terça-feira, 6 de março de 2012

URBANIZAÇÃO BRASILEIRA

 URBANIZAÇÃO BRASILEIRA

           
O QUE É URBANIZAÇÃO?

-A urbanização consiste no aumento proporcional da população urbana em relação à população rural.As vezes o conceito de urbanização pode se referir a ideia de infra-estrutura.

A URBANIZAÇÃO BRASILEIRA:

-Tomando por base que urbanização é o aumento proporcional da população urbana em relação à população rural, e que segundo esse conceito, só ocorre urbanização quando o crescimento da população urbana supera o crescimento da população rural, o Brasil somente se tornou um país urbano em meados da década de 1960.

-Nosso processo de urbanização foi bastante moroso e somente na segunda metade do século XX, o Brasil tornou-se um país urbano, ou seja, mais de 50% de sua população passou a residir nas cidades.
-Desde a crise de 1929, que afetou duramente a economia cafeeira brasileira, que muitos contingentes de pessoas saíram do campo(êxodo rural) e vieram para as cidades atrás de emprego.

-A partir de 1930 com o governo de Getúlio Vargas, nosso pais começou uma nova etapa de sua economia. Vargas passou a diversificar a economia e a indústria passa a ser mais incentivada.

-Os processos de industrialização e de urbanização brasileiros estão intimamente ligados, pois as unidades fabris eram instaladas em locais onde houvesse infra-estrutura, oferta de mão-de-obra e mercado consumidor.

-No momento que os investimentos no setor agrícola, especialmente no setor cafeeiro, deixavam de ser rentáveis, além das dificuldades de importação ocasionadas pela Primeira Guerra Mundial e pela Segunda, passou-se a empregar mais investimentos no setor industrial.

- A partir da década de 1950, o processo de urbanização brasileira acelerou de forma espetacular. Isso se deve, sobretudo, a intensificação do processo de industrialização nacional ocorrido a partir de 1956, sendo esta uma das principais conseqüências  entre uma série de outras, da "política desenvolvimentista" do governo JK.




-NOVOS DADOS DO CENSO 2010:




-Segundo os dados dos censo realizado em 2010, apenas 15,65% da população brasileira (29.852.986 pessoas) viviam em situação rural,ao passo que 84,35% dos brasileiros vivem em situação urbana (160.879.708 pessoas). 

-É interessante destacar que em 2000, da população brasileira 81,25% (137.953.959 pessoas) viviam em situação urbana e 18,75% (31.845.211 pessoas) em situação rural.

-Ao compararmos o Brasil com outras regiões do mundo vemos o quanto nosso país apresenta um índice muito elevado de urbanização, o que não quer dizer que as coisas estejam boas nas cidades. Na União Europeia, há desde países com 76% até outros com 89% da sua população morando em região urbana. No BRIC(Brasil,Rússia,Índia e China), o Brasil é o que possui maior urbanização, Rússia tem 73%, China 39% (em 2003) e Índia apenas 28%.

















-HIERARQUIA URBANA BRASILEIRA:



- Rede Urbana: Consiste em uma espécie de articulação entre cidades. Há dois tipos de Rede Urbana: a Clássica e a Atual.



-Observe que na rede clássica há uma hierarquia urbana( vai da menor-vila- até o maior-metrópole nacional), porém,na rede urbana atual não existe essa hierarquia, a vila pode se comunicar diretamente com a Metrópole Nacional e vice-versa.

OBS: Existe uma terceira forma de analisarmos a hierarquia urbana, incluindo as chamadas Metrópoles Globais ou Mundiais. Veja o esquema a seguir:



PROBLEMAS URBANOS:

-É inegável que a Urbanização tenha trazido desenvolvimento para os países e industrialização mas também trouxeram inúmeros problemas de âmbito social, econômico e ambiental. Aqui estão listados alguns problemas gerados pela Urbanização:

1- TRÂNSITO



              Muitos são os problemas ligados ao trânsito, onde podemos dar destaque aos engarrafamentos, acarretando prejuízos para a indústria e comércio, mais consumo de combustível e mais poluição, a poluição atmosférica ligada aos motores por combustão, ao aquecimento do ambiente urbano ligado ao calor emanado pelos veículos automotores, aos constantes acidentes e ao stress provocado pelo caos encontrado no trânsito.

2- HABITAÇÃO



               A falta de moradia, ao processo de elitilização dos espaços urbanos e no que diz respeito a favelização e a especulação imobiliária.

3- DESEMPREGO E SUBEMPREGO



           
              O inchaço urbano que não permite a todos um trabalho digno e satisfatório. O alto índice de desemprego nos grandes centros urbanos, principalmente devido o exôdo rural, e o crescimento do mercado informal.

4- MARGINALIZAÇÃO
    
 O crime organizado tomando conta de várias cidades , a presença do menor abandonado,a prostituição, os assaltos, os crimes, mendigos, pessoas usando drogas e muitas vezes praticando crimes em função da dependência aos entorpecentes. 

5- POLUIÇÃO:



Os principais tipos de poluições que afetam o meio urbano são:
           
 ATMOSFÉRICA: contaminação da atmosfera pelos poluentes químicos, o gás carbônico , que provoca o efeito estufa, e o CCF ( Cloro, Carbono e Flúor), que destrói a camada de ozônio. Além dos metais pesados. As chuvas ácidas são outro fenômenos atmosféricos causados em escala local e regional, pela emissão de poluentes das indústrias, dos transportes e outras fontes de combustão.
           
 VISUAL: consiste no excesso de cartazes, out doors, letreiros, pichações, luzes em excesso ou muito fortes,massificação através da propaganda.

POLUIÇÃO DO SOLO: este tipo de poluição pode ter várias origens, onde podemos destacar o acúmulo de lixo jogado no solo, que trás uma série de problemas não somente para alguns ecossistemas, mas também para a sociedade, como: proliferação de insetos e ratos, que podem transmitir várias doenças; decomposição bacteriana da matéria orgânica, que além de gerar mal cheiro, produz um caldo escuro e ácido denominado chorume, que por sua vez infiltra-se no subsolo contaminando o lençol freático; contaminação do sol e das pessoas que manipulam o lixo com produtos tóxicos; acúmulos de matérias não biodegradáveis.

TERMAL: diz respeito ao super aquecimento da atmosfera mediante fumaça quente que sai das fábrica e dos carros; aquecimento dos asfaltos e do concreto pelo sol, além do efeito estufa. As Ilhas de Calor são características desta poluição termal.
    
            SONORA: consiste nos intensos e freqüentes ruídos que provocam problemas de saúde  alongo prazo como: surdez, neurose, lesões entre outros...
           
ÁGUAS:  a poluição das águas em áreas urbanas está geralmente ligada ao despejo de poluentes nos rios,lagos ou mares que se encontram próximos ou na própria cidade.O lençol freático e os aquíferos também são afetados nas áreas urbanas.


6- SANEAMENTO



O saneamento básico é um conjunto de procedimentos adotados numa determinada região que visa proporcionar uma situação higiênica saudável para os habitantes. Entre os procedimentos do saneamento básico, podemos destacar:

-Tratamento d’água
-Canalização e tratamento de esgotos
-Limpeza pública de ruas e avenidas
-Coleta e tratamento de resíduos orgânicos (em aterros sanitários regularizados) e materias (através da reciclagem)

É importante que destaquemos que com estas medidas de saneamento básico, é possível garantir melhores condições de saúde para as pessoas, evitando a contaminação e proliferação de doenças. Ao mesmo tempo, garante-se a preservação do meio ambiente.


-CONCEITOS IMPORTANTES EM URBANIZAÇÃO:


Macrocefalismo  Urbano:


Crescimento acelerado dos centros urbanos, principalmente nas metrópoles, provocando o processo de marginalização das pessoas que por falta de oportunidade e baixa renda residem em bairros que não possuem os serviços públicos básicos, e com isso enfatiza o desemprego, contribui para a formação de favelas, resultando na exclusão social de todas as formas. 

Metrópoles


Cidade que devido ao porte de suas atividades financeiras, administrativas e no campo da informação, adquire importância e influência nacional, regional e até mundial, como, p.ex., Londres, Tóquio etc. 

Conurbações: 


Ocorre quando um município ultrapassa seus limites por causa do crescimento e com isso encontra-se com os municípios vizinhos. 

Regiões Metropolitanas:


Consiste na união de dois ou mais municípios formando uma grande malha urbana, é comum nas cidades sedes de estados (ex.Goiânia, Aparecida de Goiânia e cidades do entorno). 

RIDE:


São as regiões que se situam em mais de uma unidade federativa. Ex: Brasília e o entorno do Distrito Federal, Juazeiro(BA) e Petrolina(PE)


Megalópole: É a união de duas ou mais regiões metropolitanas. 



Tecnopólos: 


Também são chamadas de Cidades ciência. Nestas cidades estão presentes centros de pesquisas, universidades, centros de difusão de informações. Geralmente os tecnopólos estão alienados a universidades e indústrias. 

Verticalização: 


È a transformação arquitetônica de uma cidade, ou seja, a mudança da forma horizontal das construções (ex: casas), para a verticalização (construção de prédios). 

Segregação Espacial:


È o foco do poder público as regiões onde a parcela da população possui melhor poder aquisitivo, e omissão as regiões periféricas desprovidas dos serviços públicos. 

Cidades Formais/Artificiais: 


São cidades planejadas. 

Cidades Informais/Expontâneas: 


São compostas pelas regiões periféricas, regiões onde não possui infra-estrutura suficiente.


Cidades globais:


São aquelas cidades  em que se concentra a movimentação financeira, onde se situam as sedes de grandes empresas ou escritórios filiais de multinacionais, importantes universidades e centros de pesquisa. Elas dispõem da infra-estrutura necessária para a realização de negócios nacionais e internacionais, como aeroportos e/ou portos, bolsas de valores e avançados sistemas de telecomunicações, além de uma ampla rede de hotéis, bancos, centros de convenções, de eventos e de comércio.


 Megacidades:


São cidades com mais de 10 milhões de habitantes.Sendo o conceito de megacidade meramente populacional, ele pode se mesclar ao de cidade global. Nova York (EUA), Tóquio (Japão) e São Paulo (Brasil) são simultaneamente cidades globais e megacidades.


Enclaves Fortificados


Os enclaves fortificados dizem respeito aos condomínios fechados.

-Leia a seguir este interessante texto sobre os enclaves fortificados:

Nas ultimas décadas, a proliferação de enclaves fortificados vem criando um novo modelo de segregação espacial e transformando a qualidade da vida pública em muitos cidades ao redor do mundo.
Enclaves fortificados são espaços privatizados, fechados e monitorados para residência, consumo, lazer ou trabalho.
Se assiste, contemporaneamente, a uma alteração marcante na qualidade do espaço público e no significado da noção de público que caracterizou a emergência da vida moderna. O incremento desmesurado das atividades criminosas, o crescente temor à violência, a ele correlato, e as transformações acentuadas por que passa a cidade nas últimas duas décadas têm ajudado a produzir um novo padrão de segregação.
Essa alteração apóia-se na atribuição de ameaça a alguns grupos que compõem a população, aliada à descrença e à desconfiança na capacidade de os poderes públicos garantirem a segurança dos cidadãos, o que tem levado a uma progressiva transferência dessa responsabilidade para as empresas privadas de segurança. Além disso, o medo da violência - que atinge patamares inéditos - faz com que grupos sociais que se julgam possíveis alvos de atentados criminosos busquem ou tenham a ilusão de ocupar uma situação segura. Assim, afastam-se das possibilidades de encontro com aqueles que consideram diferentes e, por conta isso,perigosos.
Ideais como liberdade, igualdade, tolerância e respeito à diferença, traços distintivos da perspectiva democrática que emergiu com a cidade, são progressivamente substituídos pela fragmentação e pela separação rígida de espaços (também sociais),garantidas por uma segurança sofisticada e estruturada sobre a valorização da desigualdade

(Teresa Pires do Rio Caldeiras. Enclaves fortificados: a nova segregação urbana.Novos Estudos. São Paulo: CEBRAP, março de 1997, p 155) . 




PROF Kléber




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quinta-feira, 1 de março de 2012

A POPULAÇÃO BRASILEIRA

-A população brasileira vem passndo por grandes mudanças, principalmente a partir do final do século XIX.Observe o gráfico do crescimento demográfico brasileiro, tomando por base o primeiro censo oficial em 1872 até o censo 2000.

Observe a seguir a projeção do crescimento demográfico brasileiro:
Obs: veja que para as próximas décadas nossa população tende a diminuir o seu crescimento e por volta da primeira metade desse século irá estagnar e começar a declinar.

-No século XX, nossa população multiplicou por dez, uma  vez que em 1900 residiam no Brasil cerca de 17 milhões de pessoas e tomando por base o censo 2000 , já éramos quase 170 milhões.
- Desde o primeiro censo (1872) ocorreram várias mudanças no padrão da evolução demográfica brasileira.
-Nas três primeiras décadas do século passado,ou seja, até o início da década de 1930 o crescimento da população do Brasil contou com forte contribuição da imigração.
- A partir de 1934, com a adoção da "Lei de Cotas" que estabelecia limites à entrada de imigrantes,o aumento da população dependeu, principalmente,do crescimento vegetativo(CV)

              OBS: CV : Consiste na diferença entre a taxa de natalidade e a taxa de mortalidade.
                        
                          C.V. = TN(taxa de natalidade) – TM(taxa de mortalidade)

-A partir do final da  Segunda Guerra Mundial nosso  crescimento tornou-se acelerado, devido à diminuição das taxas de mortalidade.
-Essa situação pode ser explicada por vários fatores, onde podemos destacar a expansão da rede de esgoto, acesso à água encanada, campanhas de vacinação em massa, acesso a medicamentos básicos, etc.No período entre 1940 a 1960 foi registrada a maior evolução das taxas de crescimento populacional, atingindo em 1960 a taxa de 2,9% a.a. (ao ano - ou 29%0 a.a.). Este período marcou a primeira fase de transição demográfica brasileira.
-A partir da década de 1960, teve início um processo de desaceleração demográfica contínua, ou seja, a diminuição das taxas de natalidade passou a ser maior que a das taxas de mortalidade, registrando em 2000 um crescimento demográfico de 1,6% a.a., com tendência à queda.
- Essa nova mudança no padrão do crescimento populacional brasileiro mostra uma situação típica da segunda fase de transição demográfica.



 PRINCIPAIS CARACTERÍSTICAS DA POPULAÇÃO BRASILEIRA:
-Nosso país vem passando por profundas mudanças na sua composição demográfica, onde podemos destacar:
-Queda da taxa de fecundidade(média de número de filhos por mulher em idade de procriar, entre 15 a 49 anos):  esse é um dos principais fatores para a queda das taxas de crescimento populacional no Brasil, que caiu de 6,3 filhos, em 1960, para 2,0 filhos, em 2006, e 1,8 filhos,em 2008,sendo que no último censo demográfico de 2010 ocoreu um pequeno aumento passando para 1,9 filhos por mulher. Esta nova situação comparada as decadas anteriores nos mostra que as famílias brasileiras estão diminuindo.

-Mesmo com o crescimento cada vez mais lento, a população brasileira deverá chegar a 192 milhões de habitantes no final de 2010, sendo que o número de brasileiros mais que dobrou em 35 anos, uma vez que em 1970 havia 90 milhões de pessoas no país. Apenas nos últimos cinco anos - 2000 e 2005 - cerca 15 milhões de habitantes foram acrescentados ao país.

-É importante destacarmos que a intensa urbanização brasileira, principalmente a partir da década de 1960, foi uma das principais responsáveis pela redução das taxas de fecundidade e a conseqüente queda das taxas de crescimento demográfico.
-O acesso a informação e aos métodos de contra-concepção são maiores e foi justamente a partir deste período que a pílula anticoncepcional passou a ser difundida na sociedade brasileira.


( E o vilão ainda a persegue)

A presença cada vez maior de mulheres chefes de família , que engrossaram o mercado de trabalho urbano também é um fator relevante para esta nova situação demográfica nacional.
-Cada vez mais as famílias passaram a dispor de menos tempo para se dedicar aos filhos e na cidade as despesas com a criação e formação da criança são maiores que no meio rural, constituindo um fator inibidor para a formação de famílias numerosas.

-Segundo o IBGE, nossa população estava  assim composta por grupos étnicos( 2000):
             Pardos:---------------------42,6%
             Brancos:--------------------49,7%
             Negros:-----------------------6,9%
             Indígenas:--------------------0,3%
             Amarelos: -------------------0,5%
ESTRUTURAS DEMOGRÁFICAS DO BRASIL:
I-ETÁRIA:
A pirâmide etária brasileira tem se modificado a cada década. Sua forma revela uma situação intermediária entre as duas primeiras pirâmides apresentadas, de acordo com as alterações recentes ocorridas do padrão demográfico brasileiro. Observe estas mudanças através da sobreposição das pirâmides de 1980 a 2000.

-Perceba que Até o início dos anos 80, a estrutura etária da população brasileira, revelada pelos Censos Demográficos, vinha mostrando traços bem marcados de uma população predominantemente jovem, porém, com a generalização das práticas anticonceptivas durante os anos 80 do século passado, resultou no declínio da natalidade, o que se refletiu no estreitamento da base da pirâmide etária e na redução do contingente de jovens: compare na pirâmide abaixo, os dados para 1980, 1991 e 2000.

II-ECONÔMICA:
Setor Primário:
É  responsável pela produção de matérias primas, como a agricultura, a pecuária, a pesca e o extrativismo mineral.No Brasil, o Setor Primário começa a desenvolver nas regiões Centro-Oeste, Sul e Sudeste grandes regiões de  plantações de soja, milho e cana-de-açúcar , utilizando cada vez mais  maquinas, porém, a agropecuária de subsistência ainda é bastante observada. Nas regiões Norte e Nordeste, ainda há o predomínio de agricultura de subsistência, para baixos índices de produção e, muitas vezes, com altos níveis de desperdício de alimentos na hora da comercialização.
Setor Secundário:

Este setor inclui os setores da economia que transformam produtos, como indústrias e construção civil. No Brasil, o Setor Secundário foi iniciado tardiamente  e somente após a Segunda Guerra é que foram feitos os primeiros esforços para a substituição das importações. A partir da Ditadura, o Brasil passa pelo ” Milagre econômico ” ,no qual foram feitos grandes investimentos em infra-estrutura. A partir da década de1980, por causa de sucessivas recessões, esse setor passou a perder  participação no PIB para o Setor de serviços.
            Setor Terciário:

O Setor terciário engloba as atividades de serviços e comércio de produtos. O Setor Terciário envolve as provisões de serviços tanto para outros negócios como para consumidores finais. Estes podem estar envolvidos como transportes, vendas e distribuição de bens dos produtores aos consumidores; podem ser também de outros serviços não-ligados diretamente ao produto final, como controle de pragas e entretenimento.Este setor é bastante desenvolvido em nosso país , apesar de apresentar uma grande parcela de hipertrofia do terciário.


NOVO IDH BRASILEIRO:



O relatório do Desenvolvimento Humano 2011, divulgado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), classifica o Brasil na 84ª posição entre 187 países avaliados pelo índice. O Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) do Brasil em 2011 é de 0,718 na escala que vai de 0 a 1. O índice é usado como referência da qualidade de vida e desenvolvimento sem se prender apenas em índices econômicos.
O país com mais alto IDH em 2011 é a Noruega, que alcançou a marca de 0,943. Os cinco primeiros colocados do ranking são, pela ordem, Noruega, Austrália, Holanda, Estados Unidos e Nova Zelândia. Segundo o Pnud, o pior IDH entre os países avaliados é o da República Democrática do Congo, com índice 0,286. Os cinco últimos são Chade, Moçambique, Burundi, Níger e República Democrática do Congo.




MIGRAÇÕES POPULACIONAIS
-Nosso país apresentou desde o seu descobrimento inúmeros movimentos migratórios.Durante os diversos “ciclos”econômicos brasileiros, inúmeras migrações foram verificadas.
-É importante destacarmos que a maior parte de nossas migrações estão relacionadas as questões de caráter econômico.
-Veja a seguir alguns dos principais fluxos migratórios do século XX






PRINCIPAIS TIPOS DE MIGRAÇÕES EM NOSSO PAÍS: 



I- INTERNAS

-Nossas migrações internas sempre foram muito intensas, como por exemplo a de habitantes do Nordeste que migraram em massa para o Centro-sul do Brasil com o declínio da cana de açúcar e o desenvolvimento da mineração, ou a de nordestinos que migraram para a Amazônia no chamado "Boom da borracha" no final do século XlX.

-Com a forte industrialização nas décadas de 1960 e 1970, passamos a viver de forma mais intensa migrações internas no território nacional, como a de nordestinos em direção das grandes metrópoles brasileiras, Rio e São Paulo, e o intenso êxodo rural, que fez o Brasil se tornar um país predominantemente urbano em um espaço de menos de três décadas.

-Na década de1970 os fluxos migratórios se direcionaram para a Amazônia, fruto da política de ocupação do território nacional imposta pelos militares, chamada "integrar para não entregar".

-Hoje em dia , as antigas metrópoles industriais não são mais os locais preferidos por migrantes, por conta do processo de desconcentração industrial, novas áreas do país passam a ser pólo de atração desses cidadãos, como o interior de S. Paulo, do Paraná, etc.

-É claro que as migrações continuam a ser muito comuns no Brasil, tanto do campo para a cidade, assim como as urbano-urbano.

-Em nossas grandes metrópoles as migrações pendulares, assim como a migração sazonal em regiões como o Nordeste ainda são muito comuns.


-Entenda as principais migrações internas em nosso país:

-Êxodo rural: Deslocamento de pessoas do meio rural para o meio urbano. Ocorre principalmente nos países subdesenvolvidos e sobretudo naqueles que experimentam um processo rápido de industrialização.

-Êxodo Urbano: o movimento populacional ocorre da área urbana para a área rural. Este tipo de migração não é muito comum, todavia, devido à violência, poluição e outros problemas dos grandes centros urbanos, a migração para estas áreas rurais tende a crescer (em busca de melhor qualidade de vida).

-Transumância: é um tipo de migração periódica (sazonal) e reversível (ida e volta) determinada pelo clima.Podemos destacar com exemplo quando,normalmente, em março para de chover no sertão, os pequenos e médios proprietários são obrigados a migrar para o Agreste ou para a Zona da Mata, em busca de uma ocupação que lhes permita sobreviver até dezembro, quando volta a chover no sertão e eles retornam as suas propriedades.Outro exemplo comum é o movimento praticado pelos bóias-frias volantes, que não possuem residência fixa. O trabalho volante é temporário, só ocorre durante o período do plantio da colheita. Tal situação obriga os trabalhadores a migrar de cidade em cidade atrás de serviço.


-Migração intra-regional: ocorre dentro da mesma região.Exemplo: Migração da área rural para os centros urbanos, em busca de melhores condições de vida.


-Pendular: é um deslocamento diário/urbano, da preferia pra o centro e do centro para a periferia, sendo realizado em um período de tempo curto.


-Migração urbano-urbano: ocorre com a transferência de indivíduos de uma cidade para outra.


II- EXTERNAS

-Em nosso país os movimentos migratórios sempre foram muito intensos, as primeiras migrações podem ser consideradas as feitas pelos europeus, e negros africanos que foram forçados a virem no Brasil.

-Durante séculos inúmeros grupos de estrangeiros vieram para o Brasil. Tivemos muitas migrações de importância fundamental para o país, como por exemplo a dos migrantes italianos e alemães no século XlX, assim como de espanhóis, eslavos, japoneses, árabes, portugueses, dentre outros.
 
-Durante séculos o Brasil foi um país que tinha um grande processo de crescimento demográfico associado, principalmente , a entrada de imigrantes. Até meados do século XX, nosso país era tipicamente voltado a imigração.A  partir da 2ª Guerra Mundial, passa a haver uma inversão nos fluxos, de imigratório o país torna-se de emigração.

-Atualmente, são milhões os brasileiros que vivem fora, principalmente em países como os EUA, Japão, Espanha, Portugal,Austrália etc.

-Os principais motivos que contribuem para que muitos brasileiros migrem para o exterior são de ordem sócio econômica, ou seja, a imensa maioria dos brasileiros que daqui saem vão em busca de melhores condições de vida, emprego, salários em outros países.

-É importante que não nos esqueçamos que na maioria das vezes os brasileiros que vão se aventurar no exterior não são bem recebidos onde chegam, e passam a ocupar em geral os postos de trabalho relegados pelas populações dos países para onde imigraram.


-Outro fenômeno a ser salientado é a fuga de cérebros.Nesse caso, atraídos pela escassez de oportunidades de trabalho para mão-de-obra bem qualificada, brasileiros com alto nível de instrução estão, cada vez mais, migrando para Europa e América do Norte.


-Para que possamos ter uma ideia, de 1996 a 2006, o número de brasileiros que receberam visto dos Estados Unidos, dado somente a profissionais de alta qualificação, aumentou 185%., ao passo que de 1990 a 2000, quase dobrou – de 1,7% para 3,3% – a proporção de brasileiros com nível superior vivendo nos 30 países da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), que reúne, na maioria, nações ricas da Europa, Ásia e América do Norte.



Entenda as principais migrações externas :

Emigração: quando o movimento é de saída de um determinado país

Imigração: quando o movimento é de entrada em um determinado país




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