidade assim como a
luz, uma onda eletromagnética, está para o magnetismo e a eletricidade, forças
capazes de gerar luminosidade. A detecção de ondas gravitacionais, porém,
requer aparelhagem capaz de perceber oscilações muito mais sutis do que a luz. Os
cientistas usaram o Ligo que consiste em dois enormes detectores de cerca de 4
km de extensão nos estados de Washington e Louisiana, nos EUA, operando
conjuntamente.
O Ligo em si
começou a funcionar em 2002, depois de outros experimentos iniciais, e sua
sensibilidade vem sendo aprimorada desde então. Somente com um aprimoramento
maior realizado em 2015 , porém, foi possível detectar um primeiro evento.
A colisão de
buracos negros ocorreu a 1,3 bilhão de anos-luz e foi registrada pelo projeto e
detectada em 14 de setembro de 2015. Cada um dos dois objetos pesava cerca de
30 vezes a massa do Sol, e os buracos
negros em colisão detectados pelo experimento são essencialmente estrelas
mortas que implodiram dentro de sua própria força gravitacional. Esses objetos
são escuros porque têm uma força de atração de gravidade tão grande que
capturam até a luz.
FONTES: NASA/MIT / 1.globo.com/ciencia-
Kléber Caverna
.
quarta-feira, 27 de janeiro de 2016
Mudanças na Tabela Geológica
Entenda:
As Eras geológicas são divididas em Períodos e estes em Épocas.
A primeira Era é o Pré Cambriano que é dividido, basicamente, pelos períodos
Arqueozóico e Protetozóico. Em seguida vem a segunda Era que é chamada de
Paleozóico e tem vários períodos. A era seguinte é uma das minhas preferidas, o
Mesozóico( era dos dinossauros e da deriva continental/tectônica das placas,
que tem vários períodos interessantes, tais co o Jurássico e o Triássico) . Por
fim, vem a Era Cenozóica. Essa é a era que estamos e é dividida pelos períodos
Terciário e o Quaternário, aliás, é nesse momento que surge o homem.
A novidade é que ,segundo a visão de vários cientistas, devido às grandes
interferências humanas no planeta, os seres humanos colocaram a Terra em uma nova Era Geológica chamada de ANTROPOCENO que pode ter acontecido em meados do século passado e foi marcada pelo consumo em massa de materiais como alumínio, concreto, plástico e pelas consequências dos testes nucleares em todo o planeta, segundo a pesquisa publicada na revista "Science.
A nova tese é sustentada nas mudanças ambientais causadas pela espécie humana e segundo os cientistas, essa nova era chamada de Antropoceno (do grego anthroppos, homem) é recente e teria surgido ao final do século XX, sendo que o termo surgiu na década de 1980, através do ecólogo norte-americano Eugene Stoermer, porém, foi o holandês Paul Crutzen, vencedor do Prêmio Nobel de Química de 1995, quem popularizou essa vertente.
Atualmente, quem lidera a pesquisa que corre o mundo atualmente é o geólogo Colin Waters, cientista do Serviço Geológico Britânico que aponta o Antropoceno como ponto final do Holoceno, época cujo início foi há longos 11.700 anos.Para Colin, que neste estudo trabalha juntamente com pesquisadores de outras 21 instituições, a "era dos homens" começou a exibir a maior parte de seus sinais distintivos em 1950.
"Os depósitos antropogênicos recentes contêm novos tipos de rochas e minerais, refletindo uma rápida disseminação global de alumínio puro, concreto e plástico", afirma o estudo. "A queima de combustíveis fósseis disseminou fuligem, esferas de cinza inorgânica e partículas carbonáceas esféricas por todo o mundo", pontua.
Segundo Waters, essa passagem será visível na Terra por milhões de anos, mesmo que a humanidade já esteja extinta e esses materiais propensos à sobrevivência são chamados de tecnofósseis.
Para que possamos ter uma ideia, a identificação de épocas geológicas se dá por meio da deposição de camadas no solo, sendo que para os defensores do Antropoceno, esta fase já apresenta, nesse sentido, diferenças em relação ao Holoceno.
O trabalho também indica que o planeta caminha a passos largos para perder 75% de suas espécies nos próximos séculos.Tudo isso vem sendo causado pelo aumento da concentração de gases no efeito estufa, a mudança climática pela qual a Terra passa se registra não somente no gelo que se forma nas calotas polares, mas também na deposição de sedimentos, dizem os estudiosos. "As concentrações atmosféricas de gás carbônico e metano se distanciam do Holoceno começando por volta de 1850 e mais acentuadamente em 1950", relata a pesquisa.
Outro fato a ser destacado diz respeito a questão da análise dos sedimentos depositados, onde os pesquisadores, geólogos e cientistas,indicam outras causas para tais mudanças, tais como a forte urbanização, o desmatamento desenfreado e a construção de represas.Também deve-se ser levado em consideração o descontrolado avanço do aquecimento global,principalmente depois da Primeira Revolução Industrial e que no século XX acelerou de forma dramática.Segundo os cientistas, além da época geológica denominada Holoceno, também será encerrado o período geológico Quaternário - recorte de tempo datado de 2,6 milhões de anos atrás.
A comunidade científica que está estudando tais mudanças em nosso planeta acredita que essa nova era não mudará de forma radical a perspectiva da Ciência, que já tem noção da seriedade dos fenômenos provocados pela ação humana que se refletem negativamente no planeta, entretanto, para eles, a medida aumentaria a seriedade da abordagem do assunto na área da educação, uma vez que ficaria bem explicito o fato de que uma especia animal está tendo o poder de modificar até mesmo uma ERA GEOLÓGICA e com isso mudar os rumos de nosso planeta.
Kléber Caverna
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