sábado, 8 de março de 2014

SOMOS MAIS DE 200 MILHÕES DE HABITANTES NO BRASIL

-Somos mais de 200 milhões de habitantes no Brasil, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - IBGE.


 -Segundo estudos feitos pelo IBGE, a  população  de nosso país irá chegar no seu ponto máximo de crescimento em 2042, quando chegará a 228,4 milhões de habitantes, e a partir de então vai começar a diminuir.


-Além disso, a queda da taxa de natalidade e o aumento da expectativa de vida vai triplicar o índice de idosos no país, fazendo com que em 2060 o Brasil tenha dois habitantes com mais de 65 anos para cada criança.


-O IBGE estima que a população atual é de 201.032.714 habitantes,e ainda irá aumentar para  212,1 milhões em 2020, até alcançar o máximo de 228,4 em 2042.

-Estudos feitos pelo IBGE, indicam que a partir de 2042 nossa população começará a decrescer, atingindo o valor de 218,2 em 2060, nível equivalente ao projetado para 2025.

-Brasil encolherá quase uma cidade de São Paulo entre 2042 e 2060, diz IBGE.Dados divulgados nesta quinta-feira (29/8/2013) mostram que, de 2042, quando o contingente populacional atingirá seu ápice, com 228 milhões de pessoas, até 2060, ano em que haverá 218,1 milhões de habitantes no Brasil, o país perderá 10,1 milhões de habitantes. O número chega próximo à perda de uma cidade de São Paulo. Segundo o Censo de 2010, a capital paulista tem 11,2 milhões de habitantes.




-Tomando por base estes estudos , as mulheres brasileiras terão cada vez menos filhos, e serão mães pela primeira vez cada vez mais velhas.


-Em 2013, a média é que cada mulher tem 1,77 filho, tendo sido projetado para 1,61 filho em média por mulher em 2020 até atingir 1,5 filho em média por mulher em 2030.



-O IBGE destaca que a  média de idade das "mães de primeira viagem" atualmente é de 26,9 anos e este índice atingirá 28 anos em 2020 e 29,3 anos em 2030.

-O número de idosos na atualidade é de 7,4% da população brasileira. Em 2060, eles serão 26,7%. Serão dois idosos para cada criança.


-Temos que chamar a atenção para um fato muito importante, que é o envelhecimento populacional que irá afetar diretamente setores como os da saúde pública e previdência privada.

-Segundo estudo feito pelo IBGE nossa esperança/expectativa de vida ao nascer vai aumentar. Em 2013, o bebê nasce com expectativa de viver 71,2 anos se for menino e 74,8 anos se for menina.

 
-No ano de 2060, estes valores serão 77,8 para homens e 81 anos para as mulheres, configurando um ganho de 6,6 anos médios de vida para os homens e 6,2 anos para as mulheres.


-A esperança de vida ao nascer deve atingir os 80,0 anos em 2041, chegando a 81,2 anos em 2060.

-Já entre as unidades da Federação, a esperança de vida em Santa Catarina deve alcançar os 80,2 anos já em 2020. Nesse mesmo ano, o Maranhão deve ser o estado com esperança de vida mais baixa (71,7 anos), mas deve chegar a 74,0 anos em 2030 e, assim, ultrapassar Rondônia e Piauí, que estarão com esperanças de vida em 73,8 e 73,4 anos, respectivamente.

-Bahia deve ter maior saldo migratório negativo e Santa Catarina, o maior saldo positivo. A tendência dos volumes migratórios é de redução, em termos de saldo migratório (entrada de imigrantes menos a saída de emigrantes), a projeção indica que, em 2020 e 2030, a Bahia deve ter o saldo migratório com os maiores valores negativos, -46,6 mil e -39,3 mil, respectivamente.

-Nos mesmos anos, Maranhão, Rio Grande do Sul, Ceará, Alagoas, Piauí e Pernambuco também terão saldos migratórios negativos ainda expressivos, acima de 10 mil emigrantes.

-Já as unidades da Federação que devem ter os maiores saldos positivos, acima de 10 mil imigrantes, nos dois anos são Santa Catarina, São Paulo, Goiás, Distrito Federal e Espírito Santo. Santa Catarina deve se manter na liderança, com um saldo de 37,1 mil imigrantes s em 2020 e 34,3 mil em 2030.

-De acordo com as projeções para a migração internacional, o percentual de pessoas que sairá do país vai aumentar até 2020, quando atingirá 0,001 da população. A partir de então, a taxa vai cair até 2035, quando o percentual será o mais baixo desde o ano 2000, em torno de 0,0002.

 


Prof. Kléber


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POPULAÇÃO BRASILEIRA : UMA ANÁLISE GERAL


A população brasileira vem passando por grandes mudanças, principalmente a partir do final do século XIX.Observe o gráfico do crescimento demográfico brasileiro, tomando por base o primeiro censo oficial em 1872 até o censo 2010.





-No século XX, nossa população multiplicou por dez, uma  vez que em 1900 residiam no Brasil cerca de 17 milhões de pessoas e tomando por base o censo 2000 , já éramos quase 170 milhões.

- Desde o primeiro censo (1872) ocorreram várias mudanças no padrão da evolução demográfica brasileira.

-Nas três primeiras décadas do século passado,ou seja, até o início da década de 1930 o crescimento da população do Brasil contou com forte contribuição da imigração.

- A partir de 1934, com a adoção da "Lei de Cotas" que estabelecia limites à entrada de imigrantes,o aumento da população dependeu, principalmente,do crescimento vegetativo(CV)

OBS: CV : Consiste na diferença entre a taxa de natalidade e a taxa de mortalidade.
                        
 C.V. = TN(taxa de natalidade) – TM(taxa de mortalidade)



-A partir do final da  Segunda Guerra Mundial nosso  crescimento tornou-se acelerado, devido à diminuição das taxas de mortalidade.

-Essa situação pode ser explicada por vários fatores, onde podemos destacar a expansão da rede de esgoto, acesso à água encanada, campanhas de vacinação em massa, acesso a medicamentos básicos, etc.No período entre 1940 a 1960 foi registrada a maior evolução das taxas de crescimento populacional, atingindo em 1960 a taxa de 2,9% a.a. (ao ano - ou 29%0 a.a.). 

-Este período marcou a primeira fase de transição demográfica brasileira.

-A partir da década de 1960, teve início um processo de desaceleração demográfica contínua, ou seja, a diminuição das taxas de natalidade passou a ser maior que a das taxas de mortalidade, registrando em 2000 um crescimento demográfico de 1,6% a.a., com tendência à queda.

- Essa nova mudança no padrão do crescimento populacional brasileiro mostra uma situação típica da segunda fase de transição demográfica.

 


-Fica evidente, pelo gráfico anterior, que está ocorrendo uma mudança de grandes proporções na demografia brasileira, a transição demográfica, que terá implicações significativas para as políticas públicas no Brasil.



-Na figura anterior, podemos inferir que a população de jovens, que vinha crescendo há muito tempo, atingiu seu ponto mais elevado em 2007, ficará estável por mais 20 anos ao nível de 87 milhões de jovens e passará a declinar partir de 2027.Também podemos observar que a população de adultos continuará crescendo a taxas elevadas (mas decrescentes) por mais 40 anos, quando então se estabilizará.Por fim, observa-se também que a população de idosos aumentará a taxas crescentes, chegando a 49 milhões de pessoas em 2050.



-Essa situação leva a inúmeras consequências, onde podemos dar destaque:





Em primeiro lugar, a transição demográfica alterará a composição do gasto público, por exemplo na educação, onde o Brasil tem tido dificuldades para aumentar o gasto por aluno, pois, além da população jovem ter crescido rapidamente desde sempre, a proporção de jovens que frequenta a escola também passou a crescer a partir do início da década de 90.A partir de agora, o tamanho da população jovem parou e o número de crianças está diminuindo, o que significa que, mesmo se o Brasil continuar gastando a mesma porcentagem do PIB com educação, os gastos reais por aluno devem aumentar sem necessidade de esforço adicional.




Outro ponto a se destacar são os gastos com políticas de distribuição de renda, onde os gastos totais com programas de transferência de renda, como o Bolsa Família,Minha Casa, Minha Vida  tenderão a diminuir ao longo do tempo, mesmo se o valor de cada bolsa permanecer constante em termos reais, pois dependem do número de famílias com crianças.







Outro ponto importante é que a expectativa de vida da população tende a continuar crescendo, os gastos públicos com saúde terão que ser redirecionados de setores como a pediatria, vacinação e acompanhamento pré-natal para as doenças associadas ao envelhecimento. As implicações disto para a regulação do setor de seguros na área de saúde não são nada desprezíveis nesse novo contexto.




Há de se dar destaque também o fato de que a criminalidade e a taxa de homicídios também tendem a parar de crescer no curto prazo e começar a declinar, juntamente com a população jovem, a partir do final da década de 2020 do século XXI.Muitos estudos mostram que os episódios de homicídios e mortes violentas concentram-se entre os mais jovens. A queda na criminalidade, por sua vez, tenderá a provocar uma menor pressão sobre os gastos públicos com segurança e nos gastos privados com empresas de segurança e seguros contra roubos e furtos.




Pelos dados mais recentes divulgados pelo censo de 2010, fica evidente que a mulher brasileira tem em média 1,9 filhos, que é a nossa taxa de fecundidade. Isto significa que o Brasil já atingiu o chamado nível de reposição, ou seja, se esta taxa permanecer constante no futuro próximo, a população brasileira parará de crescer a partir de meados deste século. 




Com esses dados fica evidenciado a rapidez da transição demográfica que está ocorrendo no Brasil. Em pouco tempo, vamos passar de um país jovem para um país com crescimento populacional zero, que terá que sustentar uma população crescente de idosos através de uma população adulta cada vez menor. Este é o problema que alguns países europeus estão enfrentando no momento. O que mais preocupa é que essa taxa de fecundidade deverá cair ainda mais, graças ao avanço educacional que tem ocorrido nos últimos anos.



Tudo isso interfere na Taxa de Fecundidade(o número médio de filhos por mulher depende muito do seu nível educacional. As mulheres com menos de três anos de escolaridade média têm em média 3,3 filhos, enquanto as mais escolarizadas (com pelo menos o ensino médio) têm apenas 1,6 filho.Esta diferença provoca uma diminuição da renda per capita e do bem-estar das famílias mais pobres, logo a redução da taxa de fecundidade que ainda continua a ocorrer nestas famílias ,quando é de livre arbítrio, é sempre muito bem-vinda.



Por fim,quero ressaltar que à rápida diminuição na proporção de mulheres menos escolarizadas, significa que a taxa de fecundidade cairá abaixo do nível de reposição mais cedo do que possamos imaginar. Sendo assim,em breve nós teremos que incentivar a migração para o Brasil para suprir a falta de mão-de-obra necessária para produzir bens e para sustentar as crianças e os idosos, como muitos países ricos europeus já estão fazendo hoje em dia.




PRINCIPAIS CARACTERÍSTICAS DA POPULAÇÃO BRASILEIRA:

-Nosso país vem passando por profundas mudanças na sua composição demográfica, onde podemos destacar:

-Queda da taxa de fecundidade(média de número de filhos por mulher em idade de procriar, entre 15 a 49 anos):  esse é um dos principais fatores para a queda das taxas de crescimento populacional no Brasil, que caiu de 6,3 filhos, em 1960, para 2,0 filhos, em 2006, e 1,8 filhos,em 2008,sendo que no último censo demográfico de 2010 ocorreu um pequeno aumento passando para 1,9 filhos por mulher. Esta nova situação comparada as décadas anteriores nos mostra que as famílias brasileiras estão diminuindo.



-Mesmo com o crescimento cada vez mais lento, a população brasileira deverá chegou a mais de 192 milhões de habitantes no final de 2010 e em 2012 beirava os 194 milhões de habitantes, sendo que o número de brasileiros mais que dobrou em 35 anos, uma vez que em 1970 havia 90 milhões de pessoas no país. Apenas nos últimos cinco anos - 2000 e 2005 - cerca 15 milhões de habitantes foram acrescentados ao país.


-É importante destacarmos que a intensa urbanização brasileira, principalmente a partir da década de 1960, foi uma das principais responsáveis pela redução das taxas de fecundidade e a conseqüente queda das taxas de crescimento demográfico.


-O acesso a informação e aos métodos de contra-concepção são maiores e foi justamente a partir deste período que a pílula anticoncepcional passou a ser difundida na sociedade brasileira.



A presença cada vez maior de mulheres chefes de família , que engrossaram o mercado de trabalho urbano também é um fator relevante para esta nova situação demográfica nacional.


-Cada vez mais as famílias passaram a dispor de menos tempo para se dedicar aos filhos e na cidade as despesas com a criação e formação da criança são maiores que no meio rural, constituindo um fator inibidor para a formação de famílias numerosas. 



-Segundo o IBGE, nossa população estava  assim composta por grupos étnicos( 2000):


             Pardos:------------------------42,6%
                       Brancos:----------------------49,7%

             Negros:------------------------06,9%

             Indígenas:--------------------00,3%

             Amarelos:---------------------00,5%


ESTRUTURAS DEMOGRÁFICAS DO BRASIL:

I-ETÁRIA:

A pirâmide etária brasileira tem se modificado a cada década. Sua forma revela uma situação intermediária entre as duas primeiras pirâmides apresentadas, de acordo com as alterações recentes ocorridas do padrão demográfico brasileiro. Observe estas mudanças através da sobreposição das pirâmides de 1980 a 2000.



-Perceba que Até o início dos anos 80, a estrutura etária da população brasileira, revelada pelos Censos Demográficos, vinha mostrando traços bem marcados de uma população predominantemente jovem, porém, com a generalização das práticas anticonceptivas durante os anos 80 do século passado, resultou no declínio da natalidade, o que se refletiu no estreitamento da base da pirâmide etária e na redução do contingente de jovens: compare na pirâmide abaixo, os dados para 1980, 1991 e 2000.

II-ECONÔMICA:

Setor Primário:


É  responsável pela produção de matérias primas, como a agricultura, a pecuária, a pesca e o extrativismo mineral.No Brasil, o Setor Primário começa a desenvolver nas regiões Centro-Oeste, Sul e Sudeste grandes regiões de  plantações de soja, milho e cana-de-açúcar , utilizando cada vez mais  maquinas, porém, a agropecuária de subsistência ainda é bastante observada. Nas regiões Norte e Nordeste, ainda há o predomínio de agricultura de subsistência, para baixos índices de produção e, muitas vezes, com altos níveis de desperdício de alimentos na hora da comercialização.

Setor Secundário:







Este setor inclui os setores da economia que transformam produtos, como indústrias e construção civil. No Brasil, o Setor Secundário foi iniciado tardiamente  e somente após a Segunda Guerra é que foram feitos os primeiros esforços para a substituição das importações. A partir da Ditadura, o Brasil passa pelo ” Milagre econômico ” ,no qual foram feitos grandes investimentos em infra-estrutura. A partir da década de 1980, por causa de sucessivas recessões, esse setor passou a perder  participação no PIB para o Setor de serviços.

Setor Terciário:

O Setor terciário engloba as atividades de serviços e comércio de produtos. O Setor Terciário envolve as provisões de serviços tanto para outros negócios como para consumidores finais. Estes podem estar envolvidos como transportes, vendas e distribuição de bens dos produtores aos consumidores; podem ser também de outros serviços não-ligados diretamente ao produto final, como controle de pragas e entretenimento.Este setor é bastante desenvolvido em nosso país , apesar de apresentar uma grande parcela de hipertrofia do terciário.

MIGRAÇÕES POPULACIONAIS

-Nosso país apresentou desde o seu descobrimento inúmeros movimentos migratórios.Durante os diversos “ciclos”econômicos brasileiros, inúmeras migrações foram verificadas.

-É importante destacarmos que a maior parte de nossas migrações estão relacionadas as questões de caráter econômico.

-Veja a seguir alguns dos principais fluxos migratórios do século XIX ao século XX




PRINCIPAIS TIPOS DE MIGRAÇÕES EM NOSSO PAÍS: 


I- INTERNAS


-Nossas migrações internas sempre foram muito intensas, como por exemplo a de habitantes do Nordeste que migraram em massa para o Centro-sul do Brasil com o declínio da cana de açúcar e o desenvolvimento da mineração, ou a de nordestinos que migraram para a Amazônia no chamado "Boom da borracha" no final do século XlX.

-Com a forte industrialização nas décadas de 1960 e 1970, passamos a viver de forma mais intensa migrações internas no território nacional, como a de nordestinos em direção das grandes metrópoles brasileiras, Rio e São Paulo, e o intenso êxodo rural, que fez o Brasil se tornar um país predominantemente urbano em um espaço de menos de três décadas.

-Na década de 1970 os fluxos migratórios se direcionaram para a Amazônia, fruto da política de ocupação do território nacional imposta pelos militares, chamada "integrar para não entregar".



-Hoje em dia , as antigas metrópoles industriais não são mais os locais preferidos por migrantes, por conta do processo de desconcentração industrial, novas áreas do país passam a ser pólo de atração desses cidadãos, como o interior de S. Paulo, do Paraná, etc.

-É claro que as migrações continuam a ser muito comuns no Brasil, tanto do campo para a cidade, assim como as urbano-urbano.

-Em nossas grandes metrópoles as migrações pendulares, assim como a migração sazonal em regiões como o Nordeste ainda são muito comuns.


-Entenda as principais migrações internas em nosso país:


-Êxodo rural: 


Deslocamento de pessoas do meio rural para o meio urbano. Ocorre principalmente nos países subdesenvolvidos e sobretudo naqueles que experimentam um processo rápido de industrialização.Muitos podem ser  os motivos para o êxodo rural, tais como conflitos no campo;fatores climáticos, deficiências de infraestruturas; busca de melhoria de vida.O êxodo rural gera um processo de urbanização.   


-Êxodo Urbano: 

O movimento populacional ocorre da área urbana para a área rural. Este tipo de migração não é muito comum, todavia, devido à violência, poluição e outros problemas dos grandes centros urbanos, a migração para estas áreas rurais tende a crescer (em busca de melhor qualidade de vida).

-Transumância





É um tipo de migração periódica (sazonal) e reversível (ida e volta) determinada pelo clima.É típico em regiões montanhosas, envolvendo pastores que durante o inverno trazem suas , ovelhas para a base da montanha e no verão vão para as áreas mais elevadas, devido o calor.No Brasil podemos destacar como exemplo quando,normalmente, em março para de chover no sertão, os pequenos e médios proprietários são obrigados a migrar para o Agreste ou para a Zona da Mata, em busca de uma ocupação que lhes permita sobreviver até dezembro, quando volta a chover no sertão e eles retornam as suas propriedades.Outro exemplo comum é o movimento praticado pelos bóias-frias volantes, que não possuem residência fixa. O trabalho volante é temporário, só ocorre durante o período do plantio da colheita. Tal situação obriga os trabalhadores a migrar de cidade em cidade atrás de serviço.

-Migração intra-regional: ocorre dentro da mesma região.Exemplo: Migração da área rural para os centros urbanos, em busca de melhores condições de vida.


-Pendular: é um deslocamento diário/urbano, da preferia pra o centro e do centro para a periferia, sendo realizado em um período de tempo curto.


-Migração urbano-urbano: ocorre com a transferência de indivíduos de uma cidade para outra.


II- EXTERNAS

-Em nosso país os movimentos migratórios sempre foram muito intensos, as primeiras migrações podem ser consideradas as feitas pelos europeus, e negros africanos que foram forçados a virem no Brasil.

-Durante séculos inúmeros grupos de estrangeiros vieram para o Brasil. Tivemos muitas migrações de importância fundamental para o país, como por exemplo a dos migrantes italianos e alemães no século XlX, assim como de espanhóis, eslavos, japoneses, árabes, portugueses, dentre outros.
  
-Durante séculos o Brasil foi um país que tinha um grande processo de crescimento demográfico associado, principalmente , a entrada de imigrantes. Até meados do século XX, nosso país era tipicamente voltado a imigração.A  partir da 2ª Guerra Mundial, passa a haver uma inversão nos fluxos, de imigratório o país torna-se de emigração.

-Atualmente, são milhões os brasileiros que vivem fora, principalmente em países como os EUA, Japão, Espanha, Portugal,Austrália etc.

-Os principais motivos que contribuem para que muitos brasileiros migrem para o exterior são de ordem sócio econômica, ou seja, a imensa maioria dos brasileiros que daqui saem vão em busca de melhores condições de vida, emprego, salários em outros países.

-É importante que não nos esqueçamos que na maioria das vezes os brasileiros que vão se aventurar no exterior não são bem recebidos onde chegam, e passam a ocupar em geral os postos de trabalho relegados pelas populações dos países para onde imigraram.

-Outro fenômeno a ser salientado é a fuga de cérebros.Nesse caso, atraídos pela escassez de oportunidades de trabalho para mão-de-obra bem qualificada, brasileiros com alto nível de instrução estão, cada vez mais, migrando para Europa e América do Norte.

-Para que possamos ter uma ideia, de 1996 a 2006, o número de brasileiros que receberam visto dos Estados Unidos, dado somente a profissionais de alta qualificação, aumentou 185%., ao passo que de 1990 a 2000, quase dobrou – de 1,7% para 3,3% – a proporção de brasileiros com nível superior vivendo nos 30 países da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), que reúne, na maioria, nações ricas da Europa, Ásia e América do Norte.

Entenda as principais migrações externas :

Emigração: quando o movimento é de saída de um determinado país.Sendo assim, quando alguém deixa o local de origem (a pátria) com intenção de se estabelecer em um país estranho, ele é denominado na sua pátria por emigrante.

Imigração: quando o movimento é de entrada em um determinado país.Portanto, a imigração é o fenômeno protagonizado pelo mesmo indivíduo, mas visto pela perspectiva do país que o acolhe. Ou seja, é a entrada de quem vem do exterior para fins de trabalho e/ou residência, passando a ser denominado por imigrante.









Professor Kléber.









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