terça-feira, 22 de abril de 2014

ENERGIA NO BRASIL


Breve Histórico da Evolução da Matriz Energética Brasileira

Desde o descobrimento de nosso país, que nossa matriz energética vem se alterando. No início o Brasil utilizava a lenha como uma das principais formas de se obter energia.O “ciclo” da cana de açúcar se desenvolveu todo ele sustentado pela lenha. O caldo de cana era aquecido em tachos de cobre, utilizando lenha.Durante o “ciclo” do ouro, que veio em seguida, também foi calcado no uso da lenha. O ouro em pó era derretido em fornos a lenha e/ou carvão vegetal e auxiliados por foles, assim obtinha-se as temperaturas necessárias.
Com a chegada do “ciclo” do café, nossa matriz começou a sofrer uma significativa mudança. Entrava em cena o carvão mineral, não porque a torrefação necessitasse, mas porque o dinheiro proporcionado pelo café, aliado à presença de imigrantes que trouxeram altos conhecimentos, junto com o mercado brasileiro que demandava cada vez mais produtos utilizados na Europa, isso desencadeou os primeiros passos para a industrialização do Brasil, particularmente na cidade de São Paulo. Com isso, o carvão mineral passou a substituir também a lenha nas locomotivas a vapor e foi o responsável pelo início da indústria de gás manufaturado no Rio de Janeiro e São Paulo. O carvão era importado, principalmente da Inglaterra e dos EUA, já que a produção nacional de carvão só começaria em 1912.
A partir da I Guerra Mundial, a importação do carvão se torna difícil e continua nos anos que se seguiram devido à reconstrução da Europa. Por outro lado, a importação de petróleo e derivados era desprezível até o fim da primeira guerra mundial. As importações triplicaram logo após e se mantiveram assim até 1923, quando de 1924 em diante, as importações começam a crescer consistentemente, salvo alguns anos de queda. Este crescimento coincide com o crescimento do uso de automóveis e caminhões.
Com a quebra da Bolsa de Nova York em 1929,nosso país também ficaria afetado e sua repercussão foi imediata, pois a base de sustentação da política "café com leite" era o café. Com a instalação do governo de Getúlio Vargas em 1930 começa uma fase desenvolvimentista que permanece até 1980.
Este período foi caracterizado por governos centralizadores de cunho intervencionistas e até mesmo nacionalistas e populistas. Nosso crescimento foi muito expressivo no âmbito econômico, gerando alterações significativas em nossa agropecuária, na produção industrial na urbanização, na expansão das rodovias e nas telecomunicações.
O país precisava cada vez mais de energia e até mesmo o Código de Águas criado em 1934 deu o caráter centralizador do governo, dando à União a posse de todo o recurso hídrico nacional. O Código aboliu a Cláusula Ouro dos antigos contratos de concessão de eletricidade.
A partir de 1941 passou a vigorar uma nova regulamentação econômica para o setor, através da qual a tarifa máxima passava a ser determinada pelo "custo do serviço". De acordo com ELETROBRAS, o capital seria remunerado em média a 10% ao ano. Porém, estabeleceu-se o princípio do custo histórico do serviço, isto é, os custos deveriam ser calculados em valores nominais passados, sem cláusulas de correção inflacionária ou cambial.
A década de 1950 foi muito relevante para nossa história energética. Em 1953, devido a uma estação de seca grave, o país foi obrigado a adotar um racionamento de eletricidade, em uma época conturbada politicamente, que culminou com o suicídio de Vargas em 1954. O ano de 1955 é considerado um marco no Brasil da intervenção direta do Estado na geração de eletricidade, com a entrada em operação da primeira máquina da usina hidrelétrica de Paulo Afonso.Nos anos 50, três fatores marcaram a inserção do Estado no setor elétrico: a criação da ELETROBRÁS, a instituição do "Plano Nacional de Eletrificação" e a criação do "Fundo Federal de Eletrificação". Os fatos mostram o vigor e a amplitude com que a estatização ocorreu no setor elétrico Brasileiro.
Nas décadas de 1950 e 1960, devido aos investimentos estatais, o setor energético também se industrializou. As áreas de petróleo, hidroeletricidade e carvão adquiriram dimensões de indústria, somando os esforços do governo na construção de indústrias de base e infra-estrutura. A era desenvolvimentista prosseguiu com Juscelino e seu plano de metas, desenvolvendo a indústria nacional e reduzindo a dependência brasileira da exportação de commodities agrícolas e minerais.
A crise do petróleo em 1973 se deu na economia nacional e mundial quando a OPEP aumentou significativamente o preço em 1973. O mundo reagiu de diferentes formas. O Japão, por exemplo aproveitou a importação do petróleo para alavancar suas exportações, negociando com seu dinheiro.
Em nosso país, o regime militar teve que tomar algumas atitudes emergenciais com as seguintes ações e programas:

- Partir de forma robusta para  a prospecção e extração de petróleo em águas profundas;
- Intensificação da construção de hidrelétricas para reduzir a dependência do petróleo na indústria nacional;
- Estabelecer uma associação com a Alemanha(antiga RFA) de repasse de tecnologia nuclear;
- Criação do Pro-álcool, maior programa mundial de sucesso em renováveis.

Com o final da ditadura militar, nosso país passou por uma profunda crise econômica durante a década de oitenta(Década Perdida) e somente no governo de Fernando Henrique, com forte tendência neoliberal, se deu a privatização de várias estatais, principalmente no Estado de São Paulo e toda a distribuição de energia elétrica e gás canalizado foi privatizada.Na verdade o processo de privatização se deu sem haver um marco regulatório bem definido e visou o maior retorno para o caixa do governo. A falta de regras claras e de definição das responsabilidades dos atores ocasionou a crise de energia elétrica de 2001.
Este somatório de acontecimentos levou nosso país a uma queda de cerca de 20% no crescimento esperado da economia, em uma época onde se aguardava a retomada de um crescimento sustentável.

Nossa matriz energética:


            Observe a seguir a nossa matriz energética e a mundial no ano de 2006














OBS: Matriz Energética : consiste na combinação das fontes de energia disponíveis numa economia ou país e dos usos de energia em suas diferentes formas.

Compare a matriz  brasileira com outras matrizes:
  Fontes: www.epe.gov.br  (Balanço Energético Nacional 2009, resultados preliminares – ano base de 2008), e OECD/IEA Energy Statistics.


1º- PETRÓLEO E DERIVADOS

O petróleo é uma substância oleosa e inflamável,sendo a principal fonte de energia na atualidade. O petróleo foi formado a milhões de anos em razão da decomposição dos seres que compõem o plâncton, decomposição esta causada pela pouca oxigenação e pela ação de bactérias. Assim, esses seres decompostos teriam se acumulado no fundo dos mares e lagos, formando o sapropel(Material natural inconsolidado, lamacento composto de restos de plantas e/ou algas, em maceração e putrefação em ambiente de assoalhos anaeróbicos de lagos e mares rasos).
Em nosso país, a Agência Nacional do Petróleo (ANP) é responsável por realizar os leilões, mesmo de áreas com prováveis reservas. Por isso, o petróleo e o gás do pré-sal não são integralmente do povo brasileiro. Cerca de 25% das reservas já identificadas no pré-sal, já são propriedade de empresas privadas, inclusive estrangeiras.

            I-PRÉ-SAL:

-A descoberta de petróleo na camada de pré-sal pode colocar o Brasil como detentor da terceira maior reserva do mundo, atrás somente de Arábia Saudita e Canadá. E, somadas às reservas da Venezuela, do Equador e da Bolívia, fortalecem a posição sul-americana em relação às potências econômicas do hemisfério norte.


II-ROYALTIES:

-O termo royalties teve sua origem ligada a realeza.Na Europa Medieval, os pequenos agricultores praticavam a agricultura dos cereais nas terras dos reis e governantes.Para terem direito ao uso da propriedade que era dos reis e governantes, eles eram obrigados a participar um percentual dos lucros. Era a maneira de pagar pelo direito ao uso da propriedade, ou seja, os denominados Royalties.Hoje em dia essa denominação diz respeito a tudo o que se relaciona com a participação legal ao mentor de uma ideia, empresa, nome, ou propriedade rural, bem patrimonial, minério e bem energético de uma maneira geral. 
            Em tudo isso se aplica o direito a uma participação nos lucros sobre os dividendos do advento da exploração energética como no caso do petróleo.Veja a seguir como está a divisão dos royalties e como poderá ficar: 





III-PETROBRAS:

Em setembro de 2010 o governo aumentou o processo de capitalização da Petrobras,ampliando sua participação na companhia de 40% para 48%.Depois de meses de expectativa do mercado, a empresa realizou o maior processo de capitalização já realizado no Brasil e um dos maiores do mundo, assegurando um montante de cerca de R$ 120,4 bilhões.
OBS: A capitalização (ou aumento de capital) é um processo comum entre as companhias de capital aberto que por algum motivo precisam de mais recursos.Neste caso a empresa coloca novas ações à venda no mercado e o capital arrecadado com a venda desses papéis dá fôlego para novos investimentos.
Com o processo de capitalização da Petrobras, o governo federal aumentou sua participação na estatal, detendo agora 64% do capital votante e 48% do capital social. As ações ordinárias, com direito a voto, pertencente ao governo federal, passou de 57,5% para 64%.



2º- BIOCOMBUSTÍVEL
           
O Biocombustível é originário de fontes renováveis da biomassa, como, por exemplo, o álcool e resíduos de madeira, o biodiesel.Entende-se por biomassa, massas orgânicas de origem biológica ou de materiais não-fósseis, utilizáveis como combustível para produção de calor ou geração elétrica.Veja:
- Carvão: resíduos sólidos da destilação destrutiva e pirólise da madeira e de outros materiais vegetais.
- Madeira, resíduos de madeira e de outros detritos sólidos.
- Cana de açúcar, bagaço de cana, óleos vegetais e da madeira, derivados de leite, gordura animal, entre outros.
O biocombustível ou combustível biológico é uma alternativa viável para substituição do petróleo em vários setores energéticos,com uma série de vantagens, tanto ambientais, como econômicas e sociais. Há um indicativo de que é possível 5% de adição de biocombustível no diesel de petróleo, que aumenta a economia, diminui a importação de petróleo e reduz a poluição.
É importante salientarmos que o uso do petróleo como fonte energética representa uma das maiores causas da poluição do ar, e sua queima contribui para o efeito estufa. As fontes renováveis de energia são ótimas alternativas para reduzir o efeito estufa. Além disso, o uso dela faz com que o País diminua a dependência do combustível fóssil, que num futuro muito próximo, dentro de 40 a 50 anos, estará praticamente esgotado.
 

Veja a seguir alguns tipos de biocombustíveis:

- BIODIESEL: é um combustível obtido a partir de óleos vegetais como o de girassol, nabo forrageiro, algodão, mamona, soja e canola, é uma energia renovável e, portanto, uma alternativa aos combustíveis tradicionais, como o gasóleo, que não são renováveis. O biodiesel pode ser utilizado em motores diesel, puro ou misturado com diesel fóssil numa proporção que vai de 1 a 99%.
- ÁLCOOIS: O metanol ou álcool metílico pode ser extraído da madeira, do carvão ou do próprio gás metano. O etanol ou álcool etílico pode ser extraído do milho, da soja, do côco de babaçu, da beterraba, da batata ou da cana de açúcar.
-BAGAÇO DE CANA: No Brasil a produção de etanol gera como resíduos o bagaço da cana de açúcar e o vinhoto, que é poluente e normalmente é rejeitado a céu aberto, em rios e lagoas, provocando danos ao meio ambiente, embora exista tecnologia capaz de biodigerir o vinhoto e transformá-lo em gás natural.
- LENHA: consiste na queima de madeira, que no caso do Brasil, acaba sendo responsável por grande devastação de nossos principais biomas.
- CAPIM ELEFANTE: Esse vegetal apresenta um rápido crescimento e de alta produção de biomassa vegetal, o capim-elefante apresenta um alto potencial para uso não apenas como fonte alternativa de energia senão também para a obtenção de carvão vegetal usado na produção industrial de ferro gusa. Além disso, deve-se destacar que o capim-elefante, por apresentar um sistema radicular bem desenvolvido, poderia contribuir de forma eficiente para aumentar o conteúdo de matéria orgânica do solo, ou o seqüestro de C (carbono) no solo.

Vantagens:

-Permitem reduzir a dependência energética em relação aos combustíveis fósseis.
-Os biocombustíveis são produzidos a partir de plantas que absorvem CO2 e permitem a produção de combustíveis que não emitem gases com efeito de estufa, os principais responsáveis pelo aquecimento global.

Desvantagens

-A produção de biocombustíveis consome muita energia e baseia-se em culturas intensivas, que produzem um gás com efeito de estufa, o óxido de azoto, que também tem efeitos no aquecimento global.
-Necessitam de muitas terras para o cultivo das plantas que eram anteriormente regiões com grande capacidade de absorção de CO2, como é o caso das florestas tropicais.
-Poluição provocada pelas culturas intensivas.
-Elevado consumo de água e à perda da diversidade biológica e dos habitats alimentares.
-Existe ainda o receio de que a utilização das culturas para produção de biocombustíveis venha a provocar a falta e o consequente aumento do preço dos produtos agro-alimentares.



3º- HIDRELETRICIDADE

A energia hidrelétrica é a principal fonte geradora de eletricidade do país. Nossa matriz Elétrica é predominantemente voltada a hidreletricidade.


Veja a seguir as principais usinas hidrelétricas do Brasil:






Veja a seguir a distribuição das principais usinas hidrelétricas e os rios onde elas se localizam:

UHE´s da Região Amazônica


UHE´s do Centro Sul do país


UHE´s do Nordeste do país


Temas polêmicos relativos as Usinas Hidrelétricas no Brasil:

I-BELO MONTE:



II- JIRAU e SANTO ANTÕNIO

             Os conflitos em Jirau em março de 2011, no norte do país,teve início , segundo testemunhas, depois que uma briga entre funcionários da usina provocou  incêndios e destruição no canteiro de obras da hidrelétrica, que abriga 20 mil funcionários e é a maior obra em construção atualmente no país.

 


Posteriormente aos conflitos em Jirau, teve início uma paralisação das obras na Usina de  Santo Antônio. O motivo da revolta seria por aumento salarial. Todos os funcionários do turno da manhã foram liberados e retornaram a Porto Velho.Depois de muitas negociações, tanto em Jirau como em Santo Antônio, os operários voltaram aos seus postos. 



   

       

III- ITAIPU

            A Usina de Itaipu Binacional foi criada em 1973, sendo considerada a maior do mundo em termos de energia gerada e abastece 20% do território brasileiro. No Paraguai, Itaipu gera 90% do que é consumido.Localizada no Rio Paraná, na fronteira entre Brasil e Paraguai, a usina hidrelétrica de Itaipu foi criada em 1973, mas apenas em 1984 começou efetivamente a gerar energia. É considerada a maior hidrelétrica do mundo, em termos de energia gerada.Os governos do Paraguai e do Brasil são os dois sócios da empresa, com participações iguais. Quando o tratado foi assinado, ficou acertado que cada país ficaria responsável por 50% do capital inicial (US$ 50 milhões para cada).Porém, o Paraguai não tinha recursos financeiros para isso. A saída foi pegar o dinheiro emprestado com o Brasil, não só para o capital inicial, mas também para outros investimentos, na medida em que o empreendimento era executado. O resultado é uma dívida de US$ 18 bilhões, a ser paga até o ano de 2023.A atual polêmica sobre o assunto teve início na campanha a presidente feita por Fernando Luigo,atual chefe de Estado do Paraguai, que usou como sua principal bandeira da campanha a promessa de brigar por um acordo "mais justo" com o Brasil.



IV- Vantagens e Desvantagens das usinas Hidrelétricas:

- muito barata após a represa ser construída;
- investimentos governamentais;
- recurso natural renovável.
- depende de níveis d água (chuva);
- danos ambientais para a fauna e a flora;
- risco de colapso da represa.
-pode gerar impactos sociais nas comunidades ribeirinhas ou que serão inundadas  etc.

4º- GÁS NATURAL

O gás natural consiste em uma mistura de hidrocarbonetos leves, de origem fóssil, isolados ou misturados ao petróleo, é encontrada no subsolo, na qual o metano tem uma participação superior a 70 % em volume. É incolor, inodoro, atóxico e mais leve que o ar. A composição do gás natural pode variar bastante dependendo de fatores relativos ao campo em que o gás é produzido, processo de produção, condicionamento, processamento, e transporte. Normalmente é composto pelo gás metano, etano, propano, butano e outros em menores quantidades. É o resultado da degradação da matéria orgânica de forma anaeróbica oriunda de quantidades extraordinárias de microorganismos que se acumulavam nas águas litorâneas dos mares do passado geológico. É muito econômico, pois além de economizar cerca de 60% de combustível, o gás natural não produz depósitos de carbono no motor aumentando seu bom funcionamento e retardando a necessidade da troca de óleo, além de emitir menor quantidade de poluentes tem melhor rendimento térmico. Pode ser utilizado em ônibus e automóveis substituindo o diesel, álcool e gasolina.
Em nosso páis a sua utilização começou a partir da década de 1940, com as descobertas de óleo e gás na Bahia, atendendo a indústrias localizadas no Recôncavo Baiano. Após alguns anos, as bacias do Recôncavo, Sergipe e Alagoas destinavam quase em sua totalidade para a fabricação de insumos industriais e combustíveis para a RELAM e o Pólo Petroquímico de Camaçari.
A partir de 1999  com a entrada em operação do Gasoduto Brasil-Bolívia, com capacidade de transportar 30 milhões de metros cúbicos de gás por dia, houve um aumento expressivo na oferta nacional de gás natural.


        Nos últimos anos, com as descobertas nas bacias de Santos e do Espírito Santo as reservas Brasileiras de gás natural tiveram um aumento significativo. Apesar disso o baixo preço do produto e a ausência de um marco regulatório tem inibido investimentos, esses fatores aliados ao grande crescimento da demanda e a nacionalização do gás na Bolívia, levaram a Petrobrás a cortar o fornecimento do produto para as distribuidoras de gás do Rio de Janeiro e São Paulo em outubro de 2007. Em 2003 o governo anunciou a descoberta de gás natural em Mexilhão. Veja mapa a seguir:
           
           
Em 2010 o governo anunciou a descoberta de gás natural em Minas Gerais em Morada Nova e em Tefé, no estado do Amazonas.
 Morada Nova - MG


Tefé- AM 


5º- CARVÃO MINERAL

O carvão mineral é um minério não-metálico constituído basicamente por carbono (quanto maior o teor de carbono mais puro é o carvão) e magnésio sob a forma de betumes. É classificado da seguinte forma:


COMPOSIÇÃO

Tipo
% O2
% H2
% C
Celulose
49.4
6.2
44.4
Turfa
40.0
6.0
54 a 60
Linhito
25.0
5.0
65 a 75
Hulha
15.0
4.5
75 a 85
Antracito
3.0
2.0
95.0

             No Brasil, as principais reservas de carvão mineral estão situadas nos Estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná e São Paulo, em ordem decrescente, São Paulo é a menor. O carvão mineral brasileiro é do tipo turfa, sendo que no Rio Grande do Sul estão as maiores reservas de turfa do tipo vapor, que é de pior qualidade, ao passo que em Santa Catarina encontramos o turfa do tipo coque ou coqueificável, que é melhor do que o turfa vapor.


Mapa das principais jazidas e minas de carvão no Brasil

6º- ENERGIA NUCLEAR

A atomeletricidade é obtida a partir do calor da reação do combustível, no caso o urânio, utilizando o princípio básico de funcionamento de uma usina térmica convencional, que é sempre igual. A queima do combustível produz calor, esse ferve a água de uma caldeira transformando-a em vapor, o vapor movimenta uma turbina que, por sua vez, dá partida a um gerador que produz a eletricidade.

Dentre as vantagens e contribuições apresentadas pelo uso da energia nuclear em lugar de centrais térmicas convencionais, podemos apontar que, quando utilizada para produção de energia elétrica é uma forma de energia que não emite nenhum gás de efeito estufa (dióxido de carbono, metano, óxido nitroso e outros) e nenhum gás causador de chuva ácida (dióxido de enxofre, óxidos de nitrogênio).
Nosso país possui uma das maiores reservas mundiais de urânio o que permite o suprimento das necessidades domésticas a longo prazo e a disponibilização do excedente para o mercado externo. No Brasil, o Urânio é usado para pôr em funcionamento as usinas nucleares de Angra dos Reis. A Central Nuclear Almirante Álvaro Alberto é formada pelo conjunto das usinas nucleares Angra 1, Angra 2 e Angra 3, sendo o resultado de um longo Programa nuclear brasileiro que remonta à década de 1950 com a criação do CNPq liderado na época principalmente pela figura do Almirante Álvaro Alberto da Mota e Silva.
Central Nuclear Almirante Álvaro Alberto (Usina nuclear de Angra dos Reis).
É importante destacarmos que além das usinas de Angra 1 e 2, e das obras da Usina de Angra 3, a área da Central abriga ainda 2 subestações elétricas (138 e 500 kV) operadas por Furnas Centrais Elétricas S.A. Os depósitos de armazenamento de rejeitos de baixa e média atividade, e diversas instalações auxiliares (prédios de engenharia, almoxarifados, etc).
O Potencial total das usinas é de 2007 MW, dos quais 657MW em Angra 1 e 1350MW em Angra 2.Quando a usina nuclear de Angra 3 estiver funcionando,iremos adicionar um potencial idêntico a Angra 2 e sua entrada em operação está prevista para 2014. Só para se ter um a ideia do potencial energético, no ano de 2007 a Central Nuclear brasileira gerou o montante de 12.365.399 MWh de energia bruta, o que representa cerca de 40% do total da energia térmica gerada no país no ano. Atualmente, a energia nuclear corresponde a 1.4% do consumo do País.

-Vantagens e Desvantagens da Energia Atômica:

- o urânio é um combustível relativamente barato;
- não provoca efeito estufa e chuva ácida;
- as instalações são menores.
- o custo de manutenção alto pelo risco de um acidente nuclear;
- o custo alto no destino do lixo nuclear;
- os danos elevados por um possível acidente nuclear (radiação).


OUTRAS FONTES:

EÓLICA:  podemos dizer que a falta de inovação tecnológica é o principal obstáculo para o desenvolvimento do setor de energia eólica no Brasil,porém, nosso país começa a dar os primeiros passos na direção desta fonte limpa de energia renovável. Por meio do segundo Leilão de Compra  de Energia de Reserva exclusivo para fonte eólica, o Ministério de Minas e Energia (MME) contratou 71 usinas.Das usinas contratadas, 23 encontram-se no estado do Rio Grande do Norte, 21 no Ceará, 18 na Bahia, 8 no Rio Grande do Sul e 1 no Sergipe.

 Veja a seguir o nosso potencial de ventos:

SOLAR:  A energia solar é abundante e permanente, renovável a cada dia, não polui e nem prejudica o ecossistema. Este tipo de energia soma características vantajosamente positivas para o sistema ambiental, pois o Sol, trabalhando como um imenso reator à fusão, irradia na terra todos os dias um potencial energético extremamente elevado e incomparável a qualquer outro sistema de energia, sendo a fonte básica e indispensável para praticamente todas as fontes energéticas utilizadas pelo homem. O Sol irradia anualmente o equivalente a 10.000 vezes a energia consumida pela população mundial neste mesmo período. Para medir a potência é usada uma unidade chamada quilowatt. O Sol produz continuamente 390 sextilhões (390x1021) de quilowatts de potência. Como o Sol emite energia em todas as direções, um pouco desta energia é desprendida, mas mesmo assim, a Terra recebe mais de 1.500 quatrilhões (1,5x1018) de quilowatts-hora de potência por ano.Observe a figura a seguir:


           O uso da energia solar é extremamente importante na preservação do meio ambiente, pois tem muitas vantagens sobre as outras formas de obtenção de energia, como: não ser poluente, não influir no efeito estufa, não precisar de turbinas ou geradores para a produção de energia elétrica, mas tem como desvantagem a exigência de altos investimentos para o seu aproveitamento. Para cada um metro quadrado de coletor solar instalado evita-se a inundação de 56 metros quadrados de terras férteis, na construção de novas usinas hidrelétricas. Uma parte do milionésimo de energia solar que nosso país recebe durante o ano poderia nos dar 1 suprimento de energia equivalente a 54% do petróleo nacional; 2 vezes a energia obtida com o carvão mineral e 4 vezes a energia gerada no mesmo período por uma usina hidrelétrica.



Professor Kléber


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sábado, 12 de abril de 2014

OI GALERA,

Estou convidando vocês a conhecerem o AULA MÓVEL, um site especializado em vídeos aulas voltadas a CONCURSOS PÚBLICOS, ENEM, PRÉ-VESTIBULAR.

Também faço parte da equipe e já tenho gravado com eles uma sequência de aulas de GEOGRAFIA DO BRASIL e mais recentemente também gravei 3 aulas a respeito da GEOGRAFIA DO DISTRITO FEDERAL.

Dá uma passadinha por lá.



Professor Kléber Caverna.


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terça-feira, 8 de abril de 2014

A INDÚSTRIA BRASILEIRA


AS TRÊS REVOLUÇÕES INDUSTRIAIS MUNDIAIS

         Antes de iniciarmos nosso estudos a respeito da indústria no Brasil, vamos entender primeiro como foram as três Revoluções Industriais em nível mundial:




AS REVOLUÇÕES INDUSTRIAIS:

       De modo geral a Revolução Industrial consistiu na substituição das ferramentas pelas máquinas, da energia humana pela energia motriz e do modo de produção doméstico pelo sistema fabril. O primeiro lugar onde ocorreu onde a indústria surgiu foi a Inglaterra , na segunda metade do século XVIII e encerrou a transição entre feudalismo e capitalismo, a fase de acumulação primitiva de capitais e de preponderância do capital mercantil sobre a produção
      Podem-se distinguir três períodos no processo de industrialização em escala mundial:

A.  Primeira Revolução Industrial
B.  Segunda Revolução Industrial
C.  Terceira Revolução Industrial


A- Primeira Revolução Industrial

         A Primeira Revolução Industrial aconteceu entre 1760 e 1850 e teve como protagonista a Inglaterra, grande produtor mundial de algodão. Com a introdução do vapor usado como fonte de energia nas máquinas e locomotivas, o país deu início à automação da produção de tecidos e de outros produtos, antes feitos à mão, e agilizou o sistema de transportes de pessoas e de mercadorias com a introdução das linhas férreas.

             


  
         A Revolução Industrial acelerou o processo de migrações do campo para a cidade, o que intensificou o crescimento da população urbana e contribuiu para a formação de uma nova classe social, a operária. Na Inglaterra a miséria e o desemprego produzidos pela industrialização acabaram por desencadear um movimento espontâneo de destruição das máquinas pelos operários, que ficou conhecido como LUDISMO.


B- Segunda Revolução Industrial

         A partir da segunda metade do século XIX um conjunto de novas transformações técnicas e econômicas produziram grandes mudanças no processo de industrialização e se estendeu até o início da 1ª Guerra Mundial.



Entre as inovações ocorridas na nesta fase, podemos destacar:


-O processo de Bessemer que transformou o ferro em aço (Hemy Bessemer),              
-A invenção do dínamo que criou condições para a substituição do vapor pela eletricidade.
-O petróleo passou a ser utilizado como força motriz em navios e locomotivas.
-O Fordismo de Henry Ford com  a produção em série nas linhas de montagem, onde a produção industrial passa a ganhar



         O grande protagonista da Segunda Revolução Industrial são os EUA que, às vésperas da Primeira Guerra, detinham 40% do PIB dos países desenvolvidos. Também podemos dar destaque ao Japão, a Itália, a Alemanha, que tiveram um forte desenvolvimento industrial neste período.

         

C-Terceira Revolução Industrial


         A partir da segunda metade do século XX, tem início uma nova fase de processos tecnológicos, decorrentes de uma integração física entre ciência e produção. Surgia assim, a chamada Terceira Revolução Industrial ou revolução tecnocientífica, resultante da aplicação quase imediata das descobertas científicas no processo produtivo, proporcionando uma ascensão das atividades que empregam alta tecnologia em sua produção, tais como:

                            - a informática
                            - a microeletrônica
                            - a robótica
                            - as telecomunicações
                            - a indústria aeroespacial
                            - a Biotecnologia, etc
                   
         A Terceira Revolução Industrial foi baseada no Toyotismo, que na verdade era uma visão mais comedida do Fordismo.
   




INDÚSTRIA NO BRASIL :  As Três Revoluções Industriais do Brasil


PRIMEIRA REVOLUÇÃO INDUSTRIAL BRASILEIRA(“SURTO INDUSTRIAL”)

No ano de 1844, quando a produção interna do País foi favorecida com a TARIFA ALVES BRANCO( taxa tributária foi para 60%) que aumentavam as alíquotas no que se referia aos produtos importados, ou seja, o mercado de produção interna tornava-se mais competitivo com os produtos que vinham do exterior. 
Por outro lado, a Lei de Terras(apresentou novos critérios com relação aos direitos e deveres dos proprietários de terra ) e a Lei Eusébio de Queiroz(proibiu definitivamente o tráfico de escravos para o Brasil ), acabaram por ajudar na  mudança dos rumos da economia brasileira a partir de 1850 e sendo assim uma grande quantidade de capital incidiu sobre o setor industrial e comercial.
Foi somente no século  XIX que começou o desenvolvimento industrial no Brasil.O primeiro grande marco ocorreu na década de 1840 com o início da chamada “Era Mauá”, que se estendeu de 1840 até 1864. Neste cenário surge a figura do Barão de Mauá(alguns textos o chamam de Visconde de Mauá), como era conhecido Irineu Evangelista de Souza. Entre suas ações para o impulso da economia, estão: criação de estaleiros e fundições, companhias de linhas telegráficas, ferrovias, iluminação a gás, transporte urbano, entre outros negócios. O Barão tinha, até mesmo, bancos no Brasil e no exterior. Porém, o crescimento industrial brasileiro incomodava a elite rural escravista e os países concorrentes.
 Essa situação levaria o Barão a um processo de falência. O mercado interno ainda não estava completamente estabilizado, pois os escravos não tinham participação nas trocas monetárias e as relações de mercado não se desenvolviam de forma plena. A constante oposição dos senhores rurais freavam o crescimento econômico, além de Mauá possuir diversos inimigos no Brasil e no exterior. Devido a isso, as transformações na economia tornaram-se ações isoladas de alguns empresários. Na verdade o Brasil ainda estava dominado pela elite rural arcaica, o que acabou gerando o fim da Era Mauá.
 Apesar disso, muitos cafeicultores passaram a investir parte dos lucros, obtidos com a exportação do café, no estabelecimento de indústrias, principalmente em São Paulo e Rio de Janeiro. Eram fábricas de tecidos, calçados e outros produtos de fabricação mais simples. A mão-de-obra usadas nestas fábricas eram, na maioria, formada por imigrantes italianos.
No início do século XX, as fábricas de tecidos, roupas, alimentos, bebidas e fumo eram responsáveis por aproximadamente 70% da produção industrial brasileira. Nosso país estava voltado numa política de SUBSTITUIÇÃO DAS IMPORTAÇÕES (foi a saída encontrada para amenizar as dificuldades, em meio à guerra, de importações de produtos industrializados que nesse momento alcançaram elevados preços, além do fato de que a inoperância agrário-exportadora, em meio à guerra mundial, incita no país o deslocamento dos investimentos para o setor industrial, que passa a produzir produtos até então adquiridos por importação e a paulatinamente se voltar para o mercado interno).

O advento da Primeira Guerra Mundial contribuiu para esse cenário , uma vez que a Europa estava em crise, apesar que os EUA começavam a ganhar força em nosso país. Porém, a crise de 1929 irá mudar tudo isso.





SEGUNDA REVOLUÇÃO INDUSTRIAL BRASILEIRA

PERÍODO VARGAS:


Durante o primeiro governo de Getúlio Vargas (1930-1945) que a indústria nacional  ganhou um grande impulso. Getúlio teve como objetivo principal efetivar a industrialização do país, privilegiando as indústrias nacionais, para não deixar o Brasil cair na dependência externa.
Suas leis eram voltadas para a regulamentação do mercado de trabalho, medidas protecionistas e investimentos em infra-estrutura,e com isso a indústria nacional cresceu significativamente nas décadas de 1930-1940. Porém, este desenvolvimento continuou restrito aos grandes centros urbanos da região sudeste, provocando uma grande disparidade no resto do país.

       Outro fato importante está relacionado a questão da Segunda Guerra Mundial (1939-45) que acabou por alavancar nossa indústria, pois, os países europeus, estavam com suas indústrias arrasadas, necessitando importar produtos industrializados de outros países, entre eles o Brasil.Vargas criou  a CLT(Consolidação das Leis Trabalhistas), que ajudou a organizar as relações de trabalho em nosso país acelerando o nosso crescimento econômico. 

Entre as empresas estatais criadas por Vargas, podemos citar a Companhia Siderúrgica Nacional (1940), a Companhia Vale do Rio Doce (1942), a Fábrica Nacional de Motores (1943) e a Hidrelétrica do Vale do São Francisco (1945).Mais tarde , em seu segundo mandato, seria criada a Petrobras em 1953.


Período JK



Durante a chamada “Era JK”, ou seja , no governo de Juscelino Kubitschek (1956 -1960) o desenvolvimento industrial brasileiro ganhou novos rumos e feições. Juscelino abriu a economia para o capital internacional, atraindo indústrias multinacionais. 
Nesse período ocorreu a instalação de montadoras de veículos internacionais (Ford, General Motors, Volkswagen e Willys) em território brasileiro nacional. Também nesse momento, nossa  matriz de transporte iria sofrer grandes mudanças, uma vez que nos tornaríamos um país cada vez mais rodoviarista, que de certa forma era uma “imposição” das indústrias automobilísticas que estavam vindo para o Brasil. As ferrovias iriam perder espaço no transporte nacional.


O Período Militar

Castelo Branco - Costa e Silva - Médici - Geisel - Figueiredo

Podemos entender que o regime militar em nosso país boi baseado no binômio segurança-desenvolvimento, ou seja, um modelo de crescimento econômico instaurado pela ditadura que contava com recursos do capital externo, do empresariado brasileiro e com a participação do próprio Estado como agente econômico. O PNB cresce, em média, 10% ao ano entre 1968 e 1973.
Asa base do “Milagre” apostava nas exportações para obter parte das divisas necessárias às importações de máquinas, equipamentos e matérias-primas. O crescimento do mercado mundial, na época, favorece essa estratégia, mas é a política de incentivos governamentais aos exportadores que garante seu sucesso. Para estimular a indústria, Delfim Netto expande o sistema de crédito ao consumidor e garante à classe média o acesso aos bens de consumo duráveis. Tudo parecia perfeito até que a primeira crise do petróleo põe fim a “farra” e expõe a verdadeira tragédia brasileira: um país com grandes disparidades econômicas e sociais e que estava vivendo também uma forte repressão ditatorial com os chamados “Anos e chumbo”.

Os "ANOS DE CHUMBO"

Leiam a seguir esse interessante artigo a respeito dos chamados "Anos de Chumbo"


Os indicadores de qualidade de vida da população despencam. A mortalidade infantil no Estado de São Paulo, o mais rico do país, salta de 70 por mil nascidos vivos em 1964 para 91,7 por mil em 1971. No mesmo ano, registra-se a existência de 600 mil menores abandonados na Grande São Paulo. Em 1972, de 3.950 municípios do país, apenas 2.638 têm abastecimento de água. Três anos depois um relatório do Banco Mundial mostra que 70 milhões de brasileiros são desnutridos, o equivalente a 65,4% da população, na época de 107 milhões de pessoas. O Brasil tem o 9º PNB do mundo, mas em desnutrição perde apenas para Índia, Indonésia, Bangladesh, Paquistão e Filipinas.
Portanto, com o ingresso dos militares no governo do país, no ano de 1964, as medidas produtivas tiveram novos rumos, como a intensificação da entrada de empresas e capitais de origem estrangeira comprometendo o crescimento autônomo do país, que resultou no incremento da dependência econômica, industrial e tecnológica em relação aos países de economias consolidadas. A chamada “Década Perdida”(1980), teve sua gênese

Período Pós-Ditadura


Governo Sarney- 1985 – 1990

Sarney e Tancredo Neves


         Entrou no lugar de Tancredo Neves que tinha vencido as eleições indiretas no ano anterior , mas acabou morrendo antes da posse. Presidente da transição para a democracia, enfrentou um período de inflação descontrolada através de diversos planos, sendo o Plano Cruzado o que teve sucesso por mais tempo. Colecionou vários problemas e desacertos em seu governo, deixando de pagar o FMI; mudando de moeda várias vezes, criando planos de combate a inflação que acabaram sendo grandes fracassos(Plano Cruzado,Plano Bresser e Plano Verão), fez várias concessões políticas a seus grupos de sustentação impediram a manutenção de uma política econômica austera.



Governo Fernando Collor de Melo - 1990 – 1992




         Foi o primeiro presidente brasileiro eleito por voto direto depois da ditadura militar e o único, até agora, a sofrer um processo de Impeachment.Com o seu discurso anti-corrupção e modernizador, encantou milhões de brasileiros que votaram nele. Implantou o Plano Collor, que revoltou a população ao impedir saques de contas particulares e poupanças nos bancos acima de uma determinada quantia. Collor foi responsável pela abertura de  mercado para a entrada de produtos estrangeiros. Mesmo buscando manter uma imagem de herói junto à população, sofreu um processo de Impeachment por corrupção e renunciou ao seu cargo. O neoliberalismo aparece de forma “tímida” em seu governo. A telefonia , a indústria automobilística e a informática seriam bastante transformadas a partir de seu governo em nosso país.



 Governo Itamar Franco  -1992 – 1994



         Por ser o vice de Fernando Collor de Melo, assumiu a presidência em caráter definitivo, em 29 de dezembro de 1992, após sua renúncia. Enfrentando novamente o retorno da inflação, deu início ao processo de desindexação que levou ao Plano Real.Deixou o mandato em 1 de janeiro de 1995, com índice de popularidade entre os mais altos da República.



Governo Fernando Henrique Cardoso -FHC - 1994 – 2003 



         FHC assumiu prometendo vincular o projeto econômico com o sócial.Foi o responsável pela implementação do PLANO REAL, ainda no governo Itamar, quando era o Ministro da Fazenda. Reduziu significativamente a inflação e iniciou o processo de privatização das empresas estatais, enfrentando protestos. Seu governo foi marcada pelo NEOLIBERALISMO(Estado Mínimo), conseguindo aprovar no Congresso Nacional várias emendas à Constituição, inclusive a que permite a sua própria reeleição.Em seu primeiro mandato, nossa moeda tinha um câmbio fixo(moeda forte), baseada em empréstimos estrangeiros, venda de estatais,superávit primário etc.Porém, no seu segundo mandato as coisas desandaram e enfrentamos uma grande crise. Logo no início do mandato, o real foi desvalorizado e trocamos o câmbio fixo pelo câmbio flutuante(flexível, onde a taxa de câmbio oscila exclusivamente em função da oferta e demanda no mercado).


Governo Lula - 2003 – 2010

         O governo Lula foi marcado por altos e baixos, mas teve um grande papel no processo democrático nacional e em inúmeras melhorias sociais e econômicas em nosso país. Vamos elencar a seguir alguns programas e atitudes do governo Lula:


     - Renda aos mais pobres - através do Bolsa Família e demais políticas sociais, transferiu-se considerável soma de recursos para as famílias mais pobres do Brasil, a ponto de retirar 20 milhões de pessoas da miséria. Embora o Bolsa Família distribua como renda apenas 0,4% do PIB, e a seguridade social 7%, o fato é que, hoje, 70% das moradias possuem eletrodomésticos como geladeira, TV, fogão e máquina de lavar roupa. O aumento anual do salário mínimo acima do índice da inflação dilatou o poder de consumo da população brasileira.

     - Estabilidade econômica - a inflação manteve-se abaixo de 5% e o salário mínimo corresponde, hoje, a mais de US$ 200. Isso permitiu ao consumidor planejar melhor suas compras, o que foi facilitado por uma política de créditos consignados e a longo prazo, apesar de as taxas de juros serem ainda elevadas.
     - Não criminalização dos movimentos sociais - embora as ocupações do MST, dos movimentos de moradia e de barragens causassem inquietação às autoridades, não houve repressão policial-militar e o governo buscou, ainda que timidamente, diálogo com lideranças populares.     

 - Soberania - ao rechaçar a ALCA e zerar as dívidas do Brasil com o FMI, o governo Lula afirmou o Brasil como país soberano e independente. O que lhe permitiu manter confortável distância da Casa Branca e se aproximar da África, dos países árabes e da Ásia, a ponto de enfraquecer o G8 e fortalecer o G20, do qual participam países em desenvolvimento. Estreitou relações com a África do Sul, a Índia e a China, e rompeu o “eixo do mal” de Bush ao defender Cuba, Venezuela e Irã.

     - Falar à alma do povo - Lula preferiu abandonar os discursos escritos e as rubricas protocolares para alimentar sua empatia com o cidadão comum, utilizando uma linguagem popular, sem “economês” ou expressões acadêmicas. Muitas vezes externou seus sentimentos sem pudor, deixou que a emoção o levasse às lágrimas e a raiva o fizesse usar as mesmas expressões que a gente simples do povo usa quando lhe “pisam no calo”.


   Por outro lado, o governo Lula também deixou algumas questões sem resolver e que ainda refletem no governo Dilma:


     - Arquivos da ditadura – embora integrado por inúmeras vítimas da ditadura militar, a começar do presidente da República, o governo Lula jamais usou sua prerrogativa de comandante supremo das Forças Armadas para obrigá-las a abrir os arquivos dos anos de chumbo. Nem apoiou iniciativas para que os responsáveis pelos crimes da ditadura fossem levados à barra dos tribunais.
     - Reformas estruturais – o governo termina sem que, nos oito anos de mandato, tenha sido feita qualquer reforma estrutural, como a agrária, a política, a tributária etc. Se os mais pobres mereceram recursos anuais de R$ 30 bilhões, os mais ricos, através do mercado financeiro, foram agraciados, no mesmo período, com mais de R$ 300 bilhões, o que evitou a redução da desigualdade social.

     - Educação – o investimento no setor não superou 5% do PIB, quando a Constituição exige ao menos 8%. Embora o acesso ao ensino fundamental tenha se universalizado, o Brasil se compara, no IDH da ONU, ao Zimbabwe em matéria de qualidade na educação. Os professores são mal remunerados, as escolas não dispõem de recursos eletrônicos, a evasão escolar é acentuada. Os programas de alfabetização de adultos fracassaram e o MEC se mostrou desastrado na aplicação do Enem. De positivo, a ampliação das escolas técnicas e das universidades públicas, o sistema de cotas e o ProUni.
     - Saúde – o SUS continuou deficiente, enquanto o atendimento de saúde é progressivamente privatizado. Hoje, aproximadamente 44 milhões de brasileiros estão inscritos em planos de saúde da iniciativa privada. Mais de 50% dos domicílios do país não possuem saneamento, os alimentos transgênicos são vendidos sem advertência ao consumidor, os direitos das pessoas portadoras de deficiências não são devidamente assegurados.


GOVERNO DILMA


    O governo Dilma seu continuidade aos programas do governo Lula e também vem implementando novos programas.
    No início de seu governo enfrentou algumas desconfianças internacionais, mas que logo foram superadas.Mesmo com um crescimento econômico baixo, o Brasil segue tentando superar a crise mundial que afetou a Europa e os EUA.Ultrapassamos o PIB da economia do Reino Unido, passando a ser a 6ª economia do planeta. Estávamos nadando de braçada.
    O mundo em crise e nós em um "céu de brigadeiro".Mal começou o ano de 2012 e a outra face da realidade bateu a nossa porta. O IBGE divulgou o resultado do PIB de 2011, crescimento de 2,7%, mostrando forte desaceleração em relação ao crescimento de 7,5% registrado em 2010. A participação do setor industrial no PIB recuou para 14,6% ante 16,2% em 2010.


A INDÚSTRIA HOJE:


No fim do século XX e início do século XXI houve um razoável crescimento econômico no país, promovendo uma melhoria na qualidade de vida da população brasileira, além de maior acesso ao consumo. Houve também a estabilidade da moeda, além de outros fatores que foram determinantes para o progresso gradativo do Brasil.
A partir da segunda metade da década de 1980 a  difusão do ideário neoliberal foi aos poucos colocando para fora da arena as políticas estruturantes pensadas em macro-escalas. A partir deste período a localização produtiva passou a ser cada vez mais ditada pela ótica da acumulação privada, inaugurando-se um período de concorrência entre localidades para atração de investimentos privados, tendo como um de seus principais sintomas a “Guerra Fiscal”. O motor do crescimento deixa de ser a integração ao sistema econômico nacional e passa a ser a integração direta, sem mediação, ao fluxo internacional de acumulação do capital, o que contribuiu para a ampliação da heterogeneidade estrutural inter-setorial, intra-setorial (entre empresas exportadoras e não exportadoras) e intra-firma (entre produtos de linhas de produção “atualizados” e tradicionais).
Como resultado a partir de 1985, e de forma mais acentuada depois de 1989, ocorreu uma reversão no processo de desconcentração industrial e, principalmente, o interior paulista passou a apresentar um aumento de sua participação na produção industrial, fundamentalmente em produtos com maior intensidade tecnológica.





PROF Kléber


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segunda-feira, 7 de abril de 2014

PROFESSOR VICENTE FAZ O LANÇAMENTO DE SEU LIVRO NA II BIENAL DO LIVRO DE BRASIÍLIA

Oi pessoal do Centrão, nosso querido professor Vicente Geraldo de Melo vai fazer o lançamento de seu mais novo livro "A SAGA DE UM CANDANGO" no dia 18 de Abril na II Bienal do Livro e da Leitura de Brasília às 16:00 no Espaço Bienal  - Café Literário Jorge Ferreira.
            Vamos prestigiar esse nosso brilhante professor e dar uma passada por lá .
            PARABÉNS VICENTE, você nos honra com sua inteligência, competência e humildade.


          Estou muito feliz pelo meu colega de trabalho, que tem nesse livro uma epopeia do início da trajetória    da  construção de Brasília. Vale a pena vocês lerem esse magnífico livro.






Kléber Caverna


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