quarta-feira, 19 de outubro de 2011

ESPAÇO GEOGRÁFICO

Tendo como objeto de estudo o espaço geográfico, você vai ver que os métodos da ciência chamada Geografia vão além de descrever a superfície da Terra, as montanhas, os rios, os vales.






Fonte: Globo.com

domingo, 16 de outubro de 2011

ENEM - ANÁLISE DAS PROVAS DE 2009 e 2010

Veja a seguir as análises a respeito das questões de GEOGRAFIA das provas do ENEM de 2009 e 2010:




ENEM – PROVA/2009 -GEOGRAFIA - CADERNO AZUL                     QUESTÕES ( 75 a 90)
75- Migrações internas  no Brasil e suas consequências regionais
76- América do Sul – agropecuária e seus impactos
77 –Agropecuária/Brasil – conflitos no campo – análise de mapa
78-Agropecuária /Brasil - estruturas fundiárias - análise de gráfico
79-Agropecuária/Brasil – conflitos no campo/organismos de luta
80-Extrativismo mineral/mundo – relação entre fornecedores e compradores/impactos ao meio ambiente
81-Política ambiental - Relatório Brundtland / desenvolvimento sustentável
82-Extrativismo mineral – geopolítica mineral/petróleo e outros recursos minerais
83-Energia – petróleo e gás natural mundial – análise de gráficos
84-Formação histórico-territorial do Brasil / Tratado de Tordesilhas– análise de mapa histórico
85-Agropecuária moderna/mundo /tecnologias voltadas a produção  - análise de imagens/fotos
86-Meio ambiente – aquecimento global/efeito estufa – análise de charges(pinguins e índios) – questão interpretativa
87-Clima da América do Sul /ocupação humana – análise de mapa
88-Clima da Terra – chuvas/umidade/mudanças climáticas
89-Urbanização – surgimento das cidades e suas consequências
90-Meio ambiente / destruição do pantanal/como conciliar a ocupação com sustentabilidade e conservação 


Obs: nessa prova os temas presentes foram: Agropecuária/População e Urbanização/Meio Ambiente e Política Ambiental/Formação Histórico-territorial do Brasil /Energia e Recursos Minerais/ Agentes Externos do relevo: clima






ENEM – PROVA/2010 -GEOGRAFIA - CADERNO AZUL                     QUESTÕES ( 01 a 15)
01-Agropecuária – estrutura fundiária – análise de gráfico
02-Rural x urbano – junção dos espaços e suas  conseqüências
03-Espaço rural / êxodo rural e suas conseqüências
04-Meio ambiente – questão do lixo seus impactos ao solo/água/doenças
05-Agricultura/meio ambiente – uso indevido do solo e a erosão –análise de figura sobre erosão nas encostas
06-Ocupação urbana/erosão nas encostas – conseqüências – análise de figura sobre erosão nas encostas
07-Coordenadas geográficas/ cartografia – análise de um texto
08-Eras geológicas/tipos de rochas/fossilização – análise de figura contendo fósseis.
09-Conglomerados econômicos : G-20/BRIC
10-A 1ª Revolução industrial e seus impactos
11-Indústria – suas etapas(artesanato/nanufatura/maquinofatura)
12-Impactos das novas tecnologias nas populações locais mais tradicionais(serrarias em SC  no início do séc.XX)
13-Ocupação do território brasileiro – Acre /Tratado de Petrópolis/ conhecimento dos conceitos de emigração e imigração
14-Ferrovia de Carajás / extrativismo mineral /exportações
15-Energia /hidreletricidade/ Belo Monte e seus desafios

Obs:  nessa prova os temas presentes foram: Agropecuária/Meio Ambiente/Urbanização/Coordenadas Geográficas/Agentes Internos do relevo/Rochas/Blocos Regionais e Organismos Mundiais/Indústria/Formação Histórico- territorial do Brasil/Transportes /Recursos Minerais/ Energia


Prof. Kléber

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

BELO MONTE : OS DESAFIOS PARA A CONSTRUÇÃO DA TERCEIRA MAIOR USINA HIDRELÉTRICA DO MUNDO


A usina hidrelétrica de Belo Monte será construída entre as cidades de Altamira e Vitória do Xingu e terá duas barragens e dois reservatórios. A gigante usina hidrelétrica de Belo Monte, que será erguida no Rio Xingu, no Pará, perderá apenas para Três Gargantas, na China, e para a binacional Itaipu. Populações ribeirinhas, índios e agricultores temem o futuro na região.

A questão de Belo Monte é muito delicada e envolve muitas discussões. Veja a seguir alguns temas polêmicos relativos a essa "futura" usina hidrelétrica que está prevista sua construção no rio Xingu (estado do Pará - próximo a cidade de Altamira).


A UHE de Belo Monte será construída entre as cidades de Altamira e Vitória do Xingu e terá duas barragens e dois reservatórios. O primeiro não altera o leito do rio, só alarga suas margens, o que corresponde ao que é o Xingu hoje em período de cheia. O segundo reservatório vai alagar o que hoje é terra firme: pasto e floresta. Um canal ligará os dois reservatórios. Com isso, o curso natural do rio será desviado. Na área onde hoje o Xingu faz uma imensa curva, a chamada Volta Grande, terá a vazão reduzida.


Veja a seguir esta reportagem sobre Belo Monte:




Professor Kléber


quarta-feira, 12 de outubro de 2011

BRASÍLIA VISTA DO CÉU


As imagens a seguir são de rara beleza.Brasília é um monumento a inteligência humana.Não deixe de assistir esse belíssimo vídeo.As imagens são do Comandante Jair e de Fábio Raposo.





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sexta-feira, 7 de outubro de 2011

DIREITOS DO CONSUMIDOR - VOCÊ PRECISA SABER


Atendentes de telemarketing relatam técnicas para tentar enganar clientes




Dois funcionários de telefonias denunciaram as práticas abusivas.
Segundo eles, empresas pressionam para cumprir metas.

Atendentes que prestam serviço terceirizado para grandes empresas de telefonia contaram técnicas que, segundo eles, são usadas para tentar enganar o cliente e seriam ensinadas pelos próprios chefes. Os depoimentos exclusivos foram exibidos em reportagem do Bom Dia Minas nesta quinta-feira (6). Por vezes, o atendente parece ser o vilão nos atendimentos, mas os relatos denunciam que algumas atitudes são tomadas para cumprir metas estabelecidas pela prórpia empresa.
Um homem que trabalha em uma operadora de telefonia móvel contou como é orientado a agir quando um cliente liga querendo cancelar um serviço. Segundo ele, a meta é não deixar o cliente sair da operadora. Para isso, a cada ligação, é preciso enrolar para que o contratante não consiga concluir o cancelamento.
“Na hora que o cliente tá muito irritado, porque eles obrigam a gente fazer isso com o cliente, aí a gente pega e transfere o cliente pra outro setor, passa o número de protocolo errado. As vezes, até chega ao ponto de desligar o cliente”, explica o atendente de telemarketing. O funcionário disse que pode levar advertência e ter três dias descontados no salário, caso o cliente consiga efetuar o cancelamento.
Um telemarketing de outra empresa de telefonia revelou as estratégias que são ensinadas aos atendentes para tentar segurar os clientes. De acordo com ele, no treinamento é ensinado que quanto mais difícil a linguagem usada com o cliente, mais chances de retê-lo. Pelo fato de não entender a linguagem, da área de marketing, o cliente acaba desligando o telefone e desistindo de cancelar o plano, explica o funcionário.
A estudante Carolina Machado Leite, cliente de um operadora, relata que mudaram o plano dela sem ela saber. E ao chegar a fatura, ficou surpresa com o valor a pagar. Segundo ela, foi preciso recorrer ao serviço de proteção do consumidor. “No Procon, resolveu na mesma hora. Na mesma hora, foi emitida uma fatura pra mim no valor normal que deveria ter vindo”, afirma.
O atendente de telemarketing explica casos parecidos com o da estudante. Segundo ele, muitas vezes, planos são ativados assim que os clientes confirmam os dados. “Às vezes, o cliente nem tem noção do que ele tá pagando, certo? Às vezes ele tá recebendo um produto na casa dele sem ele conhecer”.
Campeão de reclamações

Segundo o Sistema Nacional de Informação de Defesa do Consumidor, o serviço de atendimento por telefone das empresas de celular é o segmento campeão de reclamações nos Procons de todo o país. No Procon de Belo Horizonte, o total de reclamações contra os chamados Serviços de Atendimento ao Consumidor (Sacs) foi de 1.350, até o fim de agosto deste ano.
O administrador de empresa Eduardo Miranda reclama do serviço oferecido por meio do 0800. De acordo com ele, a intenção ao realizar a ligação é resolver um problema, mas ao fim acaba tendo outro. “Eles vão transferindo a ligação para várias pessoas e isso se repete várias vezes, e o problema não é solucionado”, reitera. “Eles precisam mais de treinamento e sensibilidade, eu acredito”, completa o administrador.
O secretário-geral do Sindicato dos Trabalhadores em Telecomunicações e Telemarketing (Sinttel), Tiago Cassiano, confirma que os funcionários são pressionados dentro das empresas para conseguir atingir as metas. Ele fala como essas exigências podem trazer consequências negativas para o operador. “Nós temos hoje jovens com depressão, com estresse. É jovem que tem no seu dia-a-dia medicamentos de tarja preta jovens fazendo tratamento”, critica.
De acordo com Cassiano, muitas vezes, essas doenças não são reconhecidas como ocupacionais por causa da pouca idade do funcionário e por se tratar de uma doença que não é visível e, sim, psíquica.
Direito do consumidor

A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) informou que, as práticas utilizadas pelos operadores, como falar difícil ou acionar planos sem a autorização dos clientes, são abusivas, proibidas pela legislação que regula a operação de telemarketing. O vice-presidente da Comissão de Defesa do Consumidor da OAB, Bruno Burgarelli, explica que informações falsas podem gerar multas às empresas e o pagamento de danos morais e materiais ao consumidor.
“É fundamental que o consumidor tenha o maior número de dados em relação ao que foi fechado no telemarketing. Cópia do contrato por escrito, seja informações sobre o que foi passada pelo operador de telemarketing, o número de protocolo, o dia do atendimento, o horário do atendimento. Essas informações podem ser muito úteis numa eventual discussão judicial ou extra-judicial”, afirma Burgarelli.
PROF KLÉBER

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

GOVERNO DILMA : GRANDES DESAFIOS


Veja a seguir alguns dos principais desafios a serem enfrentados pela presidenta Dilma :


O BRASIL NO NOVO IDH ELABORADO PELO PNUD:


Com o novo IDH, nosso país subiu quatro posições de 2009 para 2010 e ficou em 73º no ranking de 169 nações e territórios,que passou por uma das maiores reformulações desde que foi criado, em 1990.O novo índice brasileiro agora é de 0,699 e situa o país entre os de alto desenvolvimento humano, sendo maior que a média mundial (0,624) e parecido com o do conjunto dos países da América Latina e Caribe (0,704), de acordo com o Relatório de Desenvolvimento Humano.

Dos três subíndices que compõem o IDH, apenas o de longevidade não passou por alterações: continua sendo medido pela expectativa de vida ao nascer. No subíndice de renda, o PIB (Produto Interno Bruto) per capita foi substituído pela Renda Nacional Bruta (RNB) per capita, que contabiliza a renda conquistada pelos residentes de um país, incluindo fluxos internacionais, como remessas vindas do exterior e ajuda internacional, e excluindo a renda gerada no país, mas repatriada ao exterior. Ou seja, a RNB traz um retrato mais preciso do bem-estar econômico das pessoas de um país. No subíndice de educação, houve mudanças nos dois indicadores. Sai a taxa de analfabetismo, entra a média de anos de estudo da população adulta; para averiguar as condições da população em idade escolar, em vez da taxa bruta de matrícula passa a ser usado o número esperado de anos de estudos.



Para podermos melhorar ainda mais nossa posição no novo IDH, o governo Dilma terá muitos desafios ligados as questões sociais, políticas e econômicas.Veja a seguir alguns desses desafios:





Nosso país tem que melhorar muito nas questões sociais, para poder melhorar o seu posicionamento no IDH



A QUESTÃO DA POBREZA EM NOSSO PAÍS:

Muito da pobreza em nosso país é fruto de uma herança história que se arrasta desde o descobrimento, ou seja, é uma questão secular de dependência.Na verdade fomos colônia e posteriormente um satélite do capitalismo comercial, sobretudo inglês. No século XX, nosso país mudou de órbita e ficamos a mercê dos interesses, principalmente norte americanos e de outros países ricos industrializados. E hoje, somos um “porto seguro e abrigo rentável” para o capital especulativo da finança global.É óbvio que a pobreza tem muitos viés, mas os principais fatores estão ligados ao processo perverso de globalização que vivemos, a modernização dos meios de produção e a desigual distribuição da renda. 


A TAXA SELIC E SUAS IMPLICAÇÕES NO NOSSO DIA-A-DIA:


A chamada  taxa Selic (Sistema Especial de Liquidação e de Custódia) é o instrumento primário de política monetária do Copom(Comitê de Política Monetária), é a taxa de juros média que incide sobre os financiamentos diários com prazo de um dia útil (overnight) lastreados por títulos públicos registrados no (Selic). O Copom estabelece a meta para a Selic, e cabe à mesa de operações do mercado aberto do Banco Central manter a taxa diária próxima à meta. Ela foi criada em 1979 para tornar mais transparente e segura a negociação de títulos públicos.

A Taxa Selic é uma forma do estado brasileiro compensar seus credores pelo risco de emprestar ainda mais dinheiro ao governo - a compensação é feita na forma de juros altos. Essa taxa também é o principal instrumento de controle da inflação, funcionando como a taxa de juros básica adotada no Brasil. Ela serve como base para o cálculo das demais taxas de juros de todo o crédito concedido na economia.

A Selic é um instrumento que o Estado tem para controlar a inflação ou até mesmo a deflação.Para que não ocorram remarcações de preços, sempre que os valores sobem acima do estabelecido, o Banco Central(BC)  utiliza o seu principal instrumento, a taxa de juro, para diminuir o dinheiro em circulação, conter a expansão do crédito e, assim, evitar que a espiral inflacionária desperte. As vezes o BC para  aumentar o custo do dinheiro e para esfriar a atividade econômica , evitando a inflação, sobe a Selic, uma vez que quanto maior a taxa, menor é a demanda. Com menos pessoas e empresas consumindo bens e serviços, os preços tendem a cair. Por outro lado,a redução da Selic dá ânimo à economia e estimula o crescimento, gerando um  efeito é exatamente o inverso daquele obtido pelo aumento da taxa de juros.Nesse sentido, o sistema de crédito cresce, o volume de dinheiro em circulação aumenta e as pessoas consomem mais. A facilidade em obter financiamentos pode, por exemplo, fazer com que as pequenas empresas cresçam, novos negócios surjam e os empregos se multipliquem.





NOSSA CARGA TRIBUTÁRIA É INJUSTA


Nossa carga tributária é extremamente injusta, apresentando uma grande variedade de impostos e contribuições que incidem sobre o consumo, tendo a característica de ser “regressiva”, ou seja, acaba tributando igualmente os desiguais. Nosso O sistema tributário penaliza os mais pobres, que têm de arcar, com uma renda menor, com a mesma quantidade de impostos embutidos nos preços dos produtos.Segundo a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), uma família que ganha até dois salários mínimos tem 45,8% de sua renda abocanhada pelos impostos indiretos.O mais incrível é que essa proporção diminui consideravelmente conforme a renda da família aumenta, uma vez que os impostos sobre consumo e serviços não levam em conta a capacidade contributiva das pessoas. 

A CONCENTRAÇÃO FUNDIÁRIA BRASILEIRA:




Nosso país foi submetido por um processo de colonização por exploração, onde a mão de obra era escrava e se desenvolvia em imensas capitanias hereditárias e fazendas de portugueses. Com o passar do tempo, a figura do português foi substituída pelo brasileiro latifundiário, e o escravo negro, pelo escravo branco, posseiro, agregado, bóia-fria, temporário, arrendatário, meeiro, parceiro...


Não podemos esquecer que o latifúndio sempre exerceu uma poderosa influência sobre as decisões oficiais em nosso país. Por meio de seus representantes nos órgãos de governo, locais e federais, as elites rurais conseguiram manter o regime de propriedade e os privilégios de que desfrutava, sobrevivendo assim à industrialização e às mudanças sociais ocorridas nos meios urbanos.Depois de séculos de exploração, em 1988, com a nova Constituição, ficou determinado que a grande propriedade que não cumprir sua função social pode ser desapropriada para fins de reforma agrária.


Outro ponto a ser destacado, diz respeito a agricultura familiar e o acesso ao crédito. Trata-se de um problema econômico e social que não vem recebendo a devida atenção pelo poder público, que prefere beneficiar a média e grande propriedade, pois estes possuem uma representação política muito mais atuante e influente, fazendo da “Bancada Ruralista” um meio de se obter vantagens nas decisões a serem tomadas no Congresso.


Existem muitos outros temas que devem ser pensados no que se refere ao campo em nosso país. Não podemos ser reducionistas e acharmos que a questão da terra no Brasil passa apenas pela Reforma Agrária ou na discussão pura e simples sobre produção e distribuição de riquezas. Temos que entender que , em primeiro lugar, existem milhares de brasileiros que precisam da terra para trabalhar e sustentar suas famílias.A terra precisa ser repartida para que estas pessoas, tenham o direito de viver e que a sociedade toda se beneficie deste processo.


A QUESTÃO DA SAÚDE PÚBLICA:


Em documento da OMS(Organização Mundial da Saúde), tendo como base a qualidade da saúde pública oferecida aos seus cidadãos,nosso país ficou classificado  em 125º lugar no ranking mundial entre 191 países.O mais interessante é que nessa lista, o Brasil perde até para a Bósnia e Líbano e se iguala ao Egito. Não precisamos ir muito longe para entendermos o porquê desse resultado da pesquisa, basta irmos aos hospitais públicos mais próximos de nossas casas e encontraremos gigantescas filas dos ambulatórios e pacientes se acotovelando para serem atendidos de forma precária e humilhante.

A QUESTÃO DO PETRÓLEO EM NOSSO PAÍS:


Um dos grandes problemas para o governo Dilma diz respeito a questão dos Royalties ligados ao petróleo. Segundo a proposta Ibsen, fica estabelecido que as receitas com royalties são adicionados ao participações especiais (compensação financeira prestados a plataformas de petróleo grande) e que, depois de subtrair a parcela do governo federal, o restante é dividido igualmente por todos os estados e municípios, independentemente de haver ou não que eles produzem petróleo. Veja a seguir a tabela de como é hoje a distribuição dos royalties e como ela poderá ficar, caso a Emenda Ibsen seja aprovada :








A QUESTÃO DO PRÉ-SAL E SEUS DESAFIOS:


O pré-sal é uma faixa que se estende ao longo de 800 quilômetros entre os Estados do Espírito Santo e Santa Catarina, abaixo do leito do mar, e engloba três bacias sedimentares (Espírito Santo, Campos e Santos). O petróleo encontrado nesta região está a profundidades que superam os 7 mil metros, abaixo de uma extensa camada de sal que, segundo geólogos, conservam a qualidade do petróleo

Um dos principais desafios que deverão ser superados na exploração e produção do pré-sal é a logística de apoio em alto-mar (transporte de materiais, equipamentos e equipes e de instalação de sistemas de ancoragem e de operação em poços). Por outro lado, para se chegar até onde estão situados os reservatórios, será preciso ultrapassar uma lâmina d’água de mais de 2.000m, uma camada de 1.000m de sedimentos e outra de 2.000m de sal. Deposi disso tudo, o óleo e o gás a serem recuperados estarão em reservatórios que implicarão maior tempo de penetração por parte das brocas do que o gasto para penetrar os arenitos da Bacia de Campos, por exemplo, e, no caso de Tupi, a uma distância de 5.000 a 7.000m em relação à superfície do mar.

No que refere as questões geológicas, ainda não dispomos de muito conhecimento do tipo de rocha existente nos reservatórios. Em vez de arenitos turbidíticos, característicos de grandes acumulações da camada pós-sal, conhecidos pela Petrobras há muito tempo, foram encontrados carbonatos microbiais, também conhecidos como microbiolitos, formações de caráter heterogêneo praticamente sem parâmetros na história mundial e cujo comportamento em termos de recuperação de óleo ainda é conhecido.

Existem também os entraves e desafios ambientais, de planejamento, econômicos (as atividades na nova fronteira exploratória irão demandar bilhões de dólares) e tecnológicos.








Professor Kléber



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