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domingo, 20 de fevereiro de 2011

CAPIM ELEFANTE - Mais uma boa alternativa energética

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O capim elefante é considerado uma das mais importantes forrageiras tropicais devido ao seu elevado potencial de produção de biomassa, fácil adaptação aos diversos ecossistemas e boa aceitação pelos animais, sendo largamente utilizado na alimentação de rebanhos leiteiros sob as formas de pastejo, feno e silagem. 

Também é a forrageira mais indicada para a formação de capineiras, para corte e fornecimento de forragem verde picada no cocho, pois, além de uma elevada produtividade, apresenta as vantagens de propiciar maior aproveitamento da forragem produzida e redução de perdas no campo.


Depois de dez anos de pesquisas, a Embrapa Agrobiologia, unidade da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, identificou três variedades (Gramafante, Cameroon Piracicaba, BAG 02) de capim elefante com alta capacidade de produção de biomassa sem o uso de adubo nitrogenado.

A produção destas variedades pode chegar a 60 toneladas/hectare/ano, o que é muito maior do que a floresta de eucalipto, fonte utilizada atualmente mas que necessita de adubo nitrogenado, além de possibilitar apenas uma colheita anual, enquanto o capim elefante possibilita quatro colheitas anuais. Parecido com a cana-de-açúcar, rico em fibras e bastante similar ao utilizado na alimentação animal, o capim elefante vem sendo apontado com uma das melhores alternativas para a produção de carvão vegetal cultivado.


Para a industria siderúrgica nacional, este resultado pode apontar a possibilidade de atendimento as exigências dos mercados Internacionais de ferro e aço, que após o Protocolo de Quioto exigem que os produtores brasileiros modernizem seus processos de substituição do carvão mineral por carvão vegetal de biomassa cultivada. Atualmente, quase totalidade do carvão utilizado é importado e de origem mineral, fazendo com que a queima contribua para o aumento do feito estufa. Deve-se destacar ainda, uqe no Brasil existe um déficit de carvão, sendo que industria grande parte do carvão vegetal utilizado é de florestas nativas.

Por enquanto, ainda não há estimativas com relação a redução de custos. No entanto, a criação de créditos de carbono é o que tem despertado o interesse das industrias. O uso do carvão mineral gera uma queima de aproximadamente 600 mil toneladas de CO2 (gás cabônico), enquanto o capim elefante, ajuda a absorver o CO2 na atmosfera durante o crescimento da planta.  




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sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

O aquecimento global não é um consenso, nem mesmo dentro do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC): JULIANA RAMALHO ( Especialista em climatologia )

Pesquisadora questiona o aquecimento global e diz que influência humana no clima do planeta é menor do que se imagina

Publicado em outubro 23, 2007 por HC
 
“O homem tem mania de querer controlar tudo, e, quando se vê confrontado com a impossibilidade de controlar o clima, surge a idéia de que há um aquecimento global e de que ele é motivado pela ação humana” (Rodolfo Borges - Secretaria de Comunicação da UnB)

O aquecimento global é o assunto da moda. Entre os indicados para receber o Prêmio Nobel da Paz 2007 estão inúmeras personalidades ligadas à causa ambientalista, que visa brecar o aumento da temperatura do planeta. O nome mais forte para receber o prêmio de US$ 1,5 milhões é o do ex-vice-presidente norte-americano (e ex-candidato à presidência) Al Gore, vencedor do Oscar 2006 de melhor documentário pelo filme Uma Verdade Inconveniente. Desde que perdeu as eleições de 2000 à Casa Branca para o atual presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, Gore se empenha em uma luta comovente contra o aquecimento global.

O tema está entre as maiores preocupações das mais importantes lideranças mundiais. Em dezembro, os países que ratificaram o Protocolo de Kyoto – que estabelece limites para a liberação de CO2 e outros gases na atmosfera – se encontram em Bali (Indonésia) para debater os desmembramentos do acordo e traçar os novos rumos da luta ambiental. A mobilização é tão grande, que não sobra tempo para se perguntar se, de fato, o planeta está passando por um processo irreversível de aquecimento, e se nós somos os culpados por isso. Mas, por incrível que possa parecer, entre os pesquisadores que estudam o clima existem os que consideram que a ação humana não é a principal razão para as mudanças climáticas do planeta. A especialista em Climatologia Juliana Ramalho é uma delas.

Juliana é pesquisadora do Laboratório de Climatologia Geográfica da Universidade de Brasília (UnB). Na entrevista abaixo, concedida à UnB Agência, a doutora em Geografia questiona o aquecimento global e diz que a influência humana nas mudanças climáticas do planeta é menor do que se imagina. “Se tivesse que estabelecer um percentual, eu diria que 60% das mudanças climáticas devem-se a ciclos naturais e apenas 40% decorre das ações do homem – e ainda estou valorizando muito a ação humana”, considera.
Segundo Juliana, as teorias que defendem o aquecimento global recebem mais atenção porque foram cunhadas por países do hemisfério norte e porque são mais apelativas do que análises ponderadas sobre as mudanças climáticas. A última das várias pesquisas que associam a ação do homem a um provável aquecimento global foi realizada na Universidade de East Anglia, na Grã-Bretanha, e publicada esta semana pela revista Nature. O estudo diz que a humanidade também afeta a umidade do planeta.

Apesar de dissociar a causa ambientalista das mudanças climáticas globais, Juliana destaca a importância de preservar o meio ambiente. “Essa discussão é válida para alertar as pessoas de que o problema ambiental é sério. Não necessariamente porque ele vai causar mudanças climáticas, mas porque, a cada dia, mais pessoas sofrem”, defende. Na conversa abaixo, a pesquisadora ainda afirma que a humanidade transfere para o clima seus problemas de organização, e que o homem consola seu sentimento de impotência ao acreditar que pode controlar a temperatura do planeta.
“Ainda que nós estejamos passando por mudanças climáticas, elas não significam necessariamente um aquecimento global, pois algumas regiões do planeta sofrem resfriamento”

UnB AGÊNCIA – É possível questionar o aquecimento global?

JULIANA RAMALHO – O aquecimento global não é um consenso, nem mesmo dentro do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC). E, ainda que nós estejamos passando por mudanças climáticas, elas não significam necessariamente um aquecimento global, pois algumas regiões do planeta têm sofrido queda de temperatura. Existe uma corrente, aliás, que considera que nós estamos passando por um período de resfriamento.

UnB AGÊNCIA – Quer dizer que, ao contrário do que se ouve falar todo dia, a temperatura do planeta não tende a aumentar?

RAMALHO – Não está necessariamente acontecendo um processo irreversível de aquecimento global. Isso não é algo que podemos afirmar com tanta certeza. Nós trabalhamos com modelos matemáticos que fazem previsões. Mas os modelos mais usados não levam em conta fatores como o relevo, nem conseguem simular o papel dos oceanos corretamente. Portanto, não temos como dizer precisamente que essa temperatura vai continuar aumentando. Se pegarmos os registros da estação do Instituto Nacional de Metereologia (Inmet) aqui do Distrito Federal (DF), vamos perceber que não houve crescimento. As temperaturas mais altas daqui foram registradas em 1963 e em 2007, sendo que o registro deste ano ocorreu no Recanto das Emas, e, nesse caso, é preciso levar em conta o fator urbanização.

UnB AGÊNCIA – Esse tipo de raciocínio relativiza o impacto da influência do homem sobre o clima. Se não é por nossa causa, por que as mudanças climáticas ocorrem?

RAMALHO – Algumas variações são conseqüências de ciclos naturais da Terra (existem ciclos que duram cinco anos, outros que levam 30 anos, 40 mil anos, etc), e tudo indica que nós estamos em um período de transição, que é sempre conturbado – com furacões, secas em alguns lugares e muita chuva em outros. De acordo com os nossos dados (do Laboratório de Climatologia Geográfica da UnB), nós estaríamos no final de um ciclo chamado Oscilação Decadal do Pacífico (ODP). Ele é similar ao El Niño e à La Niña, mas estes ocorrem em um período de seis meses a um ano, enquanto a ODP dura de 10 e 30 anos. Nós devemos estar no fim de um desses ciclos de 30 anos. Se você pegar matérias de jornais e revistas dos anos 1970, vai ver que as manchetes diziam que o mundo estava congelando. Logo na década seguinte, já começou o período de aquecimento.

UnB AGÊNCIA – O que define esses ciclos?

RAMALHO – Este ano, nós estamos passando pelo fenômeno La Niña, que provoca o resfriamento das águas do Oceano Pacífico e muda toda sua circulação. É um ciclo natural, que nós atribuímos à radiação solar. Pouco se fala nisso, mas o sol não emite energia de forma constante, essa emissão varia. É possível identificar isso em uma estação meteorológica. Existem manchas e tempestades solares. As tempestades acontecem quando o Sol emite radiação com muita força. As manchas representam o contrário. Então, como nós tivemos o resfriamento das águas do Pacífico, provavelmente este ano a quantidade de radiação esteve um pouco menor. É por isso que se identifica estiagem aqui e chuva no sul do país e na Ásia. Isso altera toda a circulação do planeta.

UnB AGÊNCIA – Se isso sempre aconteceu, por que nós só estamos dando tanta atenção às mudanças climáticas agora?

RAMALHO – Percebemos essas mudanças mais claramente porque a população do planeta nunca foi tão grande. Nós usamos os recursos como nunca e modificamos a superfície de um jeito que ela nunca foi modificada. Isso muda a repercussão dos fenômenos naturais. Uma chuva provoca alagamento e inundação porque nós tornamos o solo impermeável. Mais gente vai morrer por causa de um furacão porque existe mais gente morando na área por onde ele passa.

UnB AGÊNCIA – Quer dizer que nós transferimos as responsabilidades dos nossos problemas estruturais para o clima?

RAMALHO – Exatamente. Em 2004, eu fui, junto com a Defesa Civil, à Vila Cauí (no Núcleo Bandeirante), onde tinham caído três casas. Só que elas estavam na beira do córrego Riacho Fundo. Para construí-las, foi retirada a mata ciliar do local, e isso aumentou o assoreamento. Aí veio uma chuva, que de fato foi muito forte, e levou as casas. A culpa, aparentemente, é daquela água, que deveria ter caído ao longo de todo o mês, e veio em apenas um dia. Mas não. O problema é do governo, que permite que as pessoas construam suas casas ali. Se você construir a sua casa em um morro, a água da chuva vai derrubá-la.
“Sempre deu mais dinheiro para a pesquisa falar da catástrofe”

UnB AGÊNCIA – Não é todo dia que se ouve falar que as mudanças climáticas da Terra são naturais. São mais numerosos os pesquisadores que corroboram a tese do aquecimento global?

RAMALHO – Sempre deu mais dinheiro para a pesquisa falar da catástrofe. Aqui mesmo no Brasil existe um grupo de pesquisadores cujos órgãos ganham recursos porque alardeiam. Nós observamos isso nos congressos. Quem tem mais projetos aprovados e viaja para o exterior são aqueles que preservam essa visão catastrófica. Os mais ponderados não ganham nada. É curioso, porque, teoricamente, o governo deveria ter interesse nesse tipo de projeto, pois a situação não estaria tão ruim para ele. Só que nós propomos ações mais locais. Quando se fala no global, fica tudo meio solto, no plano das idéias, do “vamos ver, vamos fazer”.

UnB AGÊNCIA – Essa idéia de que as mudanças climáticas são um processo natural parece enfrentar muita resistência. Por quê?

RAMALHO – Por causa do senso comum. Os grandes jornais falam do aquecimento como uma coisa certa. Nem questionam. Quando alguns veículos de comunicação me procuram e ficam sabendo da minha opinião sobre o assunto, já desistem da entrevista. Dizer que o planeta vai acabar chama mais atenção do que falar que as mudanças climáticas são naturais.

UnB AGÊNCIA – Onde surgiu a tese do aquecimento global?

RAMALHO – Essa tese vem do hemisfério norte, onde estão os países com maior poder econômico, que conseguem fazer e divulgar suas pesquisas. O problema é que a maioria das estações meteorológicas de lá está sofrendo um efeito chamado “ilha de calor”. Quando foram construídas, por volta dos anos 1850, 1890, elas ocupavam terrenos descampados. Só que as cidades cresceram em volta das estações. O asfalto e o concreto, conseqüentemente, aumentaram a temperatura das cidades, que elevaram as temperaturas registradas pelas estações. Isso pode causar uma distorção dos dados, que dá a entender que o planeta todo está se aquecendo. Outra coisa importante é que os dados sobre a medição só foram padronizados pela OMM (Organização Meteorológica Mundial) depois da Segunda Guerra Mundial. Só então foram estabelecidos quais instrumentos devem ser usados e em que horas do dia. Além do mais, o que acontece no hemisfério norte pode não estar acontecendo no hemisfério sul.

UnB AGÊNCIA – Imaginar que existe um componente econômico envolvido na questão do aquecimento global é ir longe demais?

RAMALHO – Existe um grupo de meteorologistas que aborda o tema pelo lado econômico. Pode ser que haja um interesse dos países desenvolvidos em se apropriar dos nossos recursos naturais. Na Inglaterra, por exemplo, não existem mais esses recursos. E os Estados Unidos mantêm a prática de guardar o que é deles para consumir o dos outros. Então é possível que eles se interessem em alarmar para justificar a utilização dos nossos recursos e, talvez, barrar um pouco nosso potencial de crescimento. Parece uma paranóia, mas pode ter mais coisas envolvidas nisso.

UnB AGÊNCIA – De qualquer forma, já tem gente se aproveitando da questão climática para ganhar dinheiro.

RAMALHO – Os créditos de carbono simbolizam bem isso. Funciona da seguinte forma: se eu sou usuário compulsivo de carro, e você só anda a pé ou de bicicleta, eu posso comprar seus créditos, passando a usar o seu direito de poluir. Isso acontece entre países, mas a Bolsa de Chicago já negocia créditos de carbono entre empresas. É isso que os países estão fazendo pelo Protocolo de Kyoto. Já virou uma moeda de troca. Com o selo ambiental acontece algo parecido. Colocá-lo já agrega um valor ao seu produto.
“Se tivesse que estabelecer um percentual, eu diria que 60% das mudanças climáticas devem-se a ciclos naturais e apenas 40% decorre das ações do homem – e ainda estou valorizando muito a ação humana”

UnB AGÊNCIA – Apesar de considerar que as mudanças climáticas são processos naturais, você acha que a atuação do homem não interfere na temperatura?

RAMALHO – Nós estamos sempre tentando responder a isso. Se o homem não estivesse por aqui, provavelmente a variação de temperatura continuaria acontecendo, mas seria mais amena. Isso porque, sem concreto e asfalto, não haveria a impermeabilização do solo. Se tivesse que estabelecer um percentual, eu diria que 60% das mudanças climáticas devem-se a ciclos naturais e apenas 40% decorre das ações do homem – e ainda estou valorizando muito a ação humana. A partir disso, é possível dizer que, se nós continuarmos com esse padrão de ocupação, a temperatura vai aumentar, só que localmente. O desconforto na cidade vai ser sempre maior. Mas não se pode afirmar que o mesmo vai acontecer em escala global. Como eu disse, alguns dados mostram que o mundo passa por um período de resfriamento – o que, para a agricultura, por exemplo, é pior, porque diminui a quantidade de chuvas.

UnB AGÊNCIA – Pelo que você diz, parece haver um certo sentimento de impotência. Isso nos motivaria a imaginar que o planeta está sob o nosso controle?

RAMALHO – Existe uma questão filosófica por trás de todo esse assunto. O homem tem mania de querer controlar tudo, e, quando se vê confrontado com a impossibilidade de controlar o clima (e nós realmente não podemos), surgem essas idéias. Nós fazemos a previsão do tempo, mas não podemos impedir a chuva. Talvez isso se deva à tentativa de se livrar dessa sensação de impotência, sentindo-se um pouco mais no controle da situação. O segundo relatório do IPCC diz isso: “O que nós podemos fazer para reverter essa situação”. No primeiro relatório, a situação era irreversível. Já no segundo, nós podíamos fazer alguma coisa.

UnB AGÊNCIA – Essa influência limitada do homem no clima pode vir a se tornar mais significativa daqui a alguns anos?

RAMALHO – Pode, pelo menos em escala local e regional. Nós sentimos a temperatura do local em que estamos, não do planeta inteiro. De acordo com uma estimativa feita nos anos 1990, por essa proporção de CO2 que nós temos agora, já era para nós estarmos com uma elevação da temperatura de 6°C. E a temperatura aumentou apenas 0,4°C na média. Por essas e outras, vale a pena prevenir, pois a influência no clima local com certeza vai mudar. No global, talvez.

UnB AGÊNCIA – Um artigo publicado pela revista Nature no final de setembro apresentou uma possível solução para diminuir a intensidade do aquecimento global. Dois cientistas britânicos sugerem que espalhar milhões de grandes canos pelo oceano ajudaria a aumentar a absorção de CO2 pelas algas. Os dutos criariam um caminho mais rápido para que as águas frias, do fundo do oceano, dessem lugar às quentes, da superfície. Com isso, além de aumentar a absorção de gás carbônico pelas algas, os canos poderiam reduzir o número de furacões, que precisam de águas quentes para se formar. É possível amenizar as mudanças climáticas?

RAMALHO – Em se tratando do homem, eu não duvido de nada. Mas é muito difícil trabalhar com um sistema tão grande quantos os oceanos. Essas correntes marítimas dependem da radiação solar, ou seja, estão mais frias ou mais quentes a cada ano. Aliás, é isso que causa a variação. Colocar canos no oceano é uma atitude muito drástica, que poderia até alterar o ciclo natural do planeta. Acabaria gerando outros impactos para a fauna marinha. Não mudaria muita coisa, nem traria tanto benefício.
“Se o homem não estivesse por aqui, provavelmente a variação de temperatura continuaria acontecendo, mas seria mais amena”

UnB AGÊNCIA – A idéia de que há um aquecimento global e de que ele é provocado pelo homem tem gerado uma comoção ecológica muito grande. Entendemos tudo errado?

RAMALHO – A ecologia não influencia o clima na dimensão que nós acreditamos. Fala-se muito em escala global. Nós não temos muita certeza disso, mas é certo que ela influencia nas escalas local (cidades, bairros) e regional (estados). Essa discussão é válida para alertar as pessoas de que o problema ambiental é sério. Não necessariamente porque ele vai causar mudanças climáticas, mas porque, a cada dia, mais pessoas sofrem. Há muita gente sofrendo com seca, desmoronamento, enchente, mas isso não acontece porque choveu ou não choveu. É porque elas moram em lugares errados. A culpa não é da chuva. Eu acho que, embora um pouco alarmista, essa mobilização é válida. É preciso chamar a atenção dos poderes públicos para isso.

UnB AGÊNCIA – É errado tentar unificar as ações de controle climático globalmente?

RAMALHO – Claro que é bom quando todo o mundo senta junto para discutir, mas uma ação que serve para o Vietnã não vai servir para o Rio Grande do Sul. Os limites estabelecidos pelo Protocolo de Kyoto são uma boa idéia, mas o acordo precisa ser revisto. Ele não inclui os países em desenvolvimento, mas eles estão poluindo também. Existe uma frase famosa que diz “pensar globalmente, mas agir localmente”. Se acontecerem ações em Minas Gerais, no DF e em outras regiões, o global vai melhorar.

UnB AGÊNCIA – A comunidade internacional se reúne em Bali (Indonésia), em dezembro próximo, para tratar de mudanças climáticas e discutir o futuro do Protocolo de Kyoto (que termina em 2012). O Brasil já indicou que vai cobrar liderança dos países desenvolvidos na reunião, pois as nações mais industrializadas seriam as responsáveis pela maior parte da emissão de gases poluentes. Essas nações contudo, põem a culpa nos países em desenvolvimento, em particular China, Índia e Brasil. Os governos ainda não perceberam que terão de trabalhar juntos?

RAMALHO – Falta cada um tomar a questão para si. Tanto pessoal quanto nacionalmente. Esse discurso brasileiro de dizer que os países industrializados já poluíram muito e, por isso, devem ceder mais é retrógrado. Quando escuto os discursos do presidente, eu o vejo voltando para 1972, quando foi realizada a Conferência de Estocolmo e esse assunto começou a ser discutido dessa forma. Só que, no meio do caminho, foi realizada a Rio-92, em que se falou em desenvolvimento sustentável. É possível crescer envolvendo todo mundo: indústria, sociedade, imprensa e governo. Mas isso não acontece. Só para ter uma idéia de como as coisas estão, uma das propostas do Pacote Verde da Câmara dos Deputados é trocar toda a frota do poder público por automóveis bicombustível. Mas para onde vão os outros carros?

UnB AGÊNCIA – O Instituto Internacional de Estudos Estratégicos (IISS), sediado em Londres, publicou um relatório em que prevê conseqüências catastróficas, “no nível de uma guerra nuclear”, decorrentes do aquecimento global. Segundo o documento, a mudança de temperatura vai afetar a colheita de alimentos e o abastecimento de água – aumentando o preço dos alimentos –, elevar o nível do mar e provocar tempestades – motivando migração forçada –, extinguir espécies e gerar epidemias. A mudança climática é o maior problema que a humanidade enfrentará neste início de século?

RAMALHO – Se o clima começar a mudar, nós vamos ter problemas muito sérios. Isso sempre aconteceu. Sempre vai haver um impacto durante uma mudança climática, seja ela causada pelo homem ou não. Uma das teorias mais aceitas hoje para a extinção dos dinossauros é a mudança climática, o resfriamento, e não a que diz que um meteoro atingiu o planeta. A diferença é que, agora, nós estamos extremamente dependentes dos recursos naturais e a população mundial está muito grande.

UnB AGÊNCIA – Ainda sabemos pouco sobre o clima?

RAMALHO – Muito pouco. O difícil é assumir isso. Os pesquisadores ainda não sabem direito por que não se forma um ciclone no hemisfério sul, e, contudo, se formou o Catarina. Nós só temos hipóteses. A radiação solar também é algo que precisa ser mais pesquisado. Precisamos ainda entender a influência dos vulcões. Quando um vulcão lança cinzas, ele pode mudar a temperatura de uma parte de um planeta por até dois anos. Então, de fato, a gente sabe muito pouco. Mas essa é a graça de estudar climatologia.

O QUE É O IPCC?

O Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) é um grupo de pesquisa criado em 1988 pela Organização Metereológica Mundial (OMM) e o Programa de Meio Ambiente das Nações Unidas (Unep) para estudar a influência do homem sobre as mudanças climáticas do planeta.


PERFIL
Juliana Ramalho Barros é pesquisadora associada do Laboratório de Climatologia Geográfica do Departamento de Geografia da Universidade de Brasília (UnB). Juliana é doutora e mestre em Geografia pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (Unesp) e graduada em Geografia pela UnB. A pesquisadora é professora titular da Faculdades Projeção e tem experiência na área de Geociências, com ênfase em Climatologia Geográfica. Atua principalmente nos seguintes temas: Distrito Federal, climatologia geográfica, bioclimatologia e educação.

Entrevista realizada pela Unb Agência e publicada pelo EcoDebate.com.br – 23/10/2007
 http://www.ecodebate.com.br/2007/10/23/pesquisadora-questiona-o-aquecimento-global-e-diz-que-influencia-humana-no-clima-do-planeta-e-menor-do-que-se-imagina/

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quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

PRÊMIO SESC DE LITERATURA

Prêmio SESC de Literatura

Última etapa
Setenta e seis obras foram selecionadas

Entre as mais mil obras inscritas em 2010, setenta e seis foram selecionadas pelas subcomissões julgadoras para a etapa final do prêmio SESC de Literatura 2010. São 37 romances e 39 coletâneas de contos que agora serão avaliados pelos escritores Marina Colasanti, Raimundo Carrero, Alice Ruiz e Antonio Vicente Pietroforte. O anúncio dos vencedores pela comissão final será no mês de março.
Os livros vencedores, nas categorias conto e romance, são publicados e distribuídos pela Editora Record, parceira do Prêmio SESC há oito anos. Confira a lista das obras classificadas.

Classificado na categoria ROMANCE
A saga de um candango
Profº Vicente de Melo

Classificado na categoria CONTO
Contos candangos
Profº Vicente de Melo
O professor Vicente tem outras obras interessantíssimas. Parabéns. Você merece. Eu posso dizer que é uma honra trabalhar com um professor dessa magnitude.


Professor Kléber


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segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

FAÇA O TESTE PARA VER A SUA VERDADEIRA IDADE

O site a seguir é baseado em perguntas sobre sua qualidade de vida e no final saberá se é mais mais ou mais novo do que diz sua certidão de nascimento.


Vale a pena conferir:
 

CLICK  NO SITE A SEGUIR

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

BBB - BIG BROTHER: REFLITA UM POUCO SOBRE ESTE PROGRAMA

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Espero que após assistir a esse vídeo, pare um pouco e reflita se vale a pena continuar sendo manipulado pela Rede Globo e pelas empresas que patrocinam esse infame programa televisivo. 

Deixe de lado essa besteirada toda e vá ler um bom livro ou assistir a um programa melhor. BASTA UM SIMPLES CLICK e você deixará de ser escravo de um programa que não irá acrescentar nada à sua vida. 

Mova-se e tome uma decisão. Seu tempo é precioso e não o perca com uma futilidade absurda.CARPE DIEM.

 Lembre-se de que o Pedro Bial não é poeta, muito menos filósofo. As asneiras que ele diz em tom de "intelectualidade", quando quer falar de alguém que está prestes a sair, não é o supra sumo da inteligência humana.Se você se impressiona com os seus textos cheios de "clichês", precisa rever os seus conceitos. 

MOSTRE-SE INTELIGENTE e defenestre o BBB de sua vida.

NÃO SEJA MAIS UM DAQUELES QUE DISCUTE QUEM FOI PARA O PAREDÃO, COMO SE ESTIVESSE DISCUTINDO MONTESQUIEU ,NIETZCHE  OU ROUSSEAU .


"A sabedoria é saber o que se deve fazer, a virtude é fazê-lo." ( David Starr Jordan )



Professor Kléber

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terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

BRASIL: PROCESSO DE FORMAÇÃO HISTÓRICO TERRITORIAL

-1494 - Tratado de Tordesilhas :foi assinado em junho de 1494. Pelo Tratado ficava estabelecida a demarcação de um novo meridiano localizado a 370 léguas a oeste da ilha de Cabo Verde. Os territórios a oeste seriam explorados pelos espanhóis; e as terras a leste deveriam ser controladas pelos lusitanos. Dessa forma, o novo acordo assegurou a exploração lusitana em parte dos territórios que hoje compõem o Brasil.


-1500- o descobrimento do Brasil fez com que Portugal ocupasse a porção litorânea, durante o chamado “ciclo do Pau-Brasil”: representou o início da devastação da Mata Atlântica.


-1530 a 1534 – tem início um novo “ciclo” econômico : o da cana de açúcar, que fica concentrado no litoral do nordeste – latifúndios monocultores e escravocrata (plantation). Surgem as Capitanias Hereditárias.


-1580 a 1640- União Ibérica – neste período Portugal ficou sob o controle da Espanha , fato este que contribuiu para uma maior interiorização do Brasil. Mais tarde, com o fim da União Ibérica, Portugal iria reivindicar as terras ocupadas. Durante este período surgiram as entradas e bandeiras(ocorreram no Séc. XVII e XVIII e foram movimentos de penetração para o interior motivado pela busca de metais preciosos ou Captura de índio.

-1750- O Tratado de Madri anulou o Tratado de Tordesilhas e permitiu que Portugal obtivesse novas terras além Tordesilhas através do chamado direito de “uti possidetes” (se possui vai permanecer possuindo).


-1808- Com a chegada da Família real, o Brasil passa a ter uma maior importância no cenário mundial, uma vez que a realiza portuguesa se instalou aqui.Com a chegada da realeza portuguesa é criado o Banco do Brasil e a Imprensa Nacional


-1815- O Brasil é elevado a condição de Reino Unido à Portugal e Algarves.


-1822- O Brasil torna-se um país "independente".


-1850- Lei Eusébio de Queiroz(Fim do Tráfico Negreiro) e a Lei de Terras(foi a primeira iniciativa no sentido de organizar a propriedade privada no Brasil e acabou beneficiando ,principalmente, as elites nacionais),irão facilitar a entrada de imigrantes em nosso país.
-Final do século XIX e início do século XX: nosso país irá vivenciar as Frentes Pioneiras e a Colonização da Amazônia com o chamado “ciclo da borracha”.


-1889- Ocorreu a Proclamação da República.


-1903- Depois de muitas desavenças entre o Brasil e a Bolívia, os bolivianos cederam a diplomacia brasileira. O Barão do Rio Branco intermediou diplomaticamente propondo um acordo entre o Brasil e a Bolívia, que ficou conhecido como o Tratado de Petrópolis. Ambos os países assinaram esse tratado em 21 de março de 1903.A partir daí, o Acre passou a fazer parte do Brasil.


-1929- A crise de Nova Iorque acabou por modificar nossa economia, uma vez que as oligarquias cafeeiras perderam boa parte do poder e com a entrada de Getúlio, no ano seguinte, o Brasil passou a diversificar mais sua economia.


-Décadas de 1930/40 - Marcha para o Oeste: com a entrada de Vargas ocorreu um direcionamento da economia para o Centro Oeste(mais voltado a pecuária extensiva). Por outro lado, Getúlio também iria incentivar e o desenvolvimento industrial do Sudeste/sul.


-1956- com o governo de JK(1956 A 1961) e o seu Plano de Metas, nossa indústria se desenvolveu ainda mais e o Centro Oeste passou a ser mais ocupado. Construção de Brasília.


-1964 a 1985: Ditadura militar – neste período nosso país irá vivenciar o chamado “milagre econômico”, que consistiu em um grande crescimento de nossa economia, porém, com a mão pesada e antidemocrática dos militares(ditadores)


-1988- é promulgada a atual Constituição Federal Brasileira e o Brasil passa a ter 26 Estados e 1 DF.




OBS: PARA SABER MAIS: OS TRÊS PODERES DA UNIÃO


-A constituição republicana de 1891 impôs a divisão de poderes e instituiu o federalismo e o presidencialismo nos moldes do sistema americano. O judiciário distribuiu-se entre a União e os estados e formou-se uma justiça federal e uma justiça estadual.Na prática, o legislativo continuou subordinado ao executivo.


-O Congresso Nacional, que nos períodos autoritários que se repetiram durante o regime republicano chegou a ser fechado, só conquistou a plenitude de seus poderes com a constituição de 1988.


-Na república, sempre vigorou o presidencialismo, salvo durante o intervalo parlamentarista entre setembro de 1961 e janeiro de 1963.


-No sistema federativo brasileiro, o exercício do poder executivo cabe ao presidente da república e seus ministros de estado, no âmbito da União; aos governadores e seus secretários, nos estados e no Distrito Federal; e aos prefeitos e seus secretários nos municípios.


-No sistema brasileiro, o poder legislativo é exercido pelo Congresso Nacional no âmbito federal, pelas assembléias legislativas nos estados federados, e pelas câmaras municipais, ou de vereadores, nos municípios.


-Formado pela Câmara dos Deputados e o Senado Federal, o Congresso Nacional tem como função específica elaborar e aprovar as leis do país, e como tarefa mais importante controlar os atos do executivo e impedir abusos pela fiscalização permanente.


-No sistema brasileiro, o judiciário independe dos demais poderes e é o único que não tem controles externos, isto é, embora tenha o poder de fiscalizar o executivo e o legislativo, não é fiscalizado por nenhum órgão. Tem por função aplicar a lei a fatos particulares e, por atribuição e competência, declarar o direito e administrar justiça.


-O judiciário também resolve os conflitos que surgem na sociedade e toma as decisões com base na constituição, nas leis, nas normas e nos costumes, que adapta a situações específicas. O judiciário distribui-se entre a União e os estados em justiça federal e justiça estadual. Sua atuação se dá por meio de órgãos especificados na constituição, com funções e competências determinadas.

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

STM -QUESTÕES DE ATUALIDADES DO ÚLTIMO CONCURSO DO SUPREMO TRIBUNAL MILITAR – COMENTADAS PELO PROFESSOR KLÉBER

QUESTÕES DE ATUALIDADES DO STM – COMENTADAS PELO PROFESSOR KLÉBER

STM CARGO 4- Julgue os seguintes itens, relativos a atualidades no âmbito internacional.

19-( E  )- Desde janeiro de 2010, quando um terremoto causou grande destruição no Haiti, o país é governado por um alto Comissário da Organização das Nações Unidas.

COMENTÁRIO:  quem governa o país é René Préval , desde 2006.

20-(  E  )- Entre as consequências da crise econômica dos Estados Unidos da América, inclui-se o fortalecimento do euro em relação às demais moedas, como se constata no reconhecimento dessa moeda, pelo Fundo Monetário Internacional, como referencial de valor nas transações comerciais internacionais.

COMENTÁRIO: o euro também foi afetado e perdeu parte de seu poder , sendo desvalorizado paulatinamente.

STM CARGO 4-Com referência a atualidades no âmbito nacional, julgue os itens a seguir.

E21-( E  ) Em 2010, Brasília completou 50 anos de idade e o Plano Piloto, traçado urbanístico de Oscar Niemeyer, foi tombado como patrimônio histórico da humanidade.

COMENTÁRIO:Brasília foi tombada como patrimônio da Humanidade em 1987.

C22-(  C   )- A inflação, no Brasil, em 2010, foi superior à de 2009.

COMENTÁRIO: devido as agruras pós-crise de 2008, nosso país vem amargando aumentos na inflação e 2010 superou 2009.

E23-(  E  )- No início de seu governo, a presidenta Dilma Roussef enviou ao Congresso Nacional medida provisória que estabelece a autonomia do Banco Central do Brasil.

COMENTÁRIO: o Banco Central Brasileiro não possui autonomia,porém, tem o “status” de autônomo, uma vez que os presidentes mais recentes, não interferem diretamente em suas resoluções.

C24-( C  )- Em dezembro de 2010, com o objetivo de incentivar o investimento de longo prazo do capital estrangeiro, o governo federal isentou o capital estrangeiro de pagar imposto de renda e contribuição social sobre o lucro líquido na compra de debêntures.

COMENTÁRIO: esta medida procura atrair capitais de longo prazo e diminuir os capitais de curto prazo(especulativos/hot Money/smart Money/voláteis)

E25-( E  )- Como consequência da crise econômica internacional, o produto interno bruto brasileiro de 2010 permaneceu estagnado.

COMENTÁRIO: nosso PIB vem crescendo de forma constante, mesmo com a crise mundial.Somos a oitava economia do mundo.

STM CARGO 3-Julgue os seguintes itens, relativos a atualidades no âmbito internacional.

C25-( C  )- Em 2010, o Prêmio Nobel de Literatura foi concedido ao escritor Mario Vargas Llosa.

COMENTÁRIO: O escritor peruano Mario Vargas Llosa foi o vencedor do prêmio Nobel de Literatura de 2010. O prêmio foi anunciado na sede da Academia Sueca, em Estocolmo.

E26-( E )- Em março de 2010, a Venezuela passou a  integrar, como membro pleno, o MERCOSUL.
COMENTÁRIO: a Venezuela ainda necessita do aval paraguaio para ser um membro pleno do Mercosul.

STM CARGO 3-Com referência a atualidades no âmbito nacional, julgue os itens a seguir.

C29-(  C  )- O governo brasileiro reconheceu a existência o Estado palestino, cuja atual fronteira consiste na que possuía anteriormente à Guerra dos Seis dias, em 1967.

COMENTÁRIO:  O Itamaraty anunciou no final de 2010, que o governo brasileiro reconheceu o Estado palestino nas fronteiras anteriores à guerra dos Seis Dias, em 1967. O pedido havia sido feito pelo presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas, ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em carta datada do dia 24 de novembro. 

STM CARGO 14-Julgue os seguintes itens, relativos a atualidades no âmbito internacional.

E17-( E  )- No final do ano de 2010, o presidente dos Estados Unidos da América sancionou lei que prevê a eliminação gradativa dos subsídios à produção de etanol norte-americano e a redução das tarifas de importação do produto, favorecendo o ingresso de etanol brasileiro no mercado daquele país.

COMENTÁRIO: nosso etanol ainda encontra muitas dificuldades para entrar nos EUA, devido as pressões dos usineiros norte-americanos.

STM CARGO 14-Com referência a atualidades no âmbito nacional, julgue os itens a seguir.

E22-( E  )- No dia 1.º de janeiro 2011, o Congresso Nacional reconheceu o resultado das eleições presidenciais de 2010, ao diplomar e declarar Dilma Roussef como presidenta do Brasil.

COMENTÁRIO: A presidente eleita Dilma Rousseff e o seu vice, Michel Temer, receberam na tarde do dia 17 de dezembro os diplomas da Justiça Eleitoral que lhes confere o mandato de quatro anos, a partir de 1º de janeiro de 2011.

E25-( E )- Entre 2010 e 2011, a dívida pública interna do governo federal diminuiu percentualmente em relação ao produto interno bruto.

COMENTÁRIO: nossa dívida pública aumentou nesse período

STM CARGOS 1/2-Com relação a atualidades no âmbito internacional, julgue os itens subsequentes.

E24-( E  )- Com o propósito de combater a crise econômica e a desvalorização do euro, o Banco Central Europeu reduziu o seu montante de dinheiro circulante por meio da elevação dos juros.

COMENTÁRIO: na verdade ocorreu o fato inverso

C25-(  C  )- Atualmente, o Brasil é um dos membros do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas.

COMENTÁRIO: nosso país é um dos 10 membros transitórios desde 2010 e ficará mais este ano, porém , o desejo brasileiro é fazer parte do Conselho Permanente, juntando-se aos EUA, a Rússia, a China, a França e ao Reino Unido. Nosso país faz parte do G4( Japão-Índia-Brasil-Alemanha) – grupo dos quatro que pleiteiam entrar no Conselho Permanente da ONU.

E26-(  E  )- Em 2010, o Prêmio Nobel da Paz foi concedido ao dissidente cubano Guilhermo Fariña.

COMENTÁRIO: o prêmio Nobel foi para o dissidente chinês Liu Xiaobo, que não pode recebê-lo, uma vez que está preso na China.Fariãna é um importante dissidente cubano que luta pelos direitos humanos em Cuba e poderá um dia ser agraciado com  o Nobel.

C27-( C   )- Tropas da Organização do Tratado do Atlântico Norte encontram-se no Afeganistão, combatendo a insurgência armada contra o governo chefiado pelo presidente Hamid Karzai.

COMENTÁRIO: O Afeganistão esta vivendo mais uma vez graves problemas políticos e com a volta dos Talibans a situação piorou.Obama também está enviando soldados para o país.

STM CARGOS 1/2-Julgue os itens seguintes, referentes a atualidades no âmbito nacional.

E28-( E ) Neste início de ano, os governos brasileiro e italiano assinaram plano de cooperação militar segundo o qual a Itália venderá ao Brasil o casco para a montagem de um submarino de propulsão nuclear.

COMENTÁRIO: devido aos problemas relativos a negativa brasileira em extraditar  Cesari Batisti, a Itália vem “congelando “ acordos com nosso país.

E29-( E  )- Em dezembro de 2010, a Corte Interamericana dos Direitos Humanos julgou improcedente o pedido de condenação do Estado brasileiro pelo desaparecimento de algumas pessoas no combate à guerrilha do Araguaia.

COMENTÁRIO: segundo o  presidente do Supremo Tribunal Federal, Cezar Peluso, (15/12), a punição do Brasil na Corte Interamericana da Direitos Humanos (CIDH) “não revoga, não anula, não caça a decisão do Supremo” em sentido contrário. Em abril deste ano, o STF decidiu, por 7 votos a 2, declarar a constitucionalidade da Lei de Anistia ao decidir uma ação ajuizada pela Ordem dos Advogados do Brasil.

E30-( E  )- De acordo com dados recentes, divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, a distribuição da população brasileira encontra-se equilibrada entre as zonas rural e urbana.

COMENTÁRIO: os dados do censo -2010, demonstram que existe uma péssima distribuição da população brasileira no que se refere ao meio urbano e ao rural. A população está mais urbanizada que há 10 anos. Em 2000, 81% dos brasileiros, ou 137.953.959, viviam em áreas urbanas, agora são 84%, que representam 160.879.708.


STM CARGO 25/26-Julgue os seguintes itens, relativos a atualidades no âmbito internacional.

E19-(  E  )- Em razão das reformas econômicas implantadas recentemente pelo governo de Cuba, reduziu-se o número autorizado de profissões na iniciativa privada no país e, consequentemente, aumentou-se o número de funcionários no setor estatal da economia.

COMENTÁRIO: o regime cubano vem tomando medidas voltadas a diminuição do número de funcionários públicos.P            ara se ter uma idéia desta nova “onda”, o governo cubano começou o processo de demissão de meio milhão de funcionários públicos em cinco importantes setores econômicos do país, entre eles a indústria do açúcar e a infraestrutura de saúde, somente em janeiro desse ano de 2011.

C20-( C )- Na Convenção sobre Mudança Climática, realizada recentemente em Cancun, estabeleceu-se a criação de um Fundo Verde do Clima, a fim de ajudar os países pobres a lidar com as mudanças climáticas.

COMENTÁRIO:  Este fundo vai administrar a ajuda financeira dos países ricos aos mais pobres.Europa, Japão e EUA devem doar US$ 100 bilhões anuais até 2020.Entre as principais medidas aprovadas em um está o desenvolvimento de um Fundo Verde para ajudar os países em desenvolvimento. No pacote de medidas de luta contra as mudanças climáticas aprovado em Cancún, também consta um mecanismo de proteção das florestas tropicais do planeta, cujo enorme desmatamento provoca 20% das emissões de gases de efeito estufa no mundo( REDD – Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação).

E21-(  E  )- Na esfera do direito internacional, entrou em vigor, em dezembro de 2010, a União dos Países Sul-Americanos, cujos países-membros, a partir do estabelecimento dessa instituição,deixaram, automaticamente, de pertencer à Organização dos Estados Americanos.

COMENTÁRIO: A UNASUL foi estabelecida com este nome pela Declaração de Cuzco em 2004, sendo o Tratado Cosntitutivo assinado em Brasilia no ano de 2008.


STM CARGO 25/26-Com referência a atualidades no âmbito nacional, julgue os itens subsecutivos.

E22-(  E   )- A carga tributária brasileira manteve-se praticamente inalterada em relação ao produto interno bruto nos últimos dez anos.

COMENTÁRIO: nossa carga tributária vem aumentando de forma constante nos últimos anos. A carga tributária do Brasil é maior do que a de países como o Japão, os Estados Unidos, a Suíça e o Canadá. A comparação faz parte de estudo da Receita Federal divulgado hoje (2) e leva em conta os dados mais recentes, apurados em 2008, entre os países-membros da OCDE (Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico).Enquanto o peso dos impostos no bolso do cidadão chegou, em 2008, a 34,41% no Brasil --nível recorde--, no Japão ficou em 17,6%. A carga também foi menor, por exemplo, no México (20,4%), na Turquia (23,5%), nos Estados Unidos (26,9%), na Irlanda (28,3%), Suíça (29,4%), no Canadá (32,2%) e na Espanha (33%).Acima do Brasil, ainda na comparação com os países da OCDE, ficam o Reino Unido (35,7%), a Alemanha (36,4%), Portugal (36,5%), Luxemburgo (38,3%), a Hungria (40,1%), Noruega (42,1%), França (43,1%), Itália (43,2%), Bélgica (44,3%), Suécia (47,1%) e Dinamarca (48,3%), que tem o nível mais alto entre os países do grupo.

C23-(  C   )- Um dos maiores sucessos de público da história do cinema nacional, o filme  Tropa de Elite 2 foi dirigido por José Padilha.

COMENTÁRIO: Após 34 anos, o recorde de público do cinema nacional finalmente mudou de dono.Tropa de Elite 2 é o novo detentor da marca, que alcançou nesta terça-feira, 7 de dezembro.O longa de José Padilha já levou 10.736.995 milhões de pessoas aos cinemas, superando em 1.470 o número de espectadores de Dona Flor e seus dois maridos (1976). A expectativa agora é para que o filme ultrapasse em breve a marca dos 11 milhões de espectadores e se consolide como o segundo longa mais assistido na história das bilheterias brasileiras, atrás apenas de Titanic, que levou 16 milhões de pessoas aos cinemas.

C24-( C   )- Entre os anos de 2003 e 2010, o Brasil melhorou sua posição na classificação do índice de desenvolvimento humano das Nações Unidas.

COMENTÁRIO:na verdade, desde que foi criado que o Brasil vem melhorando sua posição no IDH. Desde aquele ano, o IDH brasileiro teve um ganho de 7,6% (73ª maior variação numa lista de 137 países). O progresso foi mais rápido que o latino-americano (6,6%) e mais lento que o global (9,3%). De 2005 para cá, a alta foi de 3,1% (92º mais veloz em uma lista de 169 países e territórios). De 2009 para 2010, o aumento foi de 0,8%, o 53º mais elevado entre 169 países. Com isso, o Brasil subiu quatro posições desde o ano passado, a maior alta mundial — apenas França, Irã, Indonésia, Iêmen e Nepal chegaram perto disso (avançaram duas posições). Na última década, a expectativa de vida dos brasileiros aumentou 2,7 anos, a média de escolaridade cresceu 1,7 ano e os anos de escolaridade esperada recuaram em 0,8 ano. A renda nacional bruta teve alta de 27% no período. Em comparação com países que estavam em nível semelhante de desenvolvimento em 2000 — os quatro logo acima e os quatro logo abaixo no ranking do IDH —, o Brasil saiu-se como um dos melhores. Se há dez anos era o quinto nesse grupo de nove nações, agora é o terceiro. O grande salto, porém, foi da Ucrânia, que registrava índice semelhante ao brasileiro em 2000, e em 2010 é o país com maior IDH desse conjunto.

E25-( E )- Entre os anos de 2003 e 2010, no grupo denominado BRIC — composto por Brasil, Rússia, Índia e China —, o crescimento médio do produto interno bruto brasileiro foi superado somente pelo chinês.

COMENTÁRIO: o crescimento indiano também superou o brasileiro. Essas economias têm mostrado grau de dinamismo expressivo, embora variado. No acumulado do período 1990-2008 se a economia chinesa cresceu em média acima dos 11 As relações comerciais do Brasil com os demais BRICs 10% anuais, na Rússia a taxa média de crescimento não atingiu um décimo da chinesa,  em razão da  recessão observada na década de 1990, com o final da União Soviética. O Brasil teve desempenho baixo  comparativamente a outros BRICs.  No acumulado do período entre 1990 e 2008 o ritmo de crescimento  da Índia foi mais de duas vezes, e o da China mais de três vezes superior ao crescimento brasileiro.